sábado, 17 de novembro de 2007

Baleia Minke no Rio Tapajós

Baleia é achada viva, encalhada em banco de areia do rio Tapajós, no Pará.


Exemplar de Baleia Minke no oceano


Ribeirinhos de uma comunidade extrativista de Belterra, no Pará, encontraram na última terça-feira (13/11) uma baleia viva encalhada em um banco de areia no rio Tapajós, região central da Amazônia. O animal está a cerca de mil quilômetros de distância do oceano Atlântico.
A suspeita é a de que a baleia tenha se perdido de sua rota e entrado no estuário do rio Amazonas pela ilha de Marajó. O rio Tapajós é um afluente do rio Amazonas.
O achado foi comunicado via rádio para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de Santarém (PA), que solicitou apoio ao IBJ (Instituto Baleia Jubarte). Com sede em Caravelas (BA), desde 1994 o instituto tem experiência em desencalhes de cetáceos.
"Uma baleia na Amazônia é muito atípico", disse Kátia Groch, médica-veterinária do IBJ. "Ela pode ter se desorientado de sua rota, talvez devido a uma doença. Só teremos certeza examinando-a."
O biólogo Daniel Cohenca, gerente-executivo do Ibama de Santarém, disse que a baleia é provavelmente da espécie minke (Balaenoptera acutorostrata) e tem cerca de cinco metros de comprimento. Está encalhada perto da comunidade de Piquiatuba, que fica dentro da Floresta Nacional do Tapajós.
A imagem de uma baleia na floresta amazônica causou surpresas aos ribeirinhos. "Tem gente que não acredita como um animal desse sobreviveu na água doce", disse Cohenca.
Ele afirmou que é possível que a baleia esteja há mais de dois meses no rio Tapajós, que tem águas profundas e transparentes. Ribeirinhos estavam comentando que uma "cobra grande" havia sido vista no rio. Crianças chegaram a ser orientadas a não nadar na região.
Daniel Cohenca disse que ontem equipes de biólogos do Ibama já se deslocaram de carro e barco para a comunidade do Piquiatuba --Belterra fica a 150 km de Santarém-- para interditar a área na qual foi encontrada a baleia. A equipe aguarda a chegada do médico-veterinário Nilton Marcondes, do IBJ, para iniciar o resgate do animal e devolvê-lo ao mar.
Groch afirmou que a probabilidade de a baleia sobreviver é pequena. A alta temperatura da água pode ressecar a pele do animal. "Ela está fora do seu habitat normal, numa condição atípica, estressada, muito longe do oceano. A probabilidade de sobreviver é baixa."
A comunidade do Piquiatuba, de 74 famílias, tenta amenizar o ressecamento da pele da baleia jogando água nela.
Todo ano, equipes do IBJ percorrem uma área de aproximadamente 600 km entre o município de Regência, no norte do Espírito Santo, e Nova Cabrália, no extremo sul baiano, procurando obter informações sobre encalhes e morte acidental ou intencional de cetáceos. Neste ano, as equipes encontraram 15 baleias encalhadas. Nenhuma sobreviveu.

Publicada em 16/11/2007
Fonte: Folha de São Paulo


Desaparece baleia que estava encalhada no Rio Tapajós, oeste do Pará, na Floresta Amazônica.

Baleia encalhada em Belterra


BELÉM - Após ser desencalhada por biólogos e veterinários, desapareceu a baleia minke que fez uma longa viagem de quase 1.500 quilômetros, do Oceano Atlântico até o meio da Floresta Amazônica. Segundo os biólogos do Ibama, o animal pode estar subindo o Rio Tapajós, um afluente do Amazonas, no Oeste do Pará, na tentativa de chegar ao oceano, mas os especialistas temem que a baleia não consiga sobreviver fora do habitat natural. Um helicóptero, uma lancha e barcos pequenos percorreram a região, mas não encontraram a baleia.
O animal, que pode estar em água doce há dois meses, teria entrado pela região da Ilha de Marajó. A baleia está bastante debilitada, sofrendo com o calor e o ressecamento da pele. Suas chances de sobreviver ao encalhe são pequenas. Segundo o Ibama, a baleia se perdeu do grupo, errou a rota e se distanciou do oceano, provavalmente por estar doente ou ter sido atingida por uma embarcação.
- O que a gente sabe com certeza é que ela se perdeu do rumo dela. Entrou no rio, o que já é atípico. Ainda por cima se deslocar em torno de 1.500 quilômetros é uma situação estranha e adversa - disse a bióloga Fábia Luna, do Instituto Chico Mendes, que assistiu o animal.
O animal foi encontrado por pescadores a cem quilômetros da cidade de Santarém, encalhada em uma área tomada por lama, num ponto muito distante da Foz do Rio Amazonas. A baleia mede cinco metros e meio e pesa aproximadamente 12 toneladas. A área foi isolada.
- Fiquei mais admirado porque foi a primeira vez que eu vi uma baleia - disse um morador da região.

