sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Tingimento de Peixes

A prática de colorir ou “tingir” os peixes artificialmente parece ser algo que torna-os espécimes muito atrativos, devido as suas variadas cores “fluorescentes.
O primeiro encontro com peixes tingidos remonta aos recentes anos 80. Milhares de Peixes Vidros (Parambassis Ranga), coloridos artificialmente, foram importados para o Reino Unido.
Parambassis Ranga tingido

O Peixe Vidro, assim chamado por causa de seu corpo naturalmente semi-transparente, obviamente se transforma em um “objeto” ideal a ser tingido. Nos mesmos, são aplicados sombras fluorescentes nas cores azul, vermelho, amarelo, laranja ou verde, produzidos através de tintas injetadas em seu corpo.
Ciclídeo Papagaio tingido

Para a aplicação da tinta, alguns Peixes Vidro são anestesiados com anestésico MS222 e observados através de um microscópio binocular. Tornou-se claro que a tinta não está na superfície do peixe, mas numa camada por debaixo da epiderme. Além disso, a tinta aparece fluida e poderia ser movida ligeiramente apertando com suavidade a área colorida de seu corpo. Isto nos prova que a tinta é injetada em vários locais sobre o corpo do peixe para formar os distintos padrões de cor, sendo cada peixe “colorido” individualmente, usando-se uma seringa e agulha.
Ciclídeo Papagaio tingido
Se considerarmos nosso tamanho, com o tamanho do peixe e a agulha utilizada nele, isto seria equivalente a recebermos várias injeções usando uma agulha do diâmetro idêntico a de um lápis. Isto nos mostra que o processo de tingimento causa altas taxas de mortalidades nos indivíduos submetidos, devido ser retirado a mucosa protetora do corpo dos peixes.
Mais de 40% dos Peixes Vidro pintados parecem sofrer do vírus Lymphocystis, uma doença que manifesta-se no crescimento de umas pequenas manchas ou pontos brancos no corpo e barbatanas do peixe. É possível que o processo de injeção aumente os riscos desta doença, talvez transmitindo o vírus de peixe para peixe através da agulha (a mesma agulha é usada para injetar dezenas ou até mesmo centenas de peixes).
Botia Modesta Tingida
Colaborando ainda mais, o stress causado pela injeção de tinta, pode diminuir a imunidade natural do peixe ao Lymphocystis. Deve ser dito que, em nossa experiência, esses Peixes Vidro que sobrevivem ao processo de injeção continuam a viver vidas relativamente normais, apesar da presença da tinta que possuem dentro dos seus corpos. Ainda vale a pena salientar, que esta tinta não permanece mais que três meses dentro do seu corpo.
Osphronemus goramy Kaleidoscópio (tingido)
Muitas pessoas acreditam que os peixes não sentem dor, e injeta-los com tintas é perfeitamente aceitável no ponto de vista dessas pessoas. De fato, evidências científicas sugerem que os peixes são realmente capazes de sentir dor, no entanto não temos nenhum modo de saber se eles percebem os eventos dolorosos da mesma maneira como nós o fazemos. Assim sendo, é provável que a injeção de tinta seja uma experiência dolorosa para os pobres Peixes Vidro.

Os Peixes Vidro não são a única espécie que é sujeita à coloração artificial, muitos tipos de peixes albinos, também são considerados ideais para se colorir.

Corydoras aeneus Tingida

A Coridora albina (Corydoras aeneus), o Barbo Tigre (Puntius tetrazona), o Labeo albino (Epalzeorhynchus frenatus), o Tetra preto (Gymnocorymbus ternetzi), o Apaiari albino (Astronotus ocellatus), o Peixe gato de vidro (Kryptopterus bicirrhis) e algumas espécies de Botias.
Normalmente estas espécies exibem cores em vermelho ou azul em algumas partes do corpo, mas as tintas não são tão luminosas ou fluorescentes quanto as que são injetadas nos Peixes Vidro.
Gymnocorymbus ternetzi tingido


A realidade deste processo pode ser resumida em poucas palavras:

Nascem 1000 peixes, 800 morreram...
Tudo por um pouco de cor!
80% dos peixes pintados ou tingidos morrem durante processo, ou um pouco depois dele...
97% das pessoas que compram peixes pintados ou tingidos nem imaginam como eles adquiriram essas cores...
Informe os retalhistas!
Boicote as lojas!
Todos nós podemos fazer toda a diferença...



