quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Projeto Baleia Jubarte


Na região do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, entre os meses de julho a novembro, as baleias jubarte chegam e se concentram com o propósito de reprodução e cria. São observadas normalmente em pares de fêmeas com filhotes acompanhadas de machos adultos. Estes competem pelo acesso às fêmeas em idade de reprodução. Para estudar e proteger estas baleias em sua época de cria e reprodução, nascia em 1988 o Projeto Baleia Jubarte.
Em Abril de 1996 foi criado o Instituto Baleia Jubarte - Organização Não Governamental sem fins lucrativos - que tem por objetivo alavancar o desenvolvimento das atividades de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte e de outros projetos que visem a melhoria da qualidade de vida das comunidades litorâneas desta região, como, por exemplo, o Programa de Educação e Informação Ambiental e o Projeto de Gerenciamento Costeiro Integrado.




A baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), também chamada baleia corcunda ou preta, pertence a família Balaenopteridae e é conhecida por seu temperamento dócil, pelas acrobacias que realiza (saltos, exposição de cabeça e nadadeiras, etc.) e por um desenvolvido sistema de vocalização. Uma característica marcante da espécie são as nadadeiras peitorais extremamente longas, que atingem quase 1/3 do comprimento total do corpo. As fêmeas, um pouco maiores que os machos, podem alcançar 16 m de comprimento e pesar 40 toneladas. Quando em fuga deslocam-se a velocidades de até 27 km/h.



As jubartes realizam migrações sazonais entre áreas de alimentação em altas latitudes, e área de reprodução e cria em regiões tropicais. No Atlântico Sul Ocidental, a principal área de reprodução desta espécie é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Nos meses de julho a novembro, estas baleias procuram as águas quentes, tranquilas e pouco profundas de Abrolhos para acasalar e dar à luz a um único filhote, que nasce após uma gestação de aproximadamente 11 meses. A caça indiscriminada reduziu drasticamente quase todas as populações de baleias do planeta. As baleias jubarte, cuja população mundial antes da caça era cerca de 150.000 indivíduos, hoje está estimada em quase 25.000 baleias distribuídas em todos os oceanos. Elas se encontram na Lista Ofícial de Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA.




Para conhecer mais do projeto acesse: www.baleiajubarte.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Ciência

Pesquisadores de Manaus estão organizando a primeira reintrodução de peixe-boi em água doce. A espécie, considerada ameaçada de extinção pelo Ibama, é alvo de caça predatória nos rios da Amazônia.
Apesar de ser ilegal, a caça do peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) ainda é bastante comum entre populações ribeirinhas, que costumam capturar os filhotes para atrair as mães para o abate. Depois simplesmente descartam as crias, que podem acabar morrendo sem amamentação -elas podem mamar até os 2 anos.
As que dão sorte vão parar no Bosque da Ciência do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), onde são tratadas até atingirem a idade adulta. Agora, pela primeira vez, alguns desses animais serão devolvidos ao seu habitat.
Após passarem pelo menos dois anos estudando o modo de vida desses animais, os pesquisadores do Inpa e da ONG IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) já estão prontos para levar os dois primeiros. Os pioneiros serão dois machos subadultos que cresceram no Bosque da Ciência e serão transferidos na estação da cheia, provavelmente em fevereiro próximo, para o rio Cuieiras.


Trichechus inunguis
A equipe ainda está escolhendo entre quatro animais quais participarão do projeto-piloto. A idéia é enviar os mais saudáveis e mais próximos geneticamente das famílias de peixe-boi que vivem no local.
"São preferíveis também os animais que, quando chegaram ao Inpa, já estavam começando a se alimentar de plantas na natureza. Com isso esperamos que eles tenham facilidade para procurar comida no rio", conta o oceanógrafo Leandro Lazzari Ciotti, do IPÊ.
A decisão de enviar machos foi motivada por questões reprodutivas. Enquanto uma fêmea só fica prenhe a cada dois anos, e de só um filhote por vez, um macho pode copular com várias fêmeas, fato que deve ajudar a aumentar a população de peixes-bois na natureza.
Os cientistas não sabem estimar a quantidade de animais que vivem nos rios amazônicos porque eles são solitários, tímidos e difíceis de ver.
Com a reintrodução, os pesquisadores esperam responder justamente a algumas das dúvidas que existem por causa do pouco contato com a espécie em seu habitat.
Os animais reinseridos levarão colares com transmissores de rádio. "Isso vai nos permitir estudar os deslocamentos nas épocas de cheia e seca, as migrações e os locais onde eles buscam preferencialmente alimentos", explica Ciotti.
O resultado das pesquisas vai subsidiar a elaboração de um plano de manejo para a conservação da espécie na região.