Publicada em 16/11/2007
Fonte: O Globo


Baleia reaparece no Rio Tapajós e encalha novamente no Pará.




Baleia encalhada novamente

BELÉM - A baleia da espécie Minke que foi desencalhada no Rio Tapajós no fim da tarde de quinta-feira voltou a ser vista na manhã deste sábado, ainda mais próxima de Santarém, no Oeste do Pará. De acordo com informações de moradores da região, a baleia estaria novamente encalhada no Tapajós e dentro do Distrito de Boim, no município de Santarém.
O local é bem próximo de onde ela foi desencalhada e não tinha sido mais vista pelos fiscais do Ibama e pescadores da região que acompanham a tentativa da baleia em voltar para o oceano.
O animal foi encontrado inicialmente nas proximidades da comunidade de Piquiatuba, sob os cuidados de cerca de 74 famílias ribeirinhas
Segundo os biólogos, o animal pode ter errado a rota, por isso se distanciou tanto do oceano. Ele encalhou na parte rasa do rio e recebeu assistência de uma equipe do Ibama, formada por três biólogos e dois veterinários.
A baleia minke fez uma longa viagem de quase 1.500 quilômetros, do Oceano Atlântico até o meio da Floresta Amazônica. Os biólogos do Ibama temem que a baleia não consiga sobreviver fora do habitat natural. Nesta sexta, um helicóptero, uma lancha e barcos pequenos percorreram a região, mas não encontraram a baleia.
O animal, que pode estar em água doce há dois meses, teria entrado pela região da Ilha de Marajó. A baleia, que está bastante debilitada, mede cinco metros e meio e pesa aproximadamente 12 toneladas. Segundo o Ibama, a baleia se perdeu do grupo, errou a rota e se distanciou do oceano, provavalmente por estar doente ou ter sido atingida por uma embarcação.
Publicada em 17/11/2007
Fonte: O Globo


Baleia que encalhou em rio da Amazônia morre no Pará A baleia minke que encalhou em um rio da Amazônia, no Pará, apareceu morta nesta terça-feira, antes do início da operação de resgate para salva-la. O animal marinho, de cinco metros de comprimento e cerca de sete toneladas, estava a cerca de mil quilômetros do Oceano Atlântico. A suspeita é que tenha se desviado de sua rota e entrado no rio Amazonas pela ilha de Marajó. No rio Tapajós, afluente do Amazonas, foi atração turística e alvo de agressão.
Uma necropsia irá identificar a causa da morte da baleia e o motivo que a fez entrar em águas doces.
O veterinário Milton Marcondes, do IBJ (Instituto Baleia Jubarte), que está na região a pedido do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), afirmou que a baleia estava estressada e ferida.
"Se ela fosse ficar aqui no rio ia acabar morrendo. O animal estava sob estresse o tempo todo, gente subindo em cima, barcos próximos, tudo isso pode ter comprometido o quadro dela", disse.
O animal foi encontrado morto às 7h, por ribeirinhos da comunidade de São José, no rio Arapiuns, afluente do Tapajós. O local fica a uma hora e meia de barco de Santarém (730 km de Belém).
Baleia minke no rio Tapajós
Ferimento
Foi nessa comunidade que a baleia foi encontrada encalhada pela terceira vez, no domingo. Estava machucada e apresentava ferida superficial perto do abdome. Veterinários aplicaram antibióticos e fizeram as primeiras análises, mas o mamífero fugiu.
O ferimento no abdome foi provocado por um ribeirinho, no sábado, na comunidade de Jaguarituba, em Belterra (150 km de Santarém). O ponto fica a cem quilômetros da comunidade do Piquiatuba, onde a baleia foi vista pela primeira vez, no último dia 13.
Quando o animal apareceu, moradores pensaram que se tratasse de um peixe-boi gigante ou uma cobra grande. Quem identificou o animal como baleia foi o professor Jonathás Xavier dos Santos, da escola municipal Santa Terezinha.
Hoje, em Piquiatuba, que fica dentro da Floresta Nacional do Tapajós, moradores demonstraram revolta pela morte da baleia minke. "O Ibama demorou muito no resgate", disse Santos.
A equipe que monitora o animal tentou conseguir, com a ajuda da Petrobras, uma embarcação para transportá-lo de volta ao oceano, mas a operação ainda estava em fase de planejamento quando a baleia morreu.
Publicada em 20/11/2007 Fonte: Folha Online