Referência Bibliográficas:

www.practicalfishkeeping.co.uk

http://freshaquarium.about.com

www.petitiononline.com/fishtank/petition.html


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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Copyright 2007 ©

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Ciência

Expedição desbrava área quase inexplorada da Amazônia





A região entre os rios Purus e Madeira é rica em ambientes diferentes, o que favorece a biodiversidade



Duas expedições científicas neste ano à região entre os rios Purus e Madeira mostram que essa área de floresta, provavelmente a mais biodiversa de todas as divisões ecológicas da Amazônia, deve mesmo ser a detentora deste título.
O interflúvio (região entre rios) com cerca de 40 milhões de hectares, representa menos de 5% da floresta amazônica, mas em apenas duas viagens os cientistas encontraram pelo menos quatro novas espécies de aves, três de mamíferos e algumas dezenas de aracnídeos desconhecidos. O material, coletado entre abril e maio e, depois, em julho deste ano, mostra uma biodiversidade ameaçada por planos de ocupação.




Urutau "mãe-da-lua", espécie noturna e exclusivamente neotropical (Nyctibius griseus)
Ainda predominantemente sem impacto, o interflúvio Purus-Madeira está na mira de projetos como a pavimentação da BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM) e a criação de um gasoduto entre Urucu (AM) e Porto Velho - ambos os projetos cortam a área. Também ameaçam a região a construção de hidrelétricas no rio Madeira, a onda de extração madeireira em expansão no sudeste do Amazonas e o avanço da agroindústria, em especial da soja, e da pecuária.

Edalorhina perezi, cuja aparência imita folhas secas. Essa espécie é típica da Amazônia peruana e colombiana


Riqueza ameaçada


"O cenário está armado para destruir uma área pequena, até então desconhecida e que imaginávamos ter um potencial absurdo de biodiversidade e endemismo [espécies únicas do lugar]", conta o ornitólogo Mario Cohn-Haft, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), que liderou a expedição do projeto Geoma (Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia).
As seis semanas em que o grupo ficou no mato driblando atoleiros mostram que há mesmo algo a perder. "Encontramos espécies que não somente nunca tinha sido observadas, como aparentemente só existem naquela região", diz Cohn-Haft. Os animais coletados estão agora sendo analisados pelos biólogos para definir se realmente tratam-se de novas espécies. Após confirmação, as descobertas serão publicadas em revistas científicas.

Inseto homóptero
Cohn-Haft já adianta, no entanto, que ao menos quatro das aves que ele observou são muito provavelmente espécies novas, sendo duas delas endêmicas. "Eu já tinha visto essas aves em expedições anteriores, mas só agora encontrei vários exemplares. É uma série grande o suficiente para poder descrever."
A importância dos achados aumenta quando se leva em conta que as aves são o grupo mais bem conhecido pelos biólogos. A descoberta de tantas novidades, segundo o pesquisador, funciona como um termômetro da diversidade da região. E, mesmo assim, Cohn-Haft acredita que em alguns anos vai dobrar o número de espécies descritas na Amazônia.
Entre os mamíferos, os primatólogos acreditam ter avistado ao menos uma espécie nova de macaco. Foi coletado ainda um sagüi que provavelmente é uma nova subespécie e um primata visto como uma "redescoberta" da ciência.

Um amblipigeo, bicho noturno, relativamente raro e de uma beleza estranha

Trata-se de um animal que já havia sido descrito na literatura, mas que nunca mais tinha sido visto. "Ele ficou meio desacreditado, supunha-se que podia ser apenas um indivíduo extraordinário, mas agora achamos uma população inteira dele", conta o pesquisador.
Ainda entre os mamíferos, os biólogos apostam num esquilo e numa gatiara (mamífero noturno) como novas espécies.
O grupo animal que deve trazer mais novidades, no entanto, é o dos aracnídeos e opiliões (aranhas de longas pernas). Eles ainda são tão pouco conhecidos que a expectativa é que 95% dos animais encontrados sejam novas espécies.