Trichechus inunguis

Os animais que chegam ao Inpa são sobreviventes de sorte. A caça, contam pesquisadores envolvidos no projeto, envolve técnicas de partir o coração de muito marmanjo.
O peixe-boi consegue ficar até 20 minutos embaixo d'água sem respirar e dificilmente é visto nessas ocasiões.
O momento de vulnerabilidade é quando o animal põe o focinho para fora d'água para respirar. Os caçadores aproveitam o momento para enfiar duas rolhas nas narinas dos peixes-bois para matá-los sufocados. "O pior é que justificavam que a carne assim fica mais macia", lamenta Ciotti.
No Inpa vive também um animal com profundas cicatrizes na parte dorsal. Ainda filhote, ele foi salvo quando estava, literalmente, torrando ao sol.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Peixes palhaços e anêmonas - Mutualismo

Um dos mais fascinantes peixes da natureza, sendo muito pesquisados por biólogos que são atraídos por sua beleza encantadora e pela sua peculiar interação com as anêmonas.
Amphiprion ocellaris
Os peixes palhaços são encontrados por toda região oeste dos Oceanos Ìndico e Pacífico, concentrando-se em maior quantidade na região dos arquipélagos das Filipinas. A maior influência quanto a sua distribuição, é a disponibilidade das anêmonas e sua distribuição nos oceanos.
Dotados de um nado relativamente lento e cores chamativas, os peixes-palhaço atraem de longe a atenção dos predadores, como peixes grandes, raias e tubarões. Com isso, eles adquiriram uma estratégia evolutiva, sendo um sistema eficiente para se proteger dos agressores. Produzem um muco protetor, que impede que as “células urticantes”, os nematocistos, penetrem e ao se esfregar lentamente nos tentáculos de uma anêmona, o muco desta passa a combinar-se com o seu e assim a anêmona não o reconhece como uma presa, e o peixe se protege de seus predadores.

Amphiprion percula
Na natureza, o peixe palhaço não consegue sobreviver sem a presença de uma anêmona, pois elas lhe fornecem abrigo, proteção, delimitam seus territórios, afastam possíveis predadores e servem como local de desova. Elas são beneficiadas também, pois seus tentáculos são aerados com os movimentos dos peixes, conseguem capturar presas mais facilmente, atraídas pelos movimentos e cores dos peixes palhaço e ainda se beneficiam de fragmentos de alimentos consumidos por eles. Essa relação entre ambos se chama Mutualismo.
Premnas biaculeatus
Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero Amphiprion.
Família Pomacentridae
Subfamília Amphiprionae
Gênero Amphiprion (peixes anêmonas)

Amphiprion akallopisos (nosestripe anemonefish, skunk clownfish, skunk-strip anemonefish, whitebacked clownfish)
Amphiprion akindynos (barrier reef anemonefish)
Amphiprion allardi (twobar anemonefish)
Amphiprion argenteus
Amphiprion bicinctus (threebanded anemonefish, twoband anemonefish)
Amphiprion chagosensis (chagos anemonefish)
Amphiprion chrysogaster (mauritian anemonefish)
Amphiprion chrysopterus (orangefin anemonefish)
Amphiprion clarkii (black clown, brown anemonefish, chocolate clownfish, clarck's anemonefish, yellowtail clownfish)
Amphiprion ephippium (red saddleback anemomefish, saddle anemonefish)
Amphiprion frenatus (black back anemonefish, fire clown, oneband anemonefish, red clown, tomato clownfish)
Amphiprion fuscocaudatus (seychelles anemonefish)
Amphiprion latezonatus (wideband anemonefish)
Amphiprion latifasciatus (Madagascar anemonefish)
Amphiprion leucokranos (whitebonnet anemonefish)
Amphiprion matejuelo
Amphiprion mccullochi (Mcclloch's anemonefish, whitesnout anemonefish)
Amphiprion melanopus (black anemonefish, dusky anemonefish, fire clownfish, red and black anemonefish)
Amphiprion nigripes (maldive anemonefish)
Amphiprion ocellaris (clown anemonefish, common clownfish, false clown anemonefish)
Amphiprion omanensis
Amphiprion percula (blackfinned clownfish, clown anemonefish, clown fish, orange clown fish)
Amphiprion perideraion (false skunkstriped anemonefish, pink skunk clown, salmon clownfish, whitebanded anemonefish)
Amphiprion polymnus (brownsaddle clownfish, saddleback clownfish, yellowfinned anemonefish)
Amphiprion rubrocinctus (Australian anemonefish, red anemonefish, redgirdled anemonefish)
Amphiprion sandaracinos (orange anemonefish, yellow clownfish, yellow skunk clownfish)
Amphiprion sebae (brown clownfish, sebae clown, yellow clownfish, yellowtailed anemonefish)
Amphiprion thiellei
Amphiprion tricinctus (maroon clownfish, theeband anemonefish)
Amphiprion tunicatus