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ameaça ao litoral brasileiro...

O desrespeito ao meio ambiente ameaça uma das mais belas riquezas do litoral brasileiro. O alerta está na reportagem de Francisco José e Antônio Henrique. Os recifes costeiros protegem as praias e formam as piscinas naturais. Quando a maré baixa, as ondas são contidas pelas pedras e surge um mar de tranqüilidade e beleza.

Recifes de coral
São três mil quilômetros de recifes costeiros, do sul da Bahia ao Maranhão. É o maior banco de corais do Atlântico Sul, mas este tesouro da natureza no litoral nordestino está ameaçado. E o maior predador é o homem. Nas últimas décadas, os corais estão desaparecendo por influência da pesca predatória e do turismo sem controle.
“No passado, a gente teve um processo de extração dos corais muito grande, que devastou muitas áreas de coral. Hoje a pesca também é muito intensa e termina sendo um problema, porque você desequilibra o ambiente”, explica o oceanógrafo Mauro Maida.

Praia da Reserva

A Reserva de Tamandaré têm menos de três quilômetros de extensão, mas a Reserva de Proteção Ambiental Costa dos Corais vai até a divisa com Maceió, incluindo todo o litoral norte de Alagoas. É a maior unidade de conservação marinha do Brasil, com 435 mil hectares. Mas nem toda área é fiscalizada.
As pedras ficam tão perto da superfície que podem ser atingidas pelas embarcações que levam turistas às piscinas naturais. O hidrocoral, também conhecido como coral-de-fogo, é tão frágil que pode ser quebrado facilmente.
Coral de Fogo
Pequenos peixes se protegem dos predadores entre os corais, que são urticantes e queimam a pele. O coral-cérebro só consegue se desenvolver em áreas preservadas. Os ouriços se alimentam de corais e evitam que turistas caminhem sobre estas formações frágeis e espinhosas.
Na Reserva de Tamandaré, os cardumes se reproduzem. Os pequenos peixes vivem lá protegidos. Quando crescem, partem para o alto-mar. Nesse mundo submerso, tudo depende da preservação da natureza para o seguimento do ciclo da vida.



Coral Cérebro

“Se nós pudéssemos montar uma política de proteção aos recifes e aplicá-la em todos os pedaços de litoral brasileiro, sem dúvida a gente teria uma recuperação muito grande do potencial pesqueiro do nosso mar”, acrescenta o oceanógrafo Mauro Maida.


Fonte: http://bomdiabrasil.globo.com/

Veja o vídeo: Click aqui

domingo, 11 de novembro de 2007

A Saga dos Piabeiros!

O dia-a-dia de dificuldades sofridas pelos pescadores de peixe ornamentais são retratados pelo documentário A Saga do Piabeiro, de José Guedes, representante do Amazonas na terceira edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV).

