sábado, 15 de dezembro de 2007

Aquários no Brasil e no mundo

Boa tarde meus amigos e minha amigas!

Fiz uma seleção de Aquários para visitas pelo Brasil e pelo mundo para apreciação de todos.

Os mesmos, são projetos que envolvem a arquitetura, a engenharia, e a biologia; procurando criar uma relação harmônica entre o homem e a natureza.



Espero que gostem!


Brasil


domingo, 9 de dezembro de 2007

Layouts online


AquaSketch 2.0

Criado pelo aquarista Ofri Dagan, o AquaSketch é uma ferramenta simples e prática para ajudar no layout de seu futuro aquário plantado.
Segue algumas instruções para ajudar:

Quando você acessa o site a primeira janela que aparece é a seleção de espécies (Plant Manager), clique no nome da espécie e será exibida uma pequena imagem da mesma. Use os botões Add para Adicionar e Remove para remover as espécies que você quer ou não trabalhar. Observe que abaixo da relação de Plantas há uma segunda lista, onde você poderá alternar entre Plantas, Rochas e Troncos (Plants, Rocks, Wood).
  1. Feita seleção das plantas clique em Close, você vai para a tela principal do programa.
  2. Você pode acessar o Plant Mananger a qualquer momento, por exemplo, se tiver esquecido de selecionar alguma planta.
  3. Informe o comprimento, a largura e a altura do seu aquário, clique em Update para o programa ajustar-se ao seu aquário. Isso é importante para que o preview do seu aquário fique corretamente dimensionado.
  4. Para usar uma espécie selecione a mesma na janela do lado esquerdo, Plant Pool, defina a cor e o tamanho da planta, se necessário. Para dimensionar: Usando os botões + e -, a folha de samabaia irá crescer ou encolher para ajudar você a se guiar.
  5. Para acrescentar uma planta no seu layout observe o quadro branco do lado direito. Você irá usar o teclado e o mouse para acicionar ou remover espécies. Para adicionar dê um clique com o mouse no local onde deseja colocar a espécie selecionada, vai aparecer um ponto indicando a adição e abaixo a imagem do aquário será gerada. Repita o processo para adicionar todas as espécies.
  6. Para remover qualquer espécie introduzida no projeto basta segura a tecla CTRL do seu teclado e clicar no ponto dentro do quadro branco superior.
  7. A imagem gerada abaixo é a visualização do seu projeto. Clique na imagem e use o mouse para mudar o ângulo de visualização conforme achar melhor.

Para utilizar o programa clique aqui



Fonte: Xylema

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mexilhão dourado se alastra no Pantanal

Espécie exótica, o mexilhão dourado é uma invasora agressiva e ameaça a integridade dos ecossistemas aquáticos da região.

A última coleta de dados do projeto de pesquisa desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal dentro do Programa para Controle do Mexilhão Dourado, identificou dois novos pontos com presença do molusco exótico (isto é, não nativo) na região. Um deles fica na baía Uberaba, conectada ao rio Paraguai, e o outro no rio Cuiabá, próximo à foz no rio Paraguai.

Limnoperna fortunei
A pesquisadora da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Márcia Divina de Oliveira explica que a densidade de mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) encontrada nos dois locais é diferente. "A baía Uberaba apresenta maior densidade com uma população instalada e relevante. A foz do rio Cuiabá, próximo ao Parque Nacional do Pantanal, por sua vez, tem uma densidade mais baixa, com uma população em início de colonização", acrescenta Márcia.

Limnoperna fortunei
Para ela, esses dados comprovam que a presença do mexilhão dourado no rio Paraguai será permanente, pois a baía Uberaba é a maior do Pantanal, constituindo-se num reservatório de larvas da espécie. Além disso, a presença do molusco na foz do rio Cuiabá evidencia sua dispersão nos principais rios afluentes da bacia do Alto Paraguai, como vem ocorrendo nos rios Miranda e Apa. Eles foram levados para essas localidades por embarcações de maior porte, em cujos cascos os moluscos adultos se fixam. A navegação é a principal forma de dispersão entre rio
Paraguai e afluentes.