Nova espécie de opilião


A presença de animais tão diferentes em um espaço relativamente tão pequeno é explicada porque a região engloba também tipos de ambiente muito diferentes. Na mesma área há tanto floresta típica, quanto várzeas inundáveis, pequenas serras, bambuzais e campos. "Tudo isso num interfluviozinho ameaçado por tudo quanto é projeto de desenvolvimento", diz Cohn-Haft.
Samambaia atípica e ainda não-identificada do gênero Schizea


Fonte: Folha de São Paulo/ BBC Brasil
Fotos: Projeto GEOMA



quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Projeto Baleia Jubarte


Na região do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, entre os meses de julho a novembro, as baleias jubarte chegam e se concentram com o propósito de reprodução e cria. São observadas normalmente em pares de fêmeas com filhotes acompanhadas de machos adultos. Estes competem pelo acesso às fêmeas em idade de reprodução. Para estudar e proteger estas baleias em sua época de cria e reprodução, nascia em 1988 o Projeto Baleia Jubarte.
Em Abril de 1996 foi criado o Instituto Baleia Jubarte - Organização Não Governamental sem fins lucrativos - que tem por objetivo alavancar o desenvolvimento das atividades de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte e de outros projetos que visem a melhoria da qualidade de vida das comunidades litorâneas desta região, como, por exemplo, o Programa de Educação e Informação Ambiental e o Projeto de Gerenciamento Costeiro Integrado.




A baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), também chamada baleia corcunda ou preta, pertence a família Balaenopteridae e é conhecida por seu temperamento dócil, pelas acrobacias que realiza (saltos, exposição de cabeça e nadadeiras, etc.) e por um desenvolvido sistema de vocalização. Uma característica marcante da espécie são as nadadeiras peitorais extremamente longas, que atingem quase 1/3 do comprimento total do corpo. As fêmeas, um pouco maiores que os machos, podem alcançar 16 m de comprimento e pesar 40 toneladas. Quando em fuga deslocam-se a velocidades de até 27 km/h.



As jubartes realizam migrações sazonais entre áreas de alimentação em altas latitudes, e área de reprodução e cria em regiões tropicais. No Atlântico Sul Ocidental, a principal área de reprodução desta espécie é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Nos meses de julho a novembro, estas baleias procuram as águas quentes, tranquilas e pouco profundas de Abrolhos para acasalar e dar à luz a um único filhote, que nasce após uma gestação de aproximadamente 11 meses. A caça indiscriminada reduziu drasticamente quase todas as populações de baleias do planeta. As baleias jubarte, cuja população mundial antes da caça era cerca de 150.000 indivíduos, hoje está estimada em quase 25.000 baleias distribuídas em todos os oceanos. Elas se encontram na Lista Ofícial de Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA.




Para conhecer mais do projeto acesse: www.baleiajubarte.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Ciência

Pesquisadores de Manaus estão organizando a primeira reintrodução de peixe-boi em água doce. A espécie, considerada ameaçada de extinção pelo Ibama, é alvo de caça predatória nos rios da Amazônia.
Apesar de ser ilegal, a caça do peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) ainda é bastante comum entre populações ribeirinhas, que costumam capturar os filhotes para atrair as mães para o abate. Depois simplesmente descartam as crias, que podem acabar morrendo sem amamentação -elas podem mamar até os 2 anos.
As que dão sorte vão parar no Bosque da Ciência do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), onde são tratadas até atingirem a idade adulta. Agora, pela primeira vez, alguns desses animais serão devolvidos ao seu habitat.
Após passarem pelo menos dois anos estudando o modo de vida desses animais, os pesquisadores do Inpa e da ONG IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) já estão prontos para levar os dois primeiros. Os pioneiros serão dois machos subadultos que cresceram no Bosque da Ciência e serão transferidos na estação da cheia, provavelmente em fevereiro próximo, para o rio Cuieiras.