Os piabeiros precisam capturar cerca de mil cardinais para lucrarem até R$ 12. Quando os animais são passados aos atravessadores das grandes cidades, eles são vendidos, cada um, praticamente pelo mesmo preço do milheiro, cerca de R$ 10. O documentário esta dividido em seis partes no YouTube, segue links abaixo:






Fotos:
AIPA
Atlas D. Pez

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ciência

Pesquisa sobre diversidade de peixes no Pantanal faz última coleta

Uma pesquisa que avalia a influência do pulso de inundação do rio Paraguai sobre a riqueza, diversidade e abundância dos peixes que vivem na Baía do Tuiuiú fez nos dias 16, 17 e 18 de outubro sua 15ª e última coleta de material. O trabalho começou em abril de 2005 e vem sendo realizado no Pantanal sul-mato-grossense pela pesquisadora Emiko Resende, da Embrapa Pantanal, e no Pantanal do Mato Grosso pela professora Carolina Joana da Silva, da Unemat (Universidade Estadual do Mato Grosso).




Rio Paraguai



Emiko Resende coletou peixes, água e plantas aquáticas de ambientes inundáveis na baía, que é um braço do rio Paraguai. Ela quer descobrir como o pulso de inundação influencia na reprodução e na alimentação dos peixes. “Vamos avaliar, por exemplo, qual a função dos camalotes nessas áreas”, afirmou a pesquisadora.
Camalote é vegetação aquática que se desenvolve nos ambientes alagados dessas áreas inundáveis.



Coleta de Camalotes


O projeto é financiado pelo CPP (Centro de Pesquisa do Pantanal) e MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) e os resultados devem ser entregues até agosto de 2008. As coletas foram feitas a cada dois meses em seis pontos da baía. A pesquisadora utiliza diferentes técnicas de coleta de material. Para pegar peixes no leito do rio ela usou rede de espera e tarrafas pequena e grande. Peixes menores foram coletados com o uso de uma tela passada sob os camalotes. Todas as espécies capturadas serão contadas e avaliadas, mesmo as que medem menos de 1 cm.
Coleta de peixes
Amostras de água dos seis pontos de estudo foram armazenadas em recipientes e levadas ao laboratório da Embrapa Pantanal (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA). Emiko também mediu a temperatura, a transparência, o pH, a condutividade e o oxigênio da água. O trabalho foi acompanhado pelos funcionários Sidnei José Benício e Waldomiro de Lima e Silva (da Sema, cedido à Embrapa Pantanal).
Camalotes foram coletados em todos os pontos para a avaliação da presença de microorganismos em suas raízes. Desse modo, a pesquisa vai revelar como funciona a cadeia alimentar nesses ambientes. Os estômagos dos peixes estão sendo avaliados para mostrar detalhes de sua alimentação.


Pantanal em época de cheia
Emiko Resende disse suspeitar que a frente da cheia influi na reprodução dos peixes, principalmente de espécies não migradoras, como a piranha. No Pantanal norte a reprodução acontece no início do ano, quando o rio está cheio. No Pantanal sul, os peixes se reproduzem entre abril e maio, quando o nível do rio sobe.

Fonte:
Embrapa Pantanal

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Ciência

Um terço do total das espécies de peixes da Europa está sob ameaça de extinção, apontou um estudo publicado no livro Handbook of European Freshwater Fishes (Guia dos Peixes de Água Doce da Europa). O trabalho, realizado em parceria com a organização ambiental internacional World Conservation Union (IUCN) indica que 200 das 522 espécies de peixes de água doce do continente (38%) podem desaparecer, e afirma que 12 já estão extintas. De acordo com uma "lista vermelha" elaborada pela Conservation Union, os peixes europeus estão muito mais ameaçados do que outras espécies, como aves e mamíferos. A pesquisa aponta que o desenvolvimento econômico e o crescimento da população européia nos últimos 100 anos são as principais ameaças às espécies.

Gobio delyamurei

Ladigesocypris ghigii





Aquecimento global
As secas de lagos e rios, que têm sido freqüentes durante os meses de verão por causa do aquecimento global, já levaram à extinção de algumas espécies migratórias, aponta o estudo. "Com 200 espécies ameaçadas de extinção, precisamos agir agora para evitar uma tragédia", afirmou William Darwall, do Programa de Espécies do World Conservation Union. "Estas espécies são parte importante da nossa herança e importantes para o equilíbrio do ecossistema, do qual dependemos", acrescentou Darwall. "Muitas destas espécies podem ser salvas por meio de medidas relativamente simples."