Limnoperna fortunei
Segundo Márcia, o mexilhão dourado ameaça a integridade dos ecossistemas aquáticos pantaneiros, pois ocupa o espaço físico e coloniza as conchas de espécies nativas, trazendo perdas para a biodiversidade aquática. Ele também provoca mudanças na estrutura das comunidades aquáticas, desde algas até peixes. Acredita-se que os mexilhões chegaram ao continente sul-americano trazidos na água de lastro de navios de origem asiática, especialmente dos rios da China.


Fonte: Embrapa

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ciência

Expedição conjunta IBAMA/USP resulta na confirmação de existência de nova espécie de peixe caverníco.

O IBAMA juntamente com a Universidade de São Paulo realizou no início do mês uma expedição voltada à localização de nova espécie de peixe cavernícola no município de Posse-GO.

O animal foi avistado pela primeira vez ao fim de 2005 pelo espeleólogo Luiz Ricardo da Silva e pela bióloga e espeleóloga Geovana Maria Vidal Rosa, numa expedição de rotina promovida pelo CECAV, Centro de Estudo Proteção e Manejo de Cavernas, órgão do IBAMA voltado à proteção dos ecossistemas cavernícolas.

A referida bióloga ao perceber a possibilidade de tratar-se de nova espécie de peixe cavernícola reportou o fato em relatório, anexando diversas fotos do peixe. Esse documento foi devidamente encaminhado à pesquisadora da USP Profª Eleonora Trajano, principal responsável pelo estudo de peixes cavernícolas na Universidade.

Pesquisadora na coleta

De imediato a pesquisadora interessou-se pelo material, demonstrando interesse em verificar "in loco" o habitat do animal. Assim sendo, uma equipe da USP formada por especialistas (não só em peixes, mas também em artrópodes), juntou-se à equipe do CECAV/IBAMA e no período de 26 de março a 03 de abril várias cavernas da região do nordeste goiano foram inspecionadas.

Coleta do peixe

Do total de cavernas visitadas, em três delas comprovou-se a ocorrência do animal. Alguns exemplares foram coletados e levados para identificação nos laboratórios da USP. Trata-se de um pequeno peixe despigmentado (em torno de 5cm) da ordem Siluriformes, família Callichthyidae, gênero ainda indeterminado, podendo ser Corydora ou Aspidora. Alguns exemplares do animal encontram-se totalmente desprovidos de olhos: prova inequívoca de especiação adaptativa para o ambiente cavernícola. Este peixe assume especial importância científica por ser o primeiro registro no Brasil de organismo da família Callichthyidae com adaptações troglomórficas, isto é, adaptações para vida em ambientes desprovidos de luz.

Peixe da família Callichthyidae

Em duas das três cavernas onde os exemplares da família Callichthyidae foram avistados, constatou-se a ocorrência de outra espécie de peixe cavernícola (um bagrinho) pertencente à Família Trichomycteridae, Gênero Ituglanis ou Trichomycterus, ainda a ser definido em estudos de laboratório, não devendo descartar-se a hipótese de também tratar-se de nova espécie animal.

O intercâmbio de informações entre o IBAMA/CECAV e a USP tem se mostrado produtivo, haja vista que há cerca de três anos outra espécie de peixe troglóbio foi identificado no município de Mambaí. Tratava-se de uma Espécie nova de bagrinho cavernícola (candiru) da família Trichomycteridae, gênero Ituglanis, ainda sob estudos para descrição em nível de espécie.

Peixe coletado

Desta forma, a região do nordeste goiano vem se firmando como a maior concentração de peixes cavernícolas do Brasil, uma vez que o peixe agora estudado deverá ser a 13ª espécie troglóbia (adaptada para a vida subterrânea) do Estado de Goiás e a 21ª do Brasil.