Gênero Premnas

Premnas biaculeatus

Stichodactyla gigantea

Como manter o peixe Palhaço no Aquário
As condições para a manutenção de peixes palhaço são básicas, ou seja, níveis de compostos nitrogenados zero; pH em torno de 8,3; iluminação de 12 horas diárias e temperaturas em torno de 26º C.
Manter anêmonas em cativeiro não é tarefa das mais difíceis, mas manter determinadas espécies, sim. Boa parte das anêmonas que servem de “anfitriãs” são exigentes e sua manutenção pode trazer problemas para o aquariofilista, especialmente para o menos experiente.
Amphiprion frenatus
Os gêneros mais utilizados em aquários são: Entacmaea, Heteractis, Stiochodactyla, Macrodactyla e Cryptodendrum, quase todos com exigências altas como por exemplo a intensidade de luz, pois habitam águas rasas. Um fator comum à todas as espécies é a alimentação que deve ser ministrada diretamente e em quantidades regulares. Muitas anêmonas, ao se moverem pelos aquários, ferem-se e acabam morrendo. Quando uma anêmona morre, libera grandes quantidade de toxinas que podem matar todos os outros habitantes do aquário.
Amphiprion clarkii
Reprodução
Outro fato que chama atenção nesses peixes é a reprodução, pois são peixes hermafroditas, ou seja, possuem os dois sexos e têm capacidade de mudarem conforme sua necessidade. Isso é possível porque os peixes, enquanto jovens, não definem o sexo, eles nascem com capacidade de serem machos ou fêmeas. Nos grupos de peixes palhaços, se existir uma fêmea e ela seja a dominante, todos os outros permaneceram machos até que a fêmea morra ou migre para outro lugar. Então, o macho maior do grupo se modifica em fêmea e assume a postura da antiga fêmea, o que significa que se forem colocados dois peixes juvenis juntos no mesmo aquário, o maior deles se tornará fêmea e outro macho.
Entacmaea quadricolor var. pink
Alimentação

Os peixes-palhaço não são exigentes quanto ao tipo de alimentação oferecida. Aceitam muito bem alimentos vivos como artêmia, gamarídeos e misidáceos, vitais para a manutenção de boa saúde do peixe em cativeiro; congelados como patês elaborados com mexilhões, lulas, camarão e ministrados em pequenas quantidades e rações industrializadas de boa qualidade. Uma regra muito importante e que vale para qualquer peixe mantido em cativeiro é oferecer alimentos variados e de boa procedência.
Entacmaea quadricolor var. red

Referências Bibliográficas:
TALARICO, Alexandre; RAMOS, Cássio. Respeitável Público. Revista Aquamagazine, São Paulo, ano 1, v. 2, p. 46-55, nov./dez./ jan. 2006.
Mania de bicho acessado em 12 de agosto
Wikipedia acessado em 12 de agosto


Adaptado por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

domingo, 12 de agosto de 2007

Projeto Peixe Boi

História e Lenda
É provável que o peixe-boi tenha tido sua origem há mais ou menos 45 milhões de anos. Desde os primeiros contatos com o homem, este mamífero de águas doces e salgadas despertou muito interesse. O tamanho impressionava e levava os pescadores a temerem o animal. Para os antigos navegadores, a anatomia do peixe-boi, com sua cauda, lembrava a figura mitológica das sereias. Daí, a ordem a que ele pertence ser chamada sirênia e os peixes-bois também serem denominados sirênios.

Peixe-Boi Marinho - Trichechus manatus

O fato de ser dócil e precisar vir à tona para respirar contribuiu para que os peixes-bois fossem caçados durante séculos. Quando os portugueses chegaram ao Brasil logo ficaram interessados na carne, na gordura e no couro desses animais. A captura indiscriminada levou o peixe-boi ao risco de extinção.
A história está cheia de episódios que relatam as aventuras do homem e seu convívio nada amistoso com o mais dócil e indefeso dos animais.

Peixe-Boi Amazônico - Trichechus inunguis

Na literatura clássica da Grécia, a obra Odisséia, de Homero, narra as tentações sofridas pelo navegador que lutou bravamente contra a sedução do canto e beleza das sereias. É deste relato que vem a associação à figura do peixe-boi. Sua semelhança com as formas humanas, seu canto e docilidade fizeram-no ser comparado às sereias.
Se na Odisséia as vítimas eram os navegadores, na vida real eles foram vilões. As embarcações, além de poluir o meio ambiente, provocam estrago entre as populações de peixes-bois, que são facilmente atingidos pelas hélices.


O Projeto Peixe-boi
O projeto peixe-boi foi criado em 1980, para avaliar a situação em que se encontrava o peixe-boi marinho no litoral brasileiro.