Anaecypris hispanica

Anguilla anguilla






Além de informações sobre peixes de água doce, o guia apresenta também dados sobre 24 espécies marinhas que são encontradas em água doce. Entre as espécies mais ameaçadas estão a Enguia européia (espécie Anguilla anguilla) e o Góbio (Gobio delyamurei).




Coregonus bavaricus - Criticamente ameaçado


Coregonus oxyrinchus - Extinto

A espécie de peixe Coregonus oxyrunchus não é mais observada no continente desde 1940 e acredita-se que já está extinta. O peixe era comum na bacia sul do Mar do Norte, mas desapareceu. Não se sabe a causa exata da extinção, mas biólogos acreditam que poluição e destruição do habitat foram alguns dos fatores.

Fontes:
BBC Brasil
IUCN

Fotos:
Jörg Freyhof

domingo, 28 de outubro de 2007

Dragões Marinhos

Os Dragões-marinhos são encontrado somente em águas sul-australianas. Estes peixes espetaculares pertencem à família Syngnathidae, a mesma do Cavalo-marinho.
As duas espécies de dragão-marinho, o dragão-marinho (Phycodurus eques) e o dragão-marinho comum (Phyllopteryx taeniolatus), possuem muitos apêndices em forma de folhas em suas cabeças e corpos. A semelhança dos dragões-marinhos com os cavalos-marinhos é superficial, porque as duas espécies de dragões-marinhos, são mais próximos relacionadas aos peixes-cachimbo (Gomon et al. 1994).

Dragão-marinho comum (Phyllopteryx taeniolatus)

Phyllopteryx taeniolatus
Possuem aproximadamente 46 cm de comprimento. Os adultos são geralmente avermelhados com pontos amarelos e barras roxo-azuladas pelo corpo. Os apêndices em forma de folha, ocorrem aos pares ao longo do corpo. Também possuem alguns espinhos curtos ao longo do corpo.

Phyllopteryx taeniolatus
A diferença sexual é bem visível, os machos possuem os corpo mais esbelto com cores mais escuras que a fêmea. São encontrados na Austrália ocidental ao longo da costa sul australiana, incluindo a Tasmânia.

Hábitat natural de Phyllopteryx taeniolatus
Dragão-marinho (Phycodurus eques)

Phycodurus eques
São ligeiramente menores, possuem cerca de 43cm, porém a maioria alcançam uma média de 30cm. Seus apêndices em forma de folha são mais numerosos e ramificados . Os adultos são amarelo-marrom esverdeados, com as faixas escuras, finas e pálidas.


Phycodurus eques
Assim como os cavalos-marinhos, os dragões-marinhos também podem mudar de cor dependendo da idade, da dieta, da posição ou mesmo do seu nível do stress. Ao contrário do dragão-marinho comum, seus olhos são posicionados ligeiramente acima do túbulo bucal. Possuem diversos espinhos afiados longos em todos os lados do corpo. Os mesmos são usados para defesa contra o ataque de peixes. Recentes pesquisas mostram que o dragão-marinho (Phycodurus eques) possue um sistema de navegação altamente sofisticado, mergulhando a centenas de metros e voltando sempre ao mesmo local que normalmente vive (Connolly 1998).
São encontrados na Austrália ocidental ao longo da costa sul australiana, nas regiões próximas a Wilsons e Victoria.

Hábitat natural de Phycodurus eques
O balanço das Algas marinhas

Phycodurus eques
Os dragões-marinhos assemelham-se ao movimento das algas marinha, o que os torna difíceis de encontrar em seus habitats naturais. Com seus movimentos lentos e sua capacidade incrível de se camuflar em meio as algas, conseguem garantir sua sobrevivência. Suas cores brilhantes são reveladas na luz do sol que penetra na água.

Algas marinhas

Ambas as espécies de dragões-marinhos habitam os recifes de corais e as estruturas colonizadas pelas algas marinhas. No ambiente selvagem vivem individualmente ou em pares, sendo vistos mais freqüentemente em águas litorâneas rasas. Alimentam sugando com suas pequenas boca; plankton, peixes e pequenas larvas de crustáceos em geral.