Segundo Augusto Motta, Coordenador do CECAV em Goiás, por ocasião desta expedição, foram localizadas pela equipe do CECAV mais sete novas cavernas, sendo que a maior delas possui 2 km de galerias subterrâneas.

Peixe coletado



Fonte: IBAMA

domingo, 25 de novembro de 2007

Ciência

Brasil pode ser líder na criação de peixes ornamentais nativos


Com estimativas de 1,5 a 6 mil espécies de peixes nativos na Amazônia e mais de 260 espécies no Pantanal, o Brasil pode torna-se um país líder na criação de espécies ornamentais nativas, é o que afirmou o pesquisador e professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Jener Alexandre Sampaio Zuanon.

Pterophyllum scalare

O professor ressalta que o sucesso do cultivo de espécies nativas ornamentais “depende da espécie e variedade cultivada, da quantidade e qualidade de água e do manejo alimentar. Além disso, o produtor precisa adotar um sistema adequado de cultivo. Hoje, as opções são semi-intensivo, intensivo e super-intensivo. O cultivo em sistema extensivo não é utilizado na produção ornamental”, explica. Jener Zuanon detalha que o sistema semi-intensivo é formado de pequenos viveiros em todas as fases da criação, com baixa renovação de água e alimentação viva, isso pode acarretar em uma redução na disponibilidade de alimentos, predispondo os animais a fatores estressantes.

Symphysodon discus

“Para funcionar, esse sistema precisa ter um manejo que mantenha a qualidade da água e suplemente a alimentação com dietas completas.” No sistema intensivo, a produção é feita em estufas ou galpões com renovação continuada, parcial ou recirculação da água e o acasalamento ocorre em aquários. “Um detalhe interessante é que neste modelo de cultivo machos e fêmeas ficam separados até o momento do acasalamento. Há ainda o sistema super-intensivo que segue parâmetros semelhantes ao intensivo, com algumas diferenciações, como a utilização de rações”, continua o professor.

Hyphessobrycon pulchripinnis

Após definido o sistema de cultivo, o piscicultor precisa escolher quais espécies produzir. Os principais grupos de espécies nativas ornamentais são ciclídeos (acará-disco e acará-bandeira), caracídeos (tetra-limão e olho-de-fogo), pimelodídeos (mandizinho), caliquitídeos (Tamboatás e Dianemas), loricarídeos (cascudos nobres) e anastomídeos. Renda extra “O produtor pode obter uma renda extra em intervalos menores e uma melhor distribuição ao longo do ano se fizer a criação consorciada de peixes nativos ornamentais com peixes de corte ornamental, por meio de tanques-rede, com camarões ou com a produção de acará-bandeira e guppy”, frisa o professor da UFV.

Ancistrus sp.

Ele destaca que “a criação de peixes ornamentais nativos ainda é pouco explorada e a sua intensificação depende do estabelecimento de índices zootécnicos, de exigências nutricionais, de biologia reprodutiva e de programas de melhoramento genético para o desenvolvimento de novas linhagens e isso pode ter início aqui no Congresso com o intercâmbio entre professores, pesquisadores e piscicultores”, incentiva.


Fonte: Embrapa

domingo, 18 de novembro de 2007

IPCC

"A mudança climática antrópica (causada pelo homem) e suas conseqüências podem ser repentinas e irreversíveis", afirma o texto feito pelos delegados do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC, por suas siglas em inglês) "para os que decidem".

