segunda-feira, 8 de outubro de 2007

1º Aniversário - Gênero Apistogramma

A exatamente 1 ano atrás, através do post "Identificação de algumas espécies de Limpa-Vidro" nascia formamalmente o blogger Nature Planet.
Criado para tentar fazer algo diferente da maioria dos blogs existentes, divulgando assuntos de nível científico e popular, e envolvendo questões sobre o meio ambiente e aquarismo; obteve inspiração de ótimos blogs sobre o tema, como o NaturAcqua da Mágali e o Xylema do Alex, o qual hoje possue uma página com domínio próprio.
Através da blogosfera, conheci muitos outros blogs e fiz amigos também, os quais não posso deixar de citar, a grande amiga Renatinha, sempre pronta para ajudar no que der e vier; e o amigo Oscar, uma pessoa extraordinária e carismática que conheci através da Renatinha.

Hoje o NATURE PLANET é o que é graças a todos vocês leitores, por isso sou muito grato a todos!!!

Deixo aqui o meu muito obrigado e vamos a festa...


Semana Apistogramma no Nature Planet


Apistogramma Regan, 1913


Orden: Perciformes.
Familia: Cichlidae.
Subfamilia: Geophaginae.
Tribu: Geophagini.


Em 1852 um cientista natural britânico, Henry Walter, descobriu o primeiro espécime de um ciclídeo anão da América do sul, no Rio Cupai, Brasil. O espécime foi enviado ao museu de História natural em Londres para descrição científica. O espécime foi descrito mais tarde pelo diretor do departamento de zoologia, Albert Gunther, como Mesops Taeniatus em 1862, dez anos após sua coleta. Mais tarde, esta espécie seria classificado como o primeiro membro do gênero atual Apistogramma.
O nome Apistogramma foi proposto em 1913 por Charles Tate Regan, um ictiólogo britânico que trabalhava para o museu britânico em Londres. O espécime original de Gunthers, Mesops Taeniatus foi adotado por Regan para a descrição deste gênero de ciclídeo anão, e a partir deste dia seu nome ofical passou-se a ser Apistogramma. Seu nome possue siginificado grego, onde Apisto siginifica incerto, inconstante, instável; e gramma siginifica linha feminina, pois o nome Apistogramma é de origem feminina.
O gênero inclui atualmente 62 espécies válidas. Todos são de tamanho pequeno quando adultos, sendo geralmente chamados de ciclídeos anões ou dwarf cichlids' (em inglês).
Apistogramma
é um gênero da sub-família Geophaginae.
Apistogramma cacatuoides


Distribuição
Apistogramma é endêmico do continente sul-americano, possuindo ampla área de distribuição, habitando as bacias hidrográficas de paises como Guianas, Colômbia, Venezuela, Peru, Brasil, Paraguai e Argentina.
Apistogramma borellii
Habitats e biótopo
Os habitat do gênero Apistogramma, são em sua maioria cobertos por florestas tropicais (Bacia Amazônica). Nesse ambiente, habitam geralmente cursos d’água, Igarapés e lagoas rasas formadas nas inundações dos rios. O biótipo destes cursos d’água possuem profundidade de cerca de 50 centímetros ou menos; são pobres na vegetação submersa, mas fornecem abrigo em meio a raízes, galhos e rochas que cobrem o fundo do local. Entretanto, o gênero habita também regiões de cerrado(savanas) e gramíneas (Bacias dos Rios Paraná e Paraguai). Nesse ambiente, os mesmos aparecem em rios rasos, lagos e lagoas, as quais possuem densos tapetes de vegetação flutuante e submersa com muitas raízes e rochas.
Apistogramma trifasciata