Reprodução

No período reprodutivo, os machos e fêmeas emparelham-se. A fêmea desenvolve cerca de 300 ovos alaranjados em sua cavidade abdominal mais baixa. A metade final da cauda do macho começa a formar pequenos "copos de ovos" na cauda, os quais armazenarão os ovos que a fêmea irá transferir para o macho e conseqüentemente serão fertilizados.
O macho carrega os ovos por um período de incubação de aproximadamente 4 semanas. Ao nascerem, os dragões-marinhos medem aproximadamente 20mm e possuem um colorido diferente dos adultos. Os jovens são predados por peixes, crustáceos e anêmonas do mar; vivendo em lugares diferentes dos adultos.


Reprodução de Phycodurus eques
Possuem crescimento rápido, alcançando 20cm após um ano e tornando-se sexualmente maduros após aproximadamente dois anos.
Em ambiente natural não é conhecida sua média de vida, e em cativeiro vivem aproximadamente de 5 a 7 anos.


Phycodurus eques

Referências Bibliográficas



Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Ciência

Peixes também sofrem de Insônia.



Brachydanio rerio
Os peixes podem não ter pálpebras, mas eles dormem, e, em alguns casos, sofrem de insonia, afirma uma nova pesquisa publicada na revista científica "PLoS Biology". Cientistas da Califórnia que estudam distúrbios do sono em humanos descobriram que alguns peixes conhecidos como Danio-Zebra ou paulistinha, peixes ornamentais comuns em aquários caseiros, têm um gene mutante que interrompe o sono, disfunção similar à insônia humana. Na pesquisa, paulistinhas com o gene mutante dormiram 30% menos do que os peixes sem a mutação. Quando finalmente conseguiram pegar no sono, dormiram a metade do que os peixes normais, informaram os cientistas da Escola de Medicina da Universidade Stanford. Esses peixes não possuem o receptor da hipocretina, substância que é produzida nos neurônios dos peixes normais, mais especificamente na região do cérebro que controla a fome, o sexo e outros comportamentos básicos. Para Emmanuel Mignot, líder da equipe de pesquisa, a descoberta pode ajudar a entender como o sono surgiu ao longo da evolução.
- Muita gente se pergunta por que dormimos, e qual a função do sono - disse ele. - Acho que é mais importante entender primeiro como o cérebro produz e regula o sono. Isso provavelmente vai nos dar pistas importantes sobre como e talvez por que o sono apareceu na evolução e é tão universal.


Brachydanio rerio
Fonte: O Globo

domingo, 21 de outubro de 2007

PROJETO TAMAR

HISTÓRIA


O nome TAMAR foi criado a partir da contração das palavras “tartaruga marinha”.

Até o final da década de 70: nenhum trabalho de conservação marinha
As tartarugas marinhas já haviam sido incluídas numa lista de espécies ameaçadas de extinção, mas estavam desaparecendo rapidamente, por causa da captura incidental em atividades de pesca, da matança das fêmeas e da coleta dos ovos na praia. Houve reação e denúncias, inclusive com repercussão internacional.

1976 a 1978: primeiras expedições a Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Abrolhos
O objetivo era desbravar áreas marinhas remotas, denunciar a degradação e alertar para a necessidade de conservação. Entre os realizadores dessas primeiras expedições, a maioria estudantes de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande, estavam aqueles que integrariam, anos depois, a primeira equipe do Projeto TAMAR.

1980: criação do Projeto TAMAR
O IBDF criou o Projeto TAMAR, com o objetivo de salvar e proteger as tartarugas marinhas do Brasil. Como primeira ação, foram enviados questionários a prefeituras, universidade, delegacias regionais do IBDF e colônias de pescadores, de todas as localidades, do Oiapoque ao Chuí. Pesquisadores levaram dois anos percorrendo o litoral brasileiro para a identificação das espécies, locais de desova, período de desova e os principais problemas relativos à exploração.

1981: Caravana Rolidei
A equipe se auto-intitula “Caravana Rolidei”, inspirada no filme By By Brasil, de Cacá Diegues, premiado no Festival de Cannes. A Caravana realiza as primeiras iniciativas de conscientização das comunidades e registra as primeiras imagens de uma tartaruga marinha em comportamento de desova no Brasil.