Os especialistas do IPCC, Prêmio Nobel da Paz 2007, junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore, estão reúnidos em Valência desde segunda-feira para aprovar e apresentar seu quarto e último relatório sobre as mudanças climáticas do planeta, que servirá para orientar as decisões internacionais quanto à luta contra este fenômeno.
Desde janeiro, o grupo de especialistas do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC) publicou três grandes capítulos deste relatório - avaliação científica do fenômeno, conseqüências e soluções possíveis - que confirmaram a amplitude e as graves conseqüências do aquecimento global.
Segundo as conclusões deste informe, haverá um aumento da temperatura mundial de 1,1 a 6,4°C em relação ao período 1980-1999 antes de 2100, com um valor médio compreendido entre 1,8 a 4°C.
A atividade humana produtora do gás de efeito estufa é claramente responsável pelos aumentos de temperatura já constatados, concluiu o IPCC.
Este painel da ONU, que estuda e reúne as pesquisas realizadas por milhares de cientistas de todo os países, deve agora aprovar a síntese dos três capítulos e publicar um resumo dirigido às autoridades encarregadas de tomar decisões.
Em seus últimos três estudos, o IPCC apresentou conclusões sobre o aumento das temperaturas, a alta dos oceanos, a multiplicação das ondas de calor e derretimento da camada de gelo. A seguir, um resumo:
AVALIAÇÃO CIENTÍFICA:
- A mudança do clima é inequívoca e as emissões de gases de efeito estufa, provocadas pelas atividades humanas (principalmente gás, carvão, petróleo) são responsáveis (90% de certeza) pelo aumento das temperaturas nos últimos cem anos (+0,74°C).

- A temperatura mundial deve aumentar entre 1,1 e 6,4°C em relação a 1980-1999 até 2100, com um valor médio mais seguramente compreendido entre 1,8 e 4°C. O aquecimento será mais importante nos continentes e nas latitudes mais elevadas.
- O aumento da temperatura foi duas vezes mais importante no Polo Norte do que na média mundial nos últimos 100 anos, provocando o derretimento acelerado da camada de gelo.
- O nível dos oceanos poderá, segundo as previsões, subir de 0,18 m a 0,59 m no final do século em relação ao período 1980-1999.
- Os calores extremos, ondas de calor e fortes chuvas continuarão sendo mais freqüentes e os ciclones tropicais, tufões e furacões, mais intensos.
- As chuvas serão mais intensas nas latitudes mais elevadas, mas diminuirão na maioria das regiões emersas subtropicais.
PRINCIPAIS IMPACTOS:
- Inúmeros sistemas naturais já estão afetados e os mais ameaçados são a tunda, as florestas setentrionais, as montanhas, os ecossistemas mediterrâneos e as regiões costeiras.
- Até 2050, a disponibilidade de água deve aumentar nas latitudes elevadas e em certas regiões tropicais úmidas, mas a seca deve se intensificar nas regiões já afetadas.

- 20 a 30% das espécies vegetais e animais estarão ameaçadas de extinção se a temperatura mundial aumentar de 1,5 a 2,5°C em relação a 1990.
- A produção agrícola deve aumentar levemente nas regiões de médias e altas latitudes (frias) se o aumento da temperatura se limitar a menos de 3°C, mas poderá diminuir se ultrapassar esse limite. Nas regiões secas e tropicais diminuirão tão logo ocorra um aumento local das temperaturas de 1 a 2°C.
- Milhões de pessoas se verão afetadas pela má nutrição, as enfermidades ligadas às ondas de calor, as inundações, as secas, as tempestades e os incêndios.

Fonte: AFP

sábado, 17 de novembro de 2007

Baleia Minke no Rio Tapajós

Baleia é achada viva, encalhada em banco de areia do rio Tapajós, no Pará.