Trichechus inunguis
A equipe ainda está escolhendo entre quatro animais quais participarão do projeto-piloto. A idéia é enviar os mais saudáveis e mais próximos geneticamente das famílias de peixe-boi que vivem no local.
"São preferíveis também os animais que, quando chegaram ao Inpa, já estavam começando a se alimentar de plantas na natureza. Com isso esperamos que eles tenham facilidade para procurar comida no rio", conta o oceanógrafo Leandro Lazzari Ciotti, do IPÊ.
A decisão de enviar machos foi motivada por questões reprodutivas. Enquanto uma fêmea só fica prenhe a cada dois anos, e de só um filhote por vez, um macho pode copular com várias fêmeas, fato que deve ajudar a aumentar a população de peixes-bois na natureza.
Os cientistas não sabem estimar a quantidade de animais que vivem nos rios amazônicos porque eles são solitários, tímidos e difíceis de ver.
Com a reintrodução, os pesquisadores esperam responder justamente a algumas das dúvidas que existem por causa do pouco contato com a espécie em seu habitat.
Os animais reinseridos levarão colares com transmissores de rádio. "Isso vai nos permitir estudar os deslocamentos nas épocas de cheia e seca, as migrações e os locais onde eles buscam preferencialmente alimentos", explica Ciotti.
O resultado das pesquisas vai subsidiar a elaboração de um plano de manejo para a conservação da espécie na região.





Trichechus inunguis

Os animais que chegam ao Inpa são sobreviventes de sorte. A caça, contam pesquisadores envolvidos no projeto, envolve técnicas de partir o coração de muito marmanjo.
O peixe-boi consegue ficar até 20 minutos embaixo d'água sem respirar e dificilmente é visto nessas ocasiões.
O momento de vulnerabilidade é quando o animal põe o focinho para fora d'água para respirar. Os caçadores aproveitam o momento para enfiar duas rolhas nas narinas dos peixes-bois para matá-los sufocados. "O pior é que justificavam que a carne assim fica mais macia", lamenta Ciotti.
No Inpa vive também um animal com profundas cicatrizes na parte dorsal. Ainda filhote, ele foi salvo quando estava, literalmente, torrando ao sol.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Peixes palhaços e anêmonas - Mutualismo

Um dos mais fascinantes peixes da natureza, sendo muito pesquisados por biólogos que são atraídos por sua beleza encantadora e pela sua peculiar interação com as anêmonas.
Amphiprion ocellaris
Os peixes palhaços são encontrados por toda região oeste dos Oceanos Ìndico e Pacífico, concentrando-se em maior quantidade na região dos arquipélagos das Filipinas. A maior influência quanto a sua distribuição, é a disponibilidade das anêmonas e sua distribuição nos oceanos.
Dotados de um nado relativamente lento e cores chamativas, os peixes-palhaço atraem de longe a atenção dos predadores, como peixes grandes, raias e tubarões. Com isso, eles adquiriram uma estratégia evolutiva, sendo um sistema eficiente para se proteger dos agressores. Produzem um muco protetor, que impede que as “células urticantes”, os nematocistos, penetrem e ao se esfregar lentamente nos tentáculos de uma anêmona, o muco desta passa a combinar-se com o seu e assim a anêmona não o reconhece como uma presa, e o peixe se protege de seus predadores.

Amphiprion percula
Na natureza, o peixe palhaço não consegue sobreviver sem a presença de uma anêmona, pois elas lhe fornecem abrigo, proteção, delimitam seus territórios, afastam possíveis predadores e servem como local de desova. Elas são beneficiadas também, pois seus tentáculos são aerados com os movimentos dos peixes, conseguem capturar presas mais facilmente, atraídas pelos movimentos e cores dos peixes palhaço e ainda se beneficiam de fragmentos de alimentos consumidos por eles. Essa relação entre ambos se chama Mutualismo.
Premnas biaculeatus
Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero Amphiprion.
Família Pomacentridae
Subfamília Amphiprionae
Gênero Amphiprion (peixes anêmonas)