Peixe-Boi Marinho -Trichechus manatus


Chegou-se à conclusão de que a espécie encontra-se em extinção pela caça de natureza predatória realizada pelos pescadores. A pesca era realizada por arpões principalmente, mas também havia outros métodos, como colocar tampões de madeira nas narinas do animal quando este subia à superfície para respirar. Dessa forma pretendia-se não prejudicar nem sua pele nem sua carne.
Tudo no peixe-boi era aproveitado: os ossos como material artesanal, a pele para confeccionar carteiras, cintos, sapatos e cordas, enquanto a carne servia para degustação.

Para reverter o processo de extinção do peixe-boi marinho, o Projeto Peixe-Boi, com a unidade móvel "Iguarakue" fez um extenso levantamento na costa brasileira, através de entrevistas direcionadas às populações ribeirinhas, definindo as principais áreas de ocorrência desse mamífero aquático, recomendando a criação de Áreas de Proteção Ambiental e a implementação de Bases Executoras Regionais.


Peixe-Boi Amazônico - Trichechus inunguis
Para cumprir sua função, o Projeto Peixe-Boi resgata, reabilita e reintroduz peixes-bois no seu habitat natural. A reprodução e o nascimento de filhotes em cativeiro também são elementos importantes desta estratégia. Existem exemplos vitoriosos de animais que passaram por este processo, foram reintroduzidos e hoje são monitorados diariamente pela equipe técnica do Projeto através da rádio-telemetria



O projeto atualmente é dividido em duas frentes:



Projeto Peixe-Boi Marinho e Projeto Peixe-Boi da Amazônia




Conheça mais do projeto em :

www.projetopeixe-boi.com.br


www.ibama.gov.br/cma



domingo, 5 de agosto de 2007

ADA

Ola a todos!

Através deste post, estou disponibilizando o endereço para download do Manual ofical da ADA (Aquarium Design Amano).





O mesmo é um manual simples e informativo, possui fotos fantásticas que mostram passo-a-passo como montar um aquário no estilo Nature Aquarium.



Vale a pena conferir: www.adana.co.jp/_e_howto/

PS. É necessário possuir o Adobe acrobat para visualizar os arquivos.


Contribuição: Alex Ribeiro

Fotos: ADA

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

CBAP 2007

Sejam Bem Vindos ao Nature Planet!


Está aberta a 4º edição do Concurso Brasileiro de Aqua-Paisagismo. A edição 2007 promete ter uma disputa acirrada entre os concorrentes, pois a cada ano o nível dos projetos aqua-paisagísticos dos participantes tem se elevado gradativamente.



Aquário de Wayne Sham- Convidado da edição 2005
As inscrições se iniciaram no último dia 16 de julho e prosseguem até o dia 12 de outubro de 2007.

Para maiores informações, acesse o CBAP clicando aqui!


Aquário de Luis Carlos Galarraga - 1º lugar na categoria plantados na edição 2006




Aquário de Carlos Henrique Maia - 1º lugar na categoria nano-plantados na edição 2006




Participem!

domingo, 29 de julho de 2007

Killifishes

Introdução aos Killifishes

No planeta Terra, há 250 milhões de anos atrás, havia um supercontinente chamado PANGEA. Há aproximadamente 200 milhões de anos, esse supercontinente começou a se fragmentar. Ao norte formou-se o continente conhecido como Laurássia e ao sul Godwana. Entre esses dois continentes, formou-se um mar raso chamado de Mar de Thethis. Foi nesse mar que surgiram os primeiros peixes ósseos modernos, inclusive os Cyprinodontiformes, ordem a qual pertencem os Killifishes.

Pangea

A mais de 120 milhões de anos atrás, sucessivas mudanças ambientais provocaram no grupo ancestral uma excepcional capacidade adaptativa a situações adversas. As elevações e retrações do nível dos oceanos, o surgimento de novas vegetações e formações geológicas e a mudança no curso dos rios “ensinaram” aos seus genes que não é prudente contar com água permanente. Além dos ovos-sementes à prova de seca, eles se especializaram em técnicas reprodutivas sofisticadas. Assim se desenvolveram as famílias Rivulidae (na América do Sul, principalmente Brasil) e Nothobranchidae (na África), as únicas duas linhagens existentes dos incríveis peixes anuais. Bem-sucedidos na odisséia evolutiva que garantiu seu lugar na Terra, no último século os peixes anuais descobriram o que é perigo pra valer. Nestes tempos de aterros, dragagens, desmatamento, barragens, asfaltamento e transposição, está cada vez mais complicado depender de uma pobre lagoa ou brejo sazonal. Num piscar de olhos, vem a obra humana e vão pelo ralo milhões de anos de história natural. Muitas vezes, antes mesmo que a ciência tome ciência do fato.

Brejo cedendo espaço a construção de casas

Os Killifishes são divididos quanto à biologia reprodutiva da espécie em três tipos distintos: Anuais, Não-anuais e Semi-anuais.