As águas da América do Sul

As águas da América do Sul são resultados de fatores geológicos, ambientais e climáticos.
A região da bacia Amazônica é alimentada em sua maior parte pelos rios Apurunac, Ucayali, Solimões, Urubamba e Maranon, apresentando em suas águas uma cor de café com creme (whitewater). Esta cor se deve ao carregamento de partículas da cordilheira dos Andes, devido a erosão natural de suas montanhas provocadas pelo degelo natural.
Os rios de água escura (blackwater) ficam em sua maioria na região norte da bacia, tal como o o rio Negro e o Rio Curura, que possue suas águas transparentes com cor de chá, devido ao tanino liberado da enorme quantidade de matéria orgânica em decomposição, depositadas nos rios e nas planícies de inundação durante a estação chuvosa.
O terceiro tipo de água, flui geralmente do sul da bacia, tais como o Rio Tapajos e Xingu. Estes rios carregam uma água limpida , que possuem uma cor verde-amarelada (bluewater), e fluem sobre camadas rochosas que são pobres em nutrientes e em sedimentos.
Um fator em comum dessa bacia, é o valor de pH que permanece ácido, devido ao fato de suas águas serem pobres em minerais dissolvidos, sendo extremamente macias e com baixa dureza em carbonatos.
Já nas bacias do rio Paraná e Paraguai, os mesmo possuem um valor de pH ligeiramente alcalino, devido suas águas serem ricas em minerais dissolvidos.
Apistogramma gibbiceps
Dimorfismo Sexual

O gênero Apistogramma normalmente é dimorfico e dicromático, sendo facilmente identificado machos de fêmeas. Isto pode ser conseguido a partir dos 3 meses da idade.
Os machos são geralmente mais colorido e maiores que
as fêmeas, possuindo geralmente nadadeiras dorsais e anais, juntamente com a cauda mais desenvolvidas. Os traços das fêmeas incluem a típica coloração amarelo dourado, que se tornam intensas na época de reprodução.
Apistogramma pulchra
Comportamento

As espécies de Apistogramma são geralmente polígamos, um macho se reproduz com diversas fêmeas na natureza. Cada fêmea possue um território pequeno, centrado geralmente em torno de uma caverna, onde a mesma se cuida da prole. A responsabilidade do machos é defender todo seu harém, seja de predadores ou competidores.
Há algumas espécies que são monogâmicas e estabelecem uma ligação de casal. Ambos os sexos compartilham igualmente todas as tarefas, assim como o macho também participa no cuidado direto das prole.
Apesar do número de espécie e de sua ampla distribuição, geralmente são uniformes em seus hábitos reprodutivos. Colocam seus ovos em cavernas, possuem comportamento territorial intenso, otrnando-se muito agressivos neste período. A fêmea deposita cerca de
50 a 200 ovos, variando de espécie para espécie, que são fertilizados pelo macho.
A fêmea permanece na caverna, sem se alimentar, até que os ovos eclodam, algo em torno de 36 a 60 horas após a fertilização. Após a eclosão, os alevinos se encontram em estágio larval, e apresentaram natação livre dentro de 8 a 10 dias. A partir disso, os mesmos começam a alimentar-se ativamente de infusorios, detritos, etc.
Os jovens crescem moderadamente rápidos, e dependendo da espécie, alcançam a maturidade sexual em aproximadamente 4 a 7 meses de idade.
Apistogramma agassizii