Amphiprion akallopisos (nosestripe anemonefish, skunk clownfish, skunk-strip anemonefish, whitebacked clownfish)
Amphiprion akindynos (barrier reef anemonefish)
Amphiprion allardi (twobar anemonefish)
Amphiprion argenteus
Amphiprion bicinctus (threebanded anemonefish, twoband anemonefish)
Amphiprion chagosensis (chagos anemonefish)
Amphiprion chrysogaster (mauritian anemonefish)
Amphiprion chrysopterus (orangefin anemonefish)
Amphiprion clarkii (black clown, brown anemonefish, chocolate clownfish, clarck's anemonefish, yellowtail clownfish)
Amphiprion ephippium (red saddleback anemomefish, saddle anemonefish)
Amphiprion frenatus (black back anemonefish, fire clown, oneband anemonefish, red clown, tomato clownfish)
Amphiprion fuscocaudatus (seychelles anemonefish)
Amphiprion latezonatus (wideband anemonefish)
Amphiprion latifasciatus (Madagascar anemonefish)
Amphiprion leucokranos (whitebonnet anemonefish)
Amphiprion matejuelo
Amphiprion mccullochi (Mcclloch's anemonefish, whitesnout anemonefish)
Amphiprion melanopus (black anemonefish, dusky anemonefish, fire clownfish, red and black anemonefish)
Amphiprion nigripes (maldive anemonefish)
Amphiprion ocellaris (clown anemonefish, common clownfish, false clown anemonefish)
Amphiprion omanensis
Amphiprion percula (blackfinned clownfish, clown anemonefish, clown fish, orange clown fish)
Amphiprion perideraion (false skunkstriped anemonefish, pink skunk clown, salmon clownfish, whitebanded anemonefish)
Amphiprion polymnus (brownsaddle clownfish, saddleback clownfish, yellowfinned anemonefish)
Amphiprion rubrocinctus (Australian anemonefish, red anemonefish, redgirdled anemonefish)
Amphiprion sandaracinos (orange anemonefish, yellow clownfish, yellow skunk clownfish)
Amphiprion sebae (brown clownfish, sebae clown, yellow clownfish, yellowtailed anemonefish)
Amphiprion thiellei
Amphiprion tricinctus (maroon clownfish, theeband anemonefish)
Amphiprion tunicatus

Gênero Premnas

Premnas biaculeatus

Stichodactyla gigantea

Como manter o peixe Palhaço no Aquário
As condições para a manutenção de peixes palhaço são básicas, ou seja, níveis de compostos nitrogenados zero; pH em torno de 8,3; iluminação de 12 horas diárias e temperaturas em torno de 26º C.
Manter anêmonas em cativeiro não é tarefa das mais difíceis, mas manter determinadas espécies, sim. Boa parte das anêmonas que servem de “anfitriãs” são exigentes e sua manutenção pode trazer problemas para o aquariofilista, especialmente para o menos experiente.
Amphiprion frenatus
Os gêneros mais utilizados em aquários são: Entacmaea, Heteractis, Stiochodactyla, Macrodactyla e Cryptodendrum, quase todos com exigências altas como por exemplo a intensidade de luz, pois habitam águas rasas. Um fator comum à todas as espécies é a alimentação que deve ser ministrada diretamente e em quantidades regulares. Muitas anêmonas, ao se moverem pelos aquários, ferem-se e acabam morrendo. Quando uma anêmona morre, libera grandes quantidade de toxinas que podem matar todos os outros habitantes do aquário.
Amphiprion clarkii
Reprodução
Outro fato que chama atenção nesses peixes é a reprodução, pois são peixes hermafroditas, ou seja, possuem os dois sexos e têm capacidade de mudarem conforme sua necessidade. Isso é possível porque os peixes, enquanto jovens, não definem o sexo, eles nascem com capacidade de serem machos ou fêmeas. Nos grupos de peixes palhaços, se existir uma fêmea e ela seja a dominante, todos os outros permaneceram machos até que a fêmea morra ou migre para outro lugar. Então, o macho maior do grupo se modifica em fêmea e assume a postura da antiga fêmea, o que significa que se forem colocados dois peixes juvenis juntos no mesmo aquário, o maior deles se tornará fêmea e outro macho.
Entacmaea quadricolor var. pink
Alimentação