1982: monitoramento da temporada reprodutiva nas três primeiras bases
Depois de identificados os principais pontos de desova, o trabalho de conservação começou pela Bahia (Praia do Forte), Espírito Santo (Comboios) e Sergipe (Pirambú). No dia 18 de janeiro, o TAMAR marca uma tartaruga marinha pela primeira vez no Atol das Rocas.

1983: primeiro patrocínio da Petrobras
Os próprios oceanógrafos procuraram a Petrobras, no Rio de Janeiro, apresentando todo o levantamento já feito, o trabalho em curso, função e objetivos do Projeto. A empresa adotou a idéia e passou a abastecer os jeeps. Depois, contratou três pescadores, os estagiários, e nunca mais os laços entre o TAMAR e a Petrobras se desfizeram.

1988: criação da Fundação Pró-TAMAR
Aliada imprescindível, a Fundação é uma entidade sem fins lucrativos criada para apoiar o trabalho de conservação das tartarugas marinhas, responsável por parte das atividades na área administrativa, técnica, científica, pela captação de recursos junto à iniciativa privada e agências financiadoras, e pela gestão do programa de auto-sustentação. Saiba mais...


Tartarugas recém nascidas na corrida para o mar
1990: criação do Centro TAMAR-IBAMA e da primeira Confecção Pró-TAMAR, em Regência/ES
1992: 1 milhão de filhotes protegidos e liberados ao mar
1995: 2 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar
1999: 3 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar
2000: 4 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar
2003: 5 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar

2005: 7 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar

2007: 8 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar


Tartarugas recém nascidas na corrida para o mar


Missão
A missão é proteger as tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, através da geração de alternativas econômicas sustentáveis.
O TAMAR surgiu com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas. Com o tempo, porém, percebeu-se que os trabalhos não poderiam ficar restritos às tartarugas, pois uma das chaves para o sucesso desta missão seria o apoio ao desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social, reduzindo assim a pressão humana sobre as tartarugas marinhas.
As atividades são organizadas a partir de três linhas de ação: Conservação e Pesquisa Aplicada, Educação Ambiental e Desenvolvimento Local Sustentável, onde a principal ferramenta é a criatividade. Desde o início, tem sido necessário desenvolver técnicas pioneiras de conservação e desenvolvimento comunitário, adequadas às realidades de cada uma das regiões trabalhadas. As atividades estão concentradas em 22 bases, distribuídas em mais de 1100 km de costa.
Assim, sob o abrigo da proteção das tartarugas, promove-se também a conservação dos ecossistemas marinho e costeiro e o desenvolvimento sustentável das comunidades próximas às bases - estratégia de conservação conhecida como “espécie-bandeira” ou “espécie-guarda-chuva”.
Essas atividades envolvem cerca de 1200 pessoas, a maioria moradores das comunidades, e são essenciais para a proteção das tartarugas marinhas, pois melhoram as condições do seu habitat e reduzem a pressão humana sobre os ecossistemas e as espécies.


Bases do projeto Tamar
TARTARUGAS MARINHAS

As tartarugas marinhas existem há mais de 180 milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta. Mas sua origem foi na terra e, na sua aventura para o mar, evoluíram, diferenciando-se de outros répteis.
O número de suas vértebras diminuiu e as que restaram se fundiram às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leve. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e suas patas se transformaram em nadadeiras. Tudo para se adaptarem à vida no mar.
Existem sete espécies de tartarugas marinhas, agrupadas em duas famílias - a das Dermochelyidae e a das Cheloniidae. Dessas, cinco são encontradas no Brasil.

Nome Científico: Caretta caretta
Nomes comuns: cabeçuda ou mestiça
Status internacional: Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: oceanos Atlântico, Índico, Pacífico e mar Mediterrâneo (águas temperadas).