Anuais – São encontrados em poças e charcos temporários, os quais se encontram cheios de água na época das chuvas e secas durante a estiagem. Sendo assim, desenvolveram um mecanismo para contornar este problema: a diapausa, que é um estágio onde o desenvolvimento embrionário no interior dos ovos fica estacionado, aguardando um certo tempo para completar o desenvolvimento do embrião, para que ocorra a eclosão dos ovos na próxima estação de chuvas. A diapausa varia dependendo da espécie e condições climáticas.

Outra característica dos anuais é o alto grau de endemismo, pois habitam pequenas coleções de água, o que fez algumas espécies estreitarem suas características específicas, genéticas e morfológicas; ficando restritas a uma determinada localidade. Tal endemismo é fator determinante para a conservação dessas espécies, pois muitas delas ocupam o nicho ecológico de exploração de recursos naturais pelo homem, favorecendo assim sua ameaça à extinção ou mesmo extinção.

Os killis anuais encontrados na América do Sul pertencem à família Rivulidae, e incluem os gêneros Austrolebias, Leptolebias, Cynolebias, Simpsonichthys, Pterolebias, Nematolebias e outros.

Já os encontrados na África, pertencem à família Aplocheilidae e inclue os gêneros Notobranchius, Pronotobranchius e Fundulosoma.

Simpsonichthys zonatus

Nematolebias whitei

Nothobranchius korthausae

Nothobranchius rachovi

Não anuais – São encontrados nos mais diversos tipos de biótopos, dentro de florestas, savanas, charcos, áreas de restinga e até manguezais, sendo encontrados dentro de pequenos riachos e fios d’água. Desovam em raízes de plantas na natureza, sendo substituídas pelas bruxinhas pelos criadores, simulando assim as raízes das plantas flutuantes.

São divididos em dois principais grupos, os Rivulidae que ocorrem nas Américas e os Aplocheilidae que ocorrem na África, Ásia e Europa.


Rivulus mahdiaensis

Aphosemion bivittatum

Rivulus xiphidius

Pseudepiplatys annulatus

Semi anuais - Possuem características dos dois grupos, tanto desovam no substrato passando por um período de incubação, quanto desovam em raízes de plantas.


Por ter como habitat natural pequenas coleções de água, os Killifish têm a função na natureza de controlar as populações de larvas de insetos dessas poças d´água, pois em muitas delas, são os único peixes existentes, por suportarem altos índices de nitritos e pH muito ácido. Estudos comprovaram que sua principal dieta é quironomos e larvas de mosquitos em geral, sendo muito útil no controle dos transmissores da dengue, malária e outras.

Os killifishes, as vezes possuem diversas populações em uma região, que apresentam pequenas variações de coloração entre as mesmas, como por exemplo as Nematolebias whitei "Barra de São João" e Nematolebias whitei "Búzios"

Para isso, existem nomes ou códigos que acompanham o gênero e a espécie de killis, que fornecem uma referencia de localização onde os peixes foram coletados, quem os coletou e quando ocorreu a coleta, evitando assim que realizemos cruzamentos, misturando diferentes populações de uma espécie e preservando-as.

Quanto ao nome Killifish, o mesmo não tem sua origem na língua inglesa - que significa matador - e sim, na língua holandesa - que significa canal. A tradução correta da palavra Killifish é peixe de canal e não peixe matador. Na década de 70, a AKA (American Killifish Association) patrocinou uma pesquisa da origem do nome Killifish e descobriu que esta confusão se deve ao fato de que a região nordeste dos Estados Unidos foi muito invadida pelos holandeses, os quais deixaram muita influência na língua local.

Poça temporária na Mata Atlântica

Diferente de todos os outros ramos da aquariofilia, o objetivo dos killiofilos é manter os peixes exatamente da mesma maneira que são encontrados na natureza, seja na coloração, formato das nadadeiras, etc.

Quando se trata de criadores de killis sul americanos, isso é ainda mais evidente, uma vez que grande parte dos criadores tem como idéia central a manutenção das espécies ameaçadas, pensando em uma possível reintrodução do peixe na natureza, diante da acelerada destruição de seus biótipos.