Os peixes-palhaço não são exigentes quanto ao tipo de alimentação oferecida. Aceitam muito bem alimentos vivos como artêmia, gamarídeos e misidáceos, vitais para a manutenção de boa saúde do peixe em cativeiro; congelados como patês elaborados com mexilhões, lulas, camarão e ministrados em pequenas quantidades e rações industrializadas de boa qualidade. Uma regra muito importante e que vale para qualquer peixe mantido em cativeiro é oferecer alimentos variados e de boa procedência.
Entacmaea quadricolor var. red

Referências Bibliográficas:
TALARICO, Alexandre; RAMOS, Cássio. Respeitável Público. Revista Aquamagazine, São Paulo, ano 1, v. 2, p. 46-55, nov./dez./ jan. 2006.
Mania de bicho acessado em 12 de agosto
Wikipedia acessado em 12 de agosto


Adaptado por Ricardo Britzke
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domingo, 12 de agosto de 2007

Projeto Peixe Boi

História e Lenda
É provável que o peixe-boi tenha tido sua origem há mais ou menos 45 milhões de anos. Desde os primeiros contatos com o homem, este mamífero de águas doces e salgadas despertou muito interesse. O tamanho impressionava e levava os pescadores a temerem o animal. Para os antigos navegadores, a anatomia do peixe-boi, com sua cauda, lembrava a figura mitológica das sereias. Daí, a ordem a que ele pertence ser chamada sirênia e os peixes-bois também serem denominados sirênios.

Peixe-Boi Marinho - Trichechus manatus

O fato de ser dócil e precisar vir à tona para respirar contribuiu para que os peixes-bois fossem caçados durante séculos. Quando os portugueses chegaram ao Brasil logo ficaram interessados na carne, na gordura e no couro desses animais. A captura indiscriminada levou o peixe-boi ao risco de extinção.
A história está cheia de episódios que relatam as aventuras do homem e seu convívio nada amistoso com o mais dócil e indefeso dos animais.

Peixe-Boi Amazônico - Trichechus inunguis

Na literatura clássica da Grécia, a obra Odisséia, de Homero, narra as tentações sofridas pelo navegador que lutou bravamente contra a sedução do canto e beleza das sereias. É deste relato que vem a associação à figura do peixe-boi. Sua semelhança com as formas humanas, seu canto e docilidade fizeram-no ser comparado às sereias.
Se na Odisséia as vítimas eram os navegadores, na vida real eles foram vilões. As embarcações, além de poluir o meio ambiente, provocam estrago entre as populações de peixes-bois, que são facilmente atingidos pelas hélices.


O Projeto Peixe-boi
O projeto peixe-boi foi criado em 1980, para avaliar a situação em que se encontrava o peixe-boi marinho no litoral brasileiro.



Peixe-Boi Marinho -Trichechus manatus


Chegou-se à conclusão de que a espécie encontra-se em extinção pela caça de natureza predatória realizada pelos pescadores. A pesca era realizada por arpões principalmente, mas também havia outros métodos, como colocar tampões de madeira nas narinas do animal quando este subia à superfície para respirar. Dessa forma pretendia-se não prejudicar nem sua pele nem sua carne.
Tudo no peixe-boi era aproveitado: os ossos como material artesanal, a pele para confeccionar carteiras, cintos, sapatos e cordas, enquanto a carne servia para degustação.

Para reverter o processo de extinção do peixe-boi marinho, o Projeto Peixe-Boi, com a unidade móvel "Iguarakue" fez um extenso levantamento na costa brasileira, através de entrevistas direcionadas às populações ribeirinhas, definindo as principais áreas de ocorrência desse mamífero aquático, recomendando a criação de Áreas de Proteção Ambiental e a implementação de Bases Executoras Regionais.