Exemplar de Baleia Minke no oceano


Ribeirinhos de uma comunidade extrativista de Belterra, no Pará, encontraram na última terça-feira (13/11) uma baleia viva encalhada em um banco de areia no rio Tapajós, região central da Amazônia. O animal está a cerca de mil quilômetros de distância do oceano Atlântico.
A suspeita é a de que a baleia tenha se perdido de sua rota e entrado no estuário do rio Amazonas pela ilha de Marajó. O rio Tapajós é um afluente do rio Amazonas.
O achado foi comunicado via rádio para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) de Santarém (PA), que solicitou apoio ao IBJ (Instituto Baleia Jubarte). Com sede em Caravelas (BA), desde 1994 o instituto tem experiência em desencalhes de cetáceos.
"Uma baleia na Amazônia é muito atípico", disse Kátia Groch, médica-veterinária do IBJ. "Ela pode ter se desorientado de sua rota, talvez devido a uma doença. Só teremos certeza examinando-a."
O biólogo Daniel Cohenca, gerente-executivo do Ibama de Santarém, disse que a baleia é provavelmente da espécie minke (Balaenoptera acutorostrata) e tem cerca de cinco metros de comprimento. Está encalhada perto da comunidade de Piquiatuba, que fica dentro da Floresta Nacional do Tapajós.
A imagem de uma baleia na floresta amazônica causou surpresas aos ribeirinhos. "Tem gente que não acredita como um animal desse sobreviveu na água doce", disse Cohenca.
Ele afirmou que é possível que a baleia esteja há mais de dois meses no rio Tapajós, que tem águas profundas e transparentes. Ribeirinhos estavam comentando que uma "cobra grande" havia sido vista no rio. Crianças chegaram a ser orientadas a não nadar na região.
Daniel Cohenca disse que ontem equipes de biólogos do Ibama já se deslocaram de carro e barco para a comunidade do Piquiatuba --Belterra fica a 150 km de Santarém-- para interditar a área na qual foi encontrada a baleia. A equipe aguarda a chegada do médico-veterinário Nilton Marcondes, do IBJ, para iniciar o resgate do animal e devolvê-lo ao mar.
Groch afirmou que a probabilidade de a baleia sobreviver é pequena. A alta temperatura da água pode ressecar a pele do animal. "Ela está fora do seu habitat normal, numa condição atípica, estressada, muito longe do oceano. A probabilidade de sobreviver é baixa."
A comunidade do Piquiatuba, de 74 famílias, tenta amenizar o ressecamento da pele da baleia jogando água nela.
Todo ano, equipes do IBJ percorrem uma área de aproximadamente 600 km entre o município de Regência, no norte do Espírito Santo, e Nova Cabrália, no extremo sul baiano, procurando obter informações sobre encalhes e morte acidental ou intencional de cetáceos. Neste ano, as equipes encontraram 15 baleias encalhadas. Nenhuma sobreviveu.

Publicada em 16/11/2007
Fonte: Folha de São Paulo


Desaparece baleia que estava encalhada no Rio Tapajós, oeste do Pará, na Floresta Amazônica.

Baleia encalhada em Belterra


BELÉM - Após ser desencalhada por biólogos e veterinários, desapareceu a baleia minke que fez uma longa viagem de quase 1.500 quilômetros, do Oceano Atlântico até o meio da Floresta Amazônica. Segundo os biólogos do Ibama, o animal pode estar subindo o Rio Tapajós, um afluente do Amazonas, no Oeste do Pará, na tentativa de chegar ao oceano, mas os especialistas temem que a baleia não consiga sobreviver fora do habitat natural. Um helicóptero, uma lancha e barcos pequenos percorreram a região, mas não encontraram a baleia.
O animal, que pode estar em água doce há dois meses, teria entrado pela região da Ilha de Marajó. A baleia está bastante debilitada, sofrendo com o calor e o ressecamento da pele. Suas chances de sobreviver ao encalhe são pequenas. Segundo o Ibama, a baleia se perdeu do grupo, errou a rota e se distanciou do oceano, provavalmente por estar doente ou ter sido atingida por uma embarcação.
- O que a gente sabe com certeza é que ela se perdeu do rumo dela. Entrou no rio, o que já é atípico. Ainda por cima se deslocar em torno de 1.500 quilômetros é uma situação estranha e adversa - disse a bióloga Fábia Luna, do Instituto Chico Mendes, que assistiu o animal.
O animal foi encontrado por pescadores a cem quilômetros da cidade de Santarém, encalhada em uma área tomada por lama, num ponto muito distante da Foz do Rio Amazonas. A baleia mede cinco metros e meio e pesa aproximadamente 12 toneladas. A área foi isolada.
- Fiquei mais admirado porque foi a primeira vez que eu vi uma baleia - disse um morador da região.