Referências Bibliograficas

Credits photos

Vale a pena conhecer


Adaptado por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

quarta-feira, 25 de julho de 2007

História - Peixes de Águas Doce da América do Sul



Histórico da descoberta e descrição
dos Peixes de Águas Doce da América do Sul


A fase descritiva da fauna de peixes de água doce da América do sul desenvolveu-se em três períodos históricos. As primeiras descobertas e a descrição dos peixes maiores e mais comuns vão aproximadamente da metade do século XVII até 1866. O período de 1866 à 1930 caracterizou-se pela descoberta e descrição de um grande número de espécies de todos os tamanhos.
De 1931 ao presente, novas descrições foram feitas mas, mais importante durante este período, foi a tentativa de avaliação do que fora feito nos períodos anteriores. Cada um desses três períodos é caracterizado por diferenças nos tipos de peixes descobertos e descritos e por diferenças nos princípios biológicos e fisiológicos.
Pterophyllum scalare
Os primeiros peixes de água doce sul-americanos foram descritos em 1648, quando dois médicos, Wilhem Piso e Georg Marcgrave publicaram um tratado de medicina e de história natural do Brasil, editado por Johannes de Laet. As descrições foram muito bem feitas, se comparadas com as demais daquela época em todo o mundo. Quase nada de novo apareceu no século seguinte sobre os peixes de água doce sul-americanos. Apenas dez espécies de peixes de água doce da América do sul foram descritos na décima edição do “Systema Natural” de Linnaeus (1757), obra que pretendeu incluir todos os organismos conhecidos na época.
De 1783 à 1792, durante as expedições de Alexandre Rodrigues Ferreira, foram feitas grandes coleções na Amazônia brasileira e Mato Grosso e preparadas várias ilustrações de peixes sul-americanos.

Symphysodon aequifasciatus

No ano de 1817, dois alemães, Johann Baptist von Spix e Carl Friederich von Martius, e um grupo de outros cientistas, chegaram ao Brasil. Fazia parte a Arquiduquesa Leopoldina Carolina Josefa da Áustria, vinda ao Brasil para casar-se com o príncipe Dom Pedro de Alcântara. Com o apoio da Corôa, Spix e Martius viajaram pelo interior do Brasil e no rio Amazonas por cerca de 2 anos e 11 meses. Spix desenhou uma série de pranchas coloridas dos peixes coletados, mas morreu antes de completar o texto. Louis Agassiz, então com 21 anos, deu continuidade a obra, e projetou-o como biologista.
Entre o grupo de cientistas se encontrava Johann Natterer, de Viena, que permaneceu no Brasil por um período de 18 anos, coletando uma grande variedade de objetos de história natural, nos rios Amazonas, Negro e Paraguai e no sudeste do Brasil que serviram a uma série de descrições de peixes publicados por Jakob Heckel e Rudolf Kner. Heckel (1840) descreveu cerca de um quarto das espécies atualmente conhecidas de ciclídeos da América do sul, baseado nas coleções de Natterer.
Kner publicou uma série de trabalhos sobre Siluriformes e Characiformes, baseado nessas coleções.
Paracheirodom axeroldi
De 1830 a 1850 vários naturalistas e colecionadores viajaram pela América do sul. O que se destacou foi Robert Herman Schomburgk. O trabalho de Robert Schomburgk, sobre os peixes coletados, foi editado e publicado por Sir William Jardine como parte da Naturalist's Library em dois volumes entitulados. “Fishes of Guiana”. Durante esse período, vamos encontrar Francis de Castelnau e Charles Darwin. O trabalho de Castelnau (1855) é bastante impreciso tendo muitas das espécies ali descritas já sido antes descritas. Darwin coletou pouquíssimos peixes de água doce da Argentina, descritos por Leonard Jenyns (1842).
Na segunda metade do século XIX, a teoria da evolução por Darwin, começou a exercer uma profunda influência nos estados de história natural. Embora suas implicações pouco tenham influenciado alguns ictiólogos, houve uma mudança. Começou a haver um interesse crescente em história natural. Os ictiólogos, em particular, começaram a perceber que havia um número elevado de pequenas espécies a serem descritas na América do Sul. Antes deste período, excetuando-se talvez os trabalhos de Cuvier e Agassiz, a maioria dos trabalhos descritivos sobre peixes sul-americanos poderia ser considerada como curiosidade de história natural. Subseqüentemente à proposição da teoria da evolução a história natural e sistemática biológica começaram a ser encaradas como uma forma de testar a teoria. Tal fato levou muitos ictiólogos a olhar mais atentamente para os temas de seus estudos e se interessar não somente pelos grandes peixes comestíveis de interesse econômico.
Apistogramma agassizii
O segundo período de descobertas ictiológicas da América do sul começou no período de 1865-1866, quando Louis Agassiz, então na Universidade de Harvard, liberou a Expedição, Thayer (apoiada financeiramente por Nathaniel Thayer) às partes médias e inferior da Bacia Amazônica e ao leste do Brasil. Esta foi a primeira expedição com o objetivo principal de coletar peixes e determinar novos rumos para o estudo dos peixes sul-americanos. Um novo centro de estudos se formou na América do norte, pois até então o estudo da ictiologia tinha como centro principal a Europa. Agassiz foi o primeiro investigador a reconhecer de modo a imensa variedade de espécies de pequeno porte existente na Bacia Amazônica. Contribuiu também para mudança de curso da ictiologia, quando persuadiu Franz Steindachner do museu de Viena, a dirigir-se a Havard, em, 1871, por dois anos e meio, a fim de trabalhar os peixes da coleção Thayer.
Steindachner acompanhou a Expedição Hassler ao sul do Brasil, obteve material para o museu de Viena e fez contatos locais com algumas pessoas que mais tarde lhe enviariam coleções. Quando do seu regresso a Viena, Steindachner levou duplicatas da maior parte da coleção Thayer.
Ancistrus sp.
A partir desta data, até 1917, publicou uma longa série de trabalhos, descrevendo novas espécies de peixes sul-americanos e assinalando muitas outras espécies em diversas localidades (Duncker, 1914, publicou um índice de vários trabalhos de Steindachner). Felizmente, mais do que qualquer outro ictiólogo de sua época, Steindachner pareceu reconhecer a importância de descrições mais completas e acuradas possíveis.