Peixe-Boi Amazônico - Trichechus inunguis
Para cumprir sua função, o Projeto Peixe-Boi resgata, reabilita e reintroduz peixes-bois no seu habitat natural. A reprodução e o nascimento de filhotes em cativeiro também são elementos importantes desta estratégia. Existem exemplos vitoriosos de animais que passaram por este processo, foram reintroduzidos e hoje são monitorados diariamente pela equipe técnica do Projeto através da rádio-telemetria



O projeto atualmente é dividido em duas frentes:



Projeto Peixe-Boi Marinho e Projeto Peixe-Boi da Amazônia




Conheça mais do projeto em :

www.projetopeixe-boi.com.br


www.ibama.gov.br/cma



domingo, 5 de agosto de 2007

ADA

Ola a todos!

Através deste post, estou disponibilizando o endereço para download do Manual ofical da ADA (Aquarium Design Amano).





O mesmo é um manual simples e informativo, possui fotos fantásticas que mostram passo-a-passo como montar um aquário no estilo Nature Aquarium.



Vale a pena conferir: www.adana.co.jp/_e_howto/

PS. É necessário possuir o Adobe acrobat para visualizar os arquivos.


Contribuição: Alex Ribeiro

Fotos: ADA

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

CBAP 2007

Sejam Bem Vindos ao Nature Planet!


Está aberta a 4º edição do Concurso Brasileiro de Aqua-Paisagismo. A edição 2007 promete ter uma disputa acirrada entre os concorrentes, pois a cada ano o nível dos projetos aqua-paisagísticos dos participantes tem se elevado gradativamente.



Aquário de Wayne Sham- Convidado da edição 2005
As inscrições se iniciaram no último dia 16 de julho e prosseguem até o dia 12 de outubro de 2007.

Para maiores informações, acesse o CBAP clicando aqui!


Aquário de Luis Carlos Galarraga - 1º lugar na categoria plantados na edição 2006




Aquário de Carlos Henrique Maia - 1º lugar na categoria nano-plantados na edição 2006




Participem!

domingo, 29 de julho de 2007

Killifishes

Introdução aos Killifishes

No planeta Terra, há 250 milhões de anos atrás, havia um supercontinente chamado PANGEA. Há aproximadamente 200 milhões de anos, esse supercontinente começou a se fragmentar. Ao norte formou-se o continente conhecido como Laurássia e ao sul Godwana. Entre esses dois continentes, formou-se um mar raso chamado de Mar de Thethis. Foi nesse mar que surgiram os primeiros peixes ósseos modernos, inclusive os Cyprinodontiformes, ordem a qual pertencem os Killifishes.

Pangea

A mais de 120 milhões de anos atrás, sucessivas mudanças ambientais provocaram no grupo ancestral uma excepcional capacidade adaptativa a situações adversas. As elevações e retrações do nível dos oceanos, o surgimento de novas vegetações e formações geológicas e a mudança no curso dos rios “ensinaram” aos seus genes que não é prudente contar com água permanente. Além dos ovos-sementes à prova de seca, eles se especializaram em técnicas reprodutivas sofisticadas. Assim se desenvolveram as famílias Rivulidae (na América do Sul, principalmente Brasil) e Nothobranchidae (na África), as únicas duas linhagens existentes dos incríveis peixes anuais. Bem-sucedidos na odisséia evolutiva que garantiu seu lugar na Terra, no último século os peixes anuais descobriram o que é perigo pra valer. Nestes tempos de aterros, dragagens, desmatamento, barragens, asfaltamento e transposição, está cada vez mais complicado depender de uma pobre lagoa ou brejo sazonal. Num piscar de olhos, vem a obra humana e vão pelo ralo milhões de anos de história natural. Muitas vezes, antes mesmo que a ciência tome ciência do fato.

Brejo cedendo espaço a construção de casas

Os Killifishes são divididos quanto à biologia reprodutiva da espécie em três tipos distintos: Anuais, Não-anuais e Semi-anuais.