Espécies incluídas

  • Apistogramma acrensis Staeck, 2003
  • Apistogramma agassizii Steindachner, 1875
  • Apistogramma alacrina Kullander, 2004
  • Apistogramma arua Römer & Warzel, 1998
  • Apistogramma atahualpa Römer, 1997
  • Apistogramma baenschi Römer et. al., 2004
  • Apistogramma bitaeniata Pellegrin, 1936
  • Apistogramma sweglesi Meinken, 1961
  • Apistogramma klausewitzi Meinken, 1962
  • Apistogramma kleei Meinken, 1964
  • Apistogramma borellii Regan, 1906
  • Apistogramma rondoni Miranda Ribeiro, 1918
  • Apistogramma reitzigi Mitsch, 1938
  • Heterogramma ritense Haseman, 1911
  • Apistogramma aequipinnis Ahl, 1938
  • Apistogramma brevis Kullander, 1980
  • Apistogramma cacatuoides Hoedeman, 1951
  • Apistogramma caetei Kullander, 1980
  • Apistogramma commbrae Regan, 1906
  • Apistogramma cruzi Kullander, 1986
  • Apistogramma diplotaenia Kullander, 1987
  • Apistogramma elizabethae Kullander, 1980
  • Apistogramma eremnopyge Ready & Kullander, 2004
  • Apistogramma eunotus Kullander, 1981
  • Apistogramma geisleri Meinken, 1971
  • Apistogramma gephyra Kullander, 1980
  • Apistogramma gibbiceps Meinken, 1969
  • Apistogramma gossei Kullander, 1982
  • Apistogramma guttata Antonio, Kullander & Lasso, 1990
  • Apistogramma hippolytae Kullander, 1982
  • Apistogramma hoignei Meinken, 1965
  • Apistogramma hongsloi Kullander, 1979
  • Apistogramma inconspicua Kullander, 1983
  • Apistogramma iniridae Kullander, 1979
  • Apistogramma inornata Staeck, 2003
  • Apistogramma juruensis Kullander, 1986
  • Apistogramma linkei Koslowski, 1985
  • Apistogramma luelingi Kullander, 1976
  • Apistogramma macmasteri Kullander, 1979
  • Apistogramma martini Römer et al., 2003
  • Apistogramma meinkeni Kullander, 1980
  • Apistogramma mendezi Römer, 1994
  • Apistogramma moae Kullander, 1980
  • Apistogramma nijsseni Kullander, 1979
  • Apistogramma norberti Staeck, 1991
  • Apistogramma ortmanni Eigenmann, 1912
  • Apistogramma panduro Römer, 1997
  • Apistogramma paucisquamis Kullander & Staeck, 1988
  • Apistogramma payaminonis Kullander, 1986
  • Apistogramma personata Kullander, 1980
  • Apistogramma pertensis (Haseman, 1911)
  • Apistogramma piauiensis Kullander, 1980
  • Apistogramma pleurotaenia (Regan, 1909)
  • Apistogramma pulchra Kullander, 1980
  • Apistogramma regani Kullander, 1980
  • Apistogramma resticulosa Kullander, 1980
  • Apistogramma roraimae Kullander, 1980
  • Apistogramma rubrolineata Hein, Zarske & Zapata, 2002
  • Apistogramma rupununi Fowler, 1914
  • Apistogramma similis Staeck, 2003
  • Apistogramma staecki Koslowski, 1985
  • Apistogramma steindachneri Regan, 1908
  • Apistogramma ornatipinnis Ahl, 1936
  • Apistogramma wickleri Meinken, 1960
  • Apistogramma taeniata Günther, 1862
  • Apistogramma trifasciata Eigenmann & Kennedy, 1903
  • Apistogramma trifasciatum haraldschultzi Meinken, 1960
  • Heterogramma trifasciatum maciliense Haseman, 1911
  • Apistogramma tucurui Staeck, 2003
  • Apistogramma uaupesi Kullander, 1980
  • Apistogramma urteagai Kullander, 1986
  • Apistogramma velifera Staeck, 2003
  • Apistogramma viejita Kullander, 1979
Referências
Fish Base
Dwarf Cichlids



Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

domingo, 7 de outubro de 2007

Apistogramma bitaeniata

Semana Apistogramma no Nature Planet.


Nome científico: Apistogramma bitaeniata
Aquário mínimo:60l
Habitat original: América do Sul Região: Bacia do rio Amazonas, restrito a rios de água rica em húmus no Brasil e Peru (coletados em Nanay, Mazán e Tigre no Peru, perto de Leticia na Colômbia, e em Igarapé Preto e Lago Tefé no Brasil).
pH: min: 5,5 max :7,2
Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC
GH: min: 10 max: 20
Tamanho máximo: 9 cm machos e 6 cm fêmeas
Manutenção: Média
Agressividade: Mínima
Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.



Coloração:

Sua coloração é muito variável, possui a base cinzenta com uma grande gama de cores presentes ao longo do corpo; tons azulados, avermelhados, amarelados e esverdeados.
As nadadeiras são de cor azul pálida, e a base dos raios da nadadeira dorsal é amarela, dando forma a uma espécie da faixa amarela que cruza a base da nadadeira dorsal. Esta faixa varia de intensidade e tamanho, dependendo do local onde o peixe foi capturado. As nadadeiras maiores e a anal, tem pontos vermelhos. Foi possível verificar isso de acordo com a zona de coleta dos animais.