O catálogo que pretendia incluir todos os peixes conhecidos de sua época, Albert Günther do Museu Britânico, publicou entre 1859 e 1870 descrições sumárias dos peixes de água doce sul-americanos. Neste trabalho, Günther descreveu como novas todas as espécies do Museu Britânico que foi capaz de identificar por meio de descrições prévias. Entre 1887 e 1911, Albert Boulenger, também do Museu Britânico, publicou uma pequena série de trabalhos faunísticos sobre peixes de água doce sul-americanos, descrevendo várias espécies novas.
Em 1888, Carl Eigenmann, da Universidade de Indiana, iniciou sua ambiciosa e produtiva carreira, que iria durar cerca de 40 anos, estudando e coletando peixes de água doce da América do sul. Entre todos os que estudaram sul-americanos é, sem dúvidas, o mais importante. Sob sua orientação, e muitas vezes com sua participação, foram feitas as mais importantes coleções de peixes da América do sul, bem como os estudos faunísticos e as revisões mais completas dos diversos grupos de peixes de água doce sul-americanos. Sua primeira grande contribuição, a revisão do bagres sul-americanos, foi publicada em colaboração com sua esposa, Rosa Smith Eigenmann, em 1890 e se baseou principalmente nas coleções de Thayer.

Nematobrycon palmeri
Em 1908, Eigenmann fez sua primeira viagem à América do sul. Passou a maior parte do ano coletando na Guyana (Guiana Inglesa). As grandes coleções resultantes constituíram a base principal de sua volumosa monografia faunística “Fresh-Water Fishes of Britsh Guiana” (1912). Publicou também em 1910 o “Catalogue of the Fresh-Water Fishes of Tropical ans Temperate South America” e relacionou 1917 espécies (782 a mais que as de seu catálogo de 1891). Estas listas incluíam também os peixes de água doce da América central. Eigenmann e vários de seus colaboradores fizeram importantes coleções. Há ainda partes consideráveis destas coleções que nunca foram trabalhadas. Tais coleções, entretanto, devem ser estudadas em conjunto com o material recente de áreas geográficas adjacentes.
Eigenmann (1917-1929) também publicou revisões de alguns grupos de bagres (Trichomycteridae e Doradidae, e de certos caracídeos Serrasalminae) e uma grande monografia em cinco partes sobre Tetragonopterinae e outros grupos de caracídeos; a última parte foi publicada após sua morte, tendo George S. Myer como co-autor. A última contribuição de Eigenmann consta de um volumoso relato faunístico, “The Fishes of Western South-American” (1942) publicada em co-autoria com William Ray Allen e tendo como base as coleções feitas por Allen em 1920 no leste do Peru.
No período compreendido entre 1904 e 1914, C. Tate Regan, no Museu Britânico, escreveu uma série de curtos trabalhos faunísticos, mas também importantes revisões de ciclídeos, poecilídeos e lorícarideos neotropicais. Ainda durante esta época, no Rio de Janeiro, Alípio de Miranda Ribeiro publicou uma importante revisão de bagres brasileiros (1911) e numerosos outros trabalhos sobre caracídeos e ciclídeos brasileiros.
Do início do século XX até aproximadamente 1950, Henry W. Fowler, da Academy of Natural Sciences, Filadélfia, publicou uma série de trabalhos faunísticos sobre peixes de água doce da América do sul. Seu trabalho mais útil, “Os peixes de água doce do Brasil” foi publicado em quatro partes, de 1948 a 1954. A obra de Fowler apresenta o mesmo estilo dos estudos pré-1930 e está longe dos padrões estabelecidos por Steindachner e Eigenmann.
Hyphessobrycon megalopterus
Após a morte de Eigenmann em 1927, o progresso no campo da ictiologia sistemática na América do norte trouxe como conseqüência uma mudança na abordagem do trabalho descritivo e comparativo e exigiu um grau muito maior na exatidão em relação ao que havia sido publicado anteriormente. A maior parte desses trabalhos, concernente à avaliação dos problemas de relações entre espécies e à dispersão geográfica dos peixes de água doce da América do Norte, bem como a rápida evolução dos conceitos de biologia sistemática, tiveram uma influência decisiva na mudança de atitudes do ictiólogos interessados nos aspectos descritivos dos peixes sul-americanos. Entretanto, a falta de coleções adequadas de peixes de água doce sul-americanos impediu a realização dos tipos de estudos que vinham sendo feitos com peixes de água doce da América do Norte.