Anuais – São encontrados em poças e charcos temporários, os quais se encontram cheios de água na época das chuvas e secas durante a estiagem. Sendo assim, desenvolveram um mecanismo para contornar este problema: a diapausa, que é um estágio onde o desenvolvimento embrionário no interior dos ovos fica estacionado, aguardando um certo tempo para completar o desenvolvimento do embrião, para que ocorra a eclosão dos ovos na próxima estação de chuvas. A diapausa varia dependendo da espécie e condições climáticas.

Outra característica dos anuais é o alto grau de endemismo, pois habitam pequenas coleções de água, o que fez algumas espécies estreitarem suas características específicas, genéticas e morfológicas; ficando restritas a uma determinada localidade. Tal endemismo é fator determinante para a conservação dessas espécies, pois muitas delas ocupam o nicho ecológico de exploração de recursos naturais pelo homem, favorecendo assim sua ameaça à extinção ou mesmo extinção.

Os killis anuais encontrados na América do Sul pertencem à família Rivulidae, e incluem os gêneros Austrolebias, Leptolebias, Cynolebias, Simpsonichthys, Pterolebias, Nematolebias e outros.

Já os encontrados na África, pertencem à família Aplocheilidae e inclue os gêneros Notobranchius, Pronotobranchius e Fundulosoma.

Simpsonichthys zonatus

Nematolebias whitei

Nothobranchius korthausae

Nothobranchius rachovi

Não anuais – São encontrados nos mais diversos tipos de biótopos, dentro de florestas, savanas, charcos, áreas de restinga e até manguezais, sendo encontrados dentro de pequenos riachos e fios d’água. Desovam em raízes de plantas na natureza, sendo substituídas pelas bruxinhas pelos criadores, simulando assim as raízes das plantas flutuantes.

São divididos em dois principais grupos, os Rivulidae que ocorrem nas Américas e os Aplocheilidae que ocorrem na África, Ásia e Europa.


Rivulus mahdiaensis

Aphosemion bivittatum

Rivulus xiphidius

Pseudepiplatys annulatus

Semi anuais - Possuem características dos dois grupos, tanto desovam no substrato passando por um período de incubação, quanto desovam em raízes de plantas.


Por ter como habitat natural pequenas coleções de água, os Killifish têm a função na natureza de controlar as populações de larvas de insetos dessas poças d´água, pois em muitas delas, são os único peixes existentes, por suportarem altos índices de nitritos e pH muito ácido. Estudos comprovaram que sua principal dieta é quironomos e larvas de mosquitos em geral, sendo muito útil no controle dos transmissores da dengue, malária e outras.

Os killifishes, as vezes possuem diversas populações em uma região, que apresentam pequenas variações de coloração entre as mesmas, como por exemplo as Nematolebias whitei "Barra de São João" e Nematolebias whitei "Búzios"

Para isso, existem nomes ou códigos que acompanham o gênero e a espécie de killis, que fornecem uma referencia de localização onde os peixes foram coletados, quem os coletou e quando ocorreu a coleta, evitando assim que realizemos cruzamentos, misturando diferentes populações de uma espécie e preservando-as.

Quanto ao nome Killifish, o mesmo não tem sua origem na língua inglesa - que significa matador - e sim, na língua holandesa - que significa canal. A tradução correta da palavra Killifish é peixe de canal e não peixe matador. Na década de 70, a AKA (American Killifish Association) patrocinou uma pesquisa da origem do nome Killifish e descobriu que esta confusão se deve ao fato de que a região nordeste dos Estados Unidos foi muito invadida pelos holandeses, os quais deixaram muita influência na língua local.

Poça temporária na Mata Atlântica

Diferente de todos os outros ramos da aquariofilia, o objetivo dos killiofilos é manter os peixes exatamente da mesma maneira que são encontrados na natureza, seja na coloração, formato das nadadeiras, etc.

Quando se trata de criadores de killis sul americanos, isso é ainda mais evidente, uma vez que grande parte dos criadores tem como idéia central a manutenção das espécies ameaçadas, pensando em uma possível reintrodução do peixe na natureza, diante da acelerada destruição de seus biótipos.


Referências Bibliograficas

Credits photos

Vale a pena conhecer


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