Tartaruga cabeçuda
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Nome Científico: Eretmochelys imbricata
Nome comum: tartaruga-de-pente
Status internacional: Criticamente Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)

Tartaruga de pente

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Nome Científico: Chelonia mydas
Nomes comuns: aruanã ou tartaruga-verde
Status Internacional: Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Vulnerável (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: todos os mares temperados e tropicais do mundo

Tartaruga verde
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Nome Científico: Lepidochelys olivacea
Nomes comuns: tartaruga-oliva
Status Internacional: Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: oceanos Pacífico e Índico; no Atlântico ocorre na América do Sul e na costa oeste da África
Habitat: principalmente águas rasas, mas também em mar aberto

Tartaruga oliva
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Nome Científico: Dermochelys coriacea
Nomes comuns: tartaruga-de-couro ou tartaruga-gigante
Status Internacional: Criticamente Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Criticamente Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: todos os oceanos tropicais e temperados do mundo
Habitat: principalmente alto-mar, sendo eventualmente encontrada em baías e estuários

Tartaruga de couro

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Nome Científico: Natator depressus
Status Internacional: falta de dados (status não definido pela IUCN)
Distribuição: Limitada às águas dos litorais das regiões noroeste, norte e nordeste da Austrália e do golfo de Papua Nova Guiné.
Habitat: prefere águas costeiras, baías e recifes de coral
Tamanho: Possui em média 90 centímetros de comprimento curvilíneo de carapaça;


Tartaruga Flatback

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Nome Científico: Lepidochelys kempii
Status Internacional: Criticamente Em Perigo (classificação da IUCN)
Distribuição: a maioria dos adultos existe no Golfo do México; os juvenis variam entre áreas dos litorais tropicais do noroeste do oceano Atlântico
Habitat: preferem áreas rasas com fundos arenosos e enlameados
Tamanho: entre 60 e 70 cm de comprimento curvilíneo de carapaça

Tartaruga de Kempi

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Conheça mais do projeto em: www.projetotamar.org.br



Ano II - Nature Planet

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

UICN - 2007

A Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas divulgada no último mês pela União Mundial para a Natureza (UICN), mostra um grave alerta para a região mais biodiversa do planeta: 45% das espécies da América do Sul estão incluídas nela. São 10.930 espécies, das quais 29 já estão extintas, outras seis estão extintas em estado silvestre (o que significa que só restam poucos exemplares e em cativeiro), 619 possuem perigo crítico, 1.280 têm estado de perigo e 2.219 são espécies vulneráveis.

Cedrela odorata

A atual situação dessas espécies é conseqüência da perda do habitat, condições de pobreza e uso não sustentável dos recursos naturais, espécies invasoras e a mudança climática. Tudo influência direta das depredadoras atividades humanas.“A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN nos põe em contato com a realidade da extinção das espécies provocada pelos seres humanos e nos leva a promover ações urgentes para evitar a perda de biodiversidade e o detrimento dos meios de vida das populações locais” diz Robert Hofstede, diretor regional ad ínterim do escritório da UICN para a América do Sul.

Rhinobatos horkelii

Na América do Sul, um de cada quatro anfíbios está ameaçado. Assim como 15% dos mamíferos e 10% das aves. Algumas espécies da região estão pela primeira vez na lista, como os Galápagos. O coral de floreana e o de Wellington estão em perigo crítico, suas populações declinaram drasticamente desde 1982, em razão da mudança climática e do fenômeno do El Niño.Na Argentina, 1.684 espécies estão incluídas na Lista Vermelha 2007. Dessas, 194 se encontram ameaçadas, 12 em perigo crítico. Há 49 espécies de aves ameaçadas, 30 de peixes, 29 de mamíferos e 29 de anfíbios. A conífera endêmica da Venezuela, Podocarpus pendulifolius, foi avaliado como “dados insuficientes” em 2006, e agora está como em perigo. Outras espécies de árvores do país, como a mogno ou o cedro (Cedrela odorata), também se encontram como vulneráveis, devido à alta pressão comercial. A Austrolebias cinereus, um peixe-anual de água doce que só existe em um pequeno rio temporário na bacia baixa do rio Uruguai entrou pela primeira vez na lista da UICN de 2007 como espécie em perigo crítico. No Brasil, espécies marinhas, como a Raia Viola (Rhinobatos horkelii), estão em estado mais grave que em 2006. De “em perigo” passaram a “em perigo crítico”, devido às capturas.

Austrolebias cinereus


Fonte:

UICN Sulamericana
Atlas Dr. Pez