Muitos dos ictiólogos que eventualmente poderiam se interessar por peixes sul-americanos voltaram para os peixes norte-americanos. Assim, o terceiro período da história da ictiologia na América do sul caracterizou-se por uma mistura de tendências. Alguns ictiólogos tem tentado fazer revisões de grupos de peixes afins usando novos conceitos, ou têm tentado atualizar o que se conhece dos peixes sul-americanos. Outros tem continuado a descrever espécies segundo a tradição de Eigenmann.
George S. Myers, da Standford University, aluno e colega de Eigenmann, publicou numerosos trabalhos sobre peixes de água doce sul-americanos (os trabalhos publicados por Myers de 1920 a 1969 foram listados por Anônimo, 1970).




Parotocinclus maculicauda

Vários discípulos de Myers, entre os quais William Gosline, James E. Bönlke, Stanley H. Weitzman e Tyson R. Roberts, continuaram publicando alguns trabalhos faunísticos e um certo número de revisões e estudos filogenéticos, especialmente sobre Characiformes e Siluriformes.
Leonard P. Shultz da Smithsoniam Institution, coletou peixes na Bacia de Maracaibo, Venezuela, em 1942, e publicou três importantes trabalhos faunísticos baseados em suas coleções: sobre Siluriformes (1944 a), sobre Characoidei (1944 b) e sobre Gymnotoidei e peixes pertencentes a outros grupos (1949).
Desde 1940 George Dahl tem publicado artigos sobre peixes da Colômbia e sua maior contribuição consiste em um trabalho que engloba os peixes do nordeste da Colômbia (1971).
Augustin Fernandes Yépes, a partir de 1948, publicou um certo número de trabalhos contendo a descrição de peixes da Venezuela. De 1940 à 1950, Paulo Miranda Ribeiro, e a partir da década de 40 até 1977 Haroldo Travassos, ambos do Museu Nacional do Rio de Janeiro, publicam uma série de trabalhos, principalmente sobre os peixes de água doce do sudeste do Brasil. 
M. Boeseman de Leiden e H. Nijssen Isbrücker de Amsterdã, tem estudado bagres (loricarídeos e calictídeos). Desde 1959, Jacques Géry da França publicou muitos trabalhos sobre Characideos da América do sul; indicou igualmente uma série sobre os Characideos das Guianas.
Brochis britskii
Biólogos brasileiros do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), Laboratório de Ictiologia, Museu de Ciências e Tecnologia – (PUCRS) entre outros através dos anos vem estudando e publicando séries de trabalhos nas áreas de Sistemática, Biogeografia, e Filogenia.
Nas últimas duas décadas teve um acréscimo significativo de informações sobre parte dos componentes desta fauna. Muitas questões no entanto, permanecem não resolvidas em todos os níveis taxonômicos para muitos grupos de peixes de água doce neotropicais (Vari & Malabarba, 1998).

Desde 1900 até o presente, um grande número de pequenos peixes de água doce têm sido exportados por aquariofilistas para a Europa e Estados Unidos. Nessas remessas muitas vezes estão incluídas novas espécies e ictiólogos-aquaristas, tem descritos algumas destas espécies na literatura aquariófila e também na zoológica.
Gymnocorymbus ternetzi


Bibliografia:




  • Bönlke, J. E. Weitzman, S. H. & Menezes, N. A. estado atual da sistemática dos peixes de água doce da América do sul. Acta Amazônica 8 (4):657-677. 1978



domingo, 22 de julho de 2007

Projeto Hippocampus

Biologia, cultivo e preservação de cavalos-marinhos brasileiros!


O Projeto Hippocampus, nasceu em 1995 em Porto Alegre-RS. Nesta época, os dados sobre biologia para as espécies brasileiras, em ambientes naturais ou em laboratório, eram inexistentes. Por muitos anos, os trabalhos do Projeto se restringiram aos estudos de laboratório, realizados no Laboratório de Aqüicultura Marinha –LABAQUAC. A partir de 2001, por convite da Prefeitura Municipal do Ipojuca, a sede do Projeto foi transferida para Porto de Galinhas, Ipojuca, PE e deu-se início aos estudos de dinâmica populacional no manguezal de Maracaípe.


Hippocampus reidi


Pioneiro no estudo de cavalos-marinhos no Brasil, o Projeto Hippocampus atualmente conta com a parceria de diversas instituições de pesquisa, e trabalha em parceria com o Ministério Público Federal/Procuradoria da República em Pernambuco e IBAMA, na proteção e regulamentação de leis específicas sobre a pesca e preservação do cavalo-marinho, bem como, desenvolve trabalho de educação ambiental junto às comunidades locais e de turistas.


Hippocampus erectus


Conheça mais do projeto em: www.projetohippocampus.com