Reprodução:
A Fêmea realiza a postura dos ovos em alguma caverna. São as fêmeas que se encarregam de cuidar da prole, enquanto o pai vigia o território.
Não é um peixe que coloca grandes quantidades de ovos, o seu normal é cerca de 50 ovos e os seus alevinos nascem cerca de 5 dias após a postura.

Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base
Atlas Dr. Pez

Fotos:
Practical Fishkeeping


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

sábado, 6 de outubro de 2007

Apistogramma pulchra

Semana Apistogramma no Nature Planet.



Nome popular: Apistograma pulchra
Nome científico:Apistogramma pulchra

Aquário mínimo: 40l

Habitat original: América do Sul Região: Bacia amazônica, Rio Madeira.

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 5 cm machos e 3 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Mínima

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.

Coloração:
Os machos lembram através de sua coloração os Apistogramma agassizi e o Apistogramma gephyra. Sua cauda possui a parte central azulada com as extremidades amarelas. A nadadeira dorsal é praticamente baixa, possuindo uma linha alaranjada estreita na parte superior.
Possui uma faixa negra que se inicia-se nos olhos e se estende por todo o corpo até a base da cauda, e nesta mesma faixa, logo após os olhos inicia-se uma faixa amarela superior a faixa negra, estendendo-se até a metade do corpo.
Reprodução:
Faz suas posturas em cavernas na natureza geralmente. Para estimular a postura dos peixes, devemos alimenta-los com alimentos vivos, como artêmias, larvas dos insetos, daphnia ou larvas de frutas. A fêmea se encarrega em defender a postura, e o macho de proteger a área do ninho. Os alevinos nascem depois de 24 a 36 horas após a postura e devem ser alimentados com microvermes e naupilos de artemia.
Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:

Fotos:
Daniel Soler

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Apistogramma viejita

Semana Apistogramma no Nature Planet.

Nome popular: Apistograma viejita

Nome científico: Apistogramma viejita

Aquário mínimo: 40l

Habitat original: América do Sul Região: Bacia do Rio Orinoco, Rio Meta

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 5 cm machos e 3 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Máxima
Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.



Coloração:
Apresenta o corpo na cor prata, com reflexos em suas escamas nas cores azul e vermelha, principalmente na zona debaixo do olho. Uma linha horizontal corta o corpo todo, começando na boca, cruzando os olhos e chegando até a base da cauda, onde se forma um grande ocelo. Na cauda, apresenta uma cor vermelha, acentuando-se principalmente nos raios extremos da mesma. Existem três variedades cromáticas distintas, correspondentes a três zonas geográficas que os mesmos habitam.

Reprodução:
A reprodução é similar a todos os outros Apistogrammas. O macho é quem se encarrega de proteger a área do ninho de qualquer intruso e a fêmeas da prole, não deixando o macho se aproximar dos alevinos. Os jovens devem ser alimentados várias vezes ao dia com naupilos de artemia

Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base
Atlas Dr. Pez

Fotos:
Wallpaperfishtalk


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Apistogramma gephyra

Semana Apistogramma no Nature Planet.

Nome popular: Apistogramma Gefira


Nome científico: Apistogramma gephyra

Aquário mínimo: 50 l

Habitat original: América do Sul Região: Bacia amazônica

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 8 cm machos e 6 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Máxima

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.


Coloração
Apresenta coloração cinza no corpo, com tons de azul e vermelho por todo o corpo. A cor da nadadeira caudal pode variar do laranja ao vermelho pálido, com tons azulados. Os machos são maiores, com uma coloração mais viva e apresentam a cauda em forma de lança. As fêmeas seguem o padrão do gênero.

Reprodução
Faz suas posturas em cavernas na natureza geralmente. Para estimular a postura dos peixes, devemos alimenta-los com alimentos vivos, como artêmias, larvas dos insetos, daphnia ou larvas de frutas. A fêmea se encarrega em defender a postura, não deixando o macho se aproximar. Depois de 2 a 3 dias da postura, os alevinos nascem, sendo este o período em que a fêmea se torna mais agressiva. Ao 3º dia do nascimento os alevinos começarão a nadar, e terão que ser alimentados com naupilos de artêmia e micro vermes.


Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base

Fotos:
Daniel Soler
Friedrich Bitter


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Apistogramma agassizii

Semana Apistogramma no Nature Planet.



Nome popular: Apistograma Agasizi


Nome científico: Apistogramma agassizii

Aquário mínimo: 50 l

Habitat original: América do Sul Região: Bacia do rio Amazonas, ao longo de Rio Amazonas-Solimões do Peru através do Brasil à bacia de Rio Capim.

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 10 cm machos e 6 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Máxima

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.


Coloração
Basicamente podemos considerar três colorações diferentes neste apistogramma, sendo vermelho, amarelo e azul.
Em cada região que o mesmo foi coletado, este apresenta uma cor diferente e leva o nome da região. Portanto temos os seguintes Apistogramma Agassizzii: Alenquer, Belém, Azul, Cauda azul, Cauda vermelha dupla, Gato, Iquitos, Cauda Laranja, Nanay, Porto Velho, Rio Ampiyacu, Santarém, Santarém de cauda vermelha, Tefé, Tefé de cauda vermelha, Cauda Branca, Xingu e Novo Aripuanã...

Reprodução
Coloca os ovos em cavernas na natureza. Os pais protejem a prole assim como todos peixes do gênero. Podem permanecer aos pares ou em harems, embora neste último caso seja importante que exista um esconderijo para cada fêmea.



Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base

Fotos:
Daniel Soler
Fredrik Hagblom

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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Copyright 2007 ©

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Apistogrammma trifasciata

Semana Apistogramma no Nature Planet.

Apistogramma trifasciata macho

Nome popular: Apistograma Trifasciata


Nome científico: Apistogramma trifasciata

Aquário mínimo: 50 l

Habitat original: América do Sul Região: Bacia do rio Amazonas, na drenagem do Guaporé no Brasil; Bacia do Rio Paraná, na drenagem do Rio Paraguai no Brasil e Paraguai, e na drenagem de Rio Paraná média na Argentina

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 7 cm machos e 5 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Mínima

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.


Apistogramma trifasciata macho

Coloração
Possue três faixas horizontais, sendo as mesmas responsáveis pelo seu nome. A primeira vai da cabeça até o final da nadadeira dorsal; a segunda é a faixa típica deste gênero, tendo sua origem na boca e indo até a base da nadadeira caudal; e a terceira faixa fica no abdomem.
O dimorfismo sexual é bem característico, os machos são maiores em tamanho, com uma coloração azulada e apresentam os 5 primeiros raios da nadadeira dorsal maiores. As fêmeas também apresentam as três faixas características da espécie e seguem o mesmo padrão de coloração do gênero, são amareladas.


Reprodução
É a espécie que menos ovos põem. A fêmea se encarrega de escolher o local de postura e passa a limpa-lo constantemente. E o macho se encarrega da proteção, espantando qualquer intruso do local. Após a postura, o nascimento dos alevinos ocorre entre 36 a 96 horas, dependendo da temperatura da água. A alimentação dos alevinos pode ser ministrada com infusorios e naupilos de artemia.


Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base

Fotos:
Nature Planet

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Apistogramma borellii

Semana Apistogramma no Nature Planet.

Apistogramma borellii macho

Nome popular: Apistograma Boreli


Nome científico: Apistogramma borellii

Aquário mínimo: 50 l

Habitat original: América do Sul Região: Bacia de Rio Paraguai e ao longo do baixo Rio Paraná na Argentina

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 8 cm machos e 6 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Mínima

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.


Apistogramma borellii macho

Comportamento
Um dos apistogrammas mais tranquilos e tímidos, não sendo indicado colocar com Apistogrammas mais agressivos como Apistogramma agassizii, Apistogramma viejita, etc.
Apresenta uma forma interessante de deslocamento,
com movimentos muito curtos e rápidos, e sempre com a cabeça inclinada para cima. Na época de reprodução, o macho muda radicalmente, tornando-se extremamente territorial, defendendo o local contra qualquer o intruso.