Publicada em 16/11/2007
Fonte: O Globo


Baleia reaparece no Rio Tapajós e encalha novamente no Pará.




Baleia encalhada novamente

BELÉM - A baleia da espécie Minke que foi desencalhada no Rio Tapajós no fim da tarde de quinta-feira voltou a ser vista na manhã deste sábado, ainda mais próxima de Santarém, no Oeste do Pará. De acordo com informações de moradores da região, a baleia estaria novamente encalhada no Tapajós e dentro do Distrito de Boim, no município de Santarém.
O local é bem próximo de onde ela foi desencalhada e não tinha sido mais vista pelos fiscais do Ibama e pescadores da região que acompanham a tentativa da baleia em voltar para o oceano.
O animal foi encontrado inicialmente nas proximidades da comunidade de Piquiatuba, sob os cuidados de cerca de 74 famílias ribeirinhas
Segundo os biólogos, o animal pode ter errado a rota, por isso se distanciou tanto do oceano. Ele encalhou na parte rasa do rio e recebeu assistência de uma equipe do Ibama, formada por três biólogos e dois veterinários.
A baleia minke fez uma longa viagem de quase 1.500 quilômetros, do Oceano Atlântico até o meio da Floresta Amazônica. Os biólogos do Ibama temem que a baleia não consiga sobreviver fora do habitat natural. Nesta sexta, um helicóptero, uma lancha e barcos pequenos percorreram a região, mas não encontraram a baleia.
O animal, que pode estar em água doce há dois meses, teria entrado pela região da Ilha de Marajó. A baleia, que está bastante debilitada, mede cinco metros e meio e pesa aproximadamente 12 toneladas. Segundo o Ibama, a baleia se perdeu do grupo, errou a rota e se distanciou do oceano, provavalmente por estar doente ou ter sido atingida por uma embarcação.
Publicada em 17/11/2007
Fonte: O Globo


Baleia que encalhou em rio da Amazônia morre no Pará A baleia minke que encalhou em um rio da Amazônia, no Pará, apareceu morta nesta terça-feira, antes do início da operação de resgate para salva-la. O animal marinho, de cinco metros de comprimento e cerca de sete toneladas, estava a cerca de mil quilômetros do Oceano Atlântico. A suspeita é que tenha se desviado de sua rota e entrado no rio Amazonas pela ilha de Marajó. No rio Tapajós, afluente do Amazonas, foi atração turística e alvo de agressão.
Uma necropsia irá identificar a causa da morte da baleia e o motivo que a fez entrar em águas doces.
O veterinário Milton Marcondes, do IBJ (Instituto Baleia Jubarte), que está na região a pedido do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), afirmou que a baleia estava estressada e ferida.
"Se ela fosse ficar aqui no rio ia acabar morrendo. O animal estava sob estresse o tempo todo, gente subindo em cima, barcos próximos, tudo isso pode ter comprometido o quadro dela", disse.
O animal foi encontrado morto às 7h, por ribeirinhos da comunidade de São José, no rio Arapiuns, afluente do Tapajós. O local fica a uma hora e meia de barco de Santarém (730 km de Belém).
Baleia minke no rio Tapajós
Ferimento
Foi nessa comunidade que a baleia foi encontrada encalhada pela terceira vez, no domingo. Estava machucada e apresentava ferida superficial perto do abdome. Veterinários aplicaram antibióticos e fizeram as primeiras análises, mas o mamífero fugiu.
O ferimento no abdome foi provocado por um ribeirinho, no sábado, na comunidade de Jaguarituba, em Belterra (150 km de Santarém). O ponto fica a cem quilômetros da comunidade do Piquiatuba, onde a baleia foi vista pela primeira vez, no último dia 13.
Quando o animal apareceu, moradores pensaram que se tratasse de um peixe-boi gigante ou uma cobra grande. Quem identificou o animal como baleia foi o professor Jonathás Xavier dos Santos, da escola municipal Santa Terezinha.
Hoje, em Piquiatuba, que fica dentro da Floresta Nacional do Tapajós, moradores demonstraram revolta pela morte da baleia minke. "O Ibama demorou muito no resgate", disse Santos.
A equipe que monitora o animal tentou conseguir, com a ajuda da Petrobras, uma embarcação para transportá-lo de volta ao oceano, mas a operação ainda estava em fase de planejamento quando a baleia morreu.
Publicada em 20/11/2007 Fonte: Folha Online