Reprodução
É um peixe polígamo, como a maioria dos peixes do gênero. Os alevinos devem estar em um aquário calmo, sem outros peixes que possam a vir incomoda-los, pois embora exista a proteção dos pais, os mesmo podem a vir a se desentenderem e devorarem toda a prole.


Apistogramma borellii macho e fêmea


Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base

Fotos:
Nature Planet
Josuel Valnei Brunelli
Daniel Soler

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

domingo, 30 de setembro de 2007

Apistogramma gibbiceps

Semana Apistogramma no Nature Planet.

Apistogramma gibbiceps macho

Nome popular: Apistograma Gibicepis


Nome científico: Apistogramma gibbiceps

Aquário mínimo: 50 l

Habitat original: América do Sul Região : Bacia amazônica

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 8 cm machos e 6 cm fêmeas

Manutenção: Média

Agressividade: Média

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.


Apistogramma gibbiceps macho

Coloração
Devido a grande policromia que espécie possue, não é possível estabelecer uma coloração base, os tons vão desde cinza claro, pasando por tons azulados, verde oliva até rosa pálido, todos com uma característica em comum, a cor amarela predomina na cabeça.
Possuem uma faixa horizontal preta ampla que comece nos lábios e termina na cauda, e uma sucessão de faixas paralelas abaixo da linha horizontal do corpo.

Reprodução
A fêmea coloca aproximadamente 150 ovos, que eclodirão de 36 a 72 horas, de acordo com a temperatura da água. Os cuidados com a prole serão inteiramente consagrados pela fêmea, não permitindo nem a presença do macho.
Em uma semana de vida, os alevinos começam a nadar livremente. Aos 4 meses pode-se apreciar as diferenças sexuais, momento em que terão entre 2,5 a 3 cm; com seis meses terão cerca de 3 a 4 cm de comprimento, e ja se encontraram sexualmente maduros.


Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Fish Base

Fotos:
Nature Planet

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Apistogramma Cacatuoides

Em comemoração ao aniversário de 1 ano de existência do Nature Planet, reservamos a todos os leitores, a semana Apistogramma.

Apistogramma Cacatuoides macho


Nome popular: Cacatuoides


Nome científico: Apistogramma cacatuoides

Aquário mínimo: 50 l

Habitat original: América do Sul Região : Bacia amazônica

Família: Ciclídeos

pH: min: 5,5 max :7,2

Temperatura: min: 24ºC max: 28ºC

GH: min: 10 max: 20

Tamanho máximo: 7 cm machos e 5 cm fêmeas

Manutenção: Fácil

Agressividade: Mínima

Alimentação: Flocos, bits, alimentos vivos em geral.

Apistogramma Cacatuoides macho

Características: No seu habitat natural vive em lagos e em remansos de rios, os quais apresentam água com coloração chá, devido ao material orgânico em decomposição. Os mesmos apresentam grandes quantidades de vegetação subaquática e abundantes rochas e troncos, formando diversos esconderijos para demarcação de territórios e reprodução.

Reprodução: É um ciclídeo com alguma dificuldade de se reproduzir em aquário.Necessita de um aquário que simule seu ambiente natural. Após a corte, a fêmea colocará cerca de 200 ovos amarelos brilhantes, o quais logo em seguida serão fertilizados pelo macho. Os pais irão supervisionar os ovos e os alevinos e os irão proteger, e dentro de cerca de 3 dias nasceram os alevinos, os quais se alimentaram de seu saco vitelino, e entre o 7º ao 10º dia de vida, começaram nadar livremente. Após consumir o saco vitelino, devemos alimentá-los com infusórios e náupilos de artemia e gradualmente ir introduzindo rações industrializadas.

Apistogramma Cacatuoides fêmea e filhotes

Referências:
Livros pesquisados: AXEROLD, H. R.; BURGESS, W. E.; PRONE, N. ; AXEROLD, G. S. ; BORUCHOWITZ, D. E. Aquarium fishes of the world. T. F. H. Publications, 1018 p

Sites Pesquisados:
Ciclídeos americanos

Fotos:
Nature Planet
Josuel Valnei Brunelli

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©