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ameaça ao litoral brasileiro...

O desrespeito ao meio ambiente ameaça uma das mais belas riquezas do litoral brasileiro. O alerta está na reportagem de Francisco José e Antônio Henrique. Os recifes costeiros protegem as praias e formam as piscinas naturais. Quando a maré baixa, as ondas são contidas pelas pedras e surge um mar de tranqüilidade e beleza.

Recifes de coral
São três mil quilômetros de recifes costeiros, do sul da Bahia ao Maranhão. É o maior banco de corais do Atlântico Sul, mas este tesouro da natureza no litoral nordestino está ameaçado. E o maior predador é o homem. Nas últimas décadas, os corais estão desaparecendo por influência da pesca predatória e do turismo sem controle.
“No passado, a gente teve um processo de extração dos corais muito grande, que devastou muitas áreas de coral. Hoje a pesca também é muito intensa e termina sendo um problema, porque você desequilibra o ambiente”, explica o oceanógrafo Mauro Maida.

Praia da Reserva

A Reserva de Tamandaré têm menos de três quilômetros de extensão, mas a Reserva de Proteção Ambiental Costa dos Corais vai até a divisa com Maceió, incluindo todo o litoral norte de Alagoas. É a maior unidade de conservação marinha do Brasil, com 435 mil hectares. Mas nem toda área é fiscalizada.
As pedras ficam tão perto da superfície que podem ser atingidas pelas embarcações que levam turistas às piscinas naturais. O hidrocoral, também conhecido como coral-de-fogo, é tão frágil que pode ser quebrado facilmente.
Coral de Fogo
Pequenos peixes se protegem dos predadores entre os corais, que são urticantes e queimam a pele. O coral-cérebro só consegue se desenvolver em áreas preservadas. Os ouriços se alimentam de corais e evitam que turistas caminhem sobre estas formações frágeis e espinhosas.
Na Reserva de Tamandaré, os cardumes se reproduzem. Os pequenos peixes vivem lá protegidos. Quando crescem, partem para o alto-mar. Nesse mundo submerso, tudo depende da preservação da natureza para o seguimento do ciclo da vida.



Coral Cérebro

“Se nós pudéssemos montar uma política de proteção aos recifes e aplicá-la em todos os pedaços de litoral brasileiro, sem dúvida a gente teria uma recuperação muito grande do potencial pesqueiro do nosso mar”, acrescenta o oceanógrafo Mauro Maida.


Fonte: http://bomdiabrasil.globo.com/

Veja o vídeo: Click aqui

domingo, 11 de novembro de 2007

A Saga dos Piabeiros!

O dia-a-dia de dificuldades sofridas pelos pescadores de peixe ornamentais são retratados pelo documentário A Saga do Piabeiro, de José Guedes, representante do Amazonas na terceira edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DOCTV).

Os piabeiros precisam capturar cerca de mil cardinais para lucrarem até R$ 12. Quando os animais são passados aos atravessadores das grandes cidades, eles são vendidos, cada um, praticamente pelo mesmo preço do milheiro, cerca de R$ 10. O documentário esta dividido em seis partes no YouTube, segue links abaixo:






Fotos:
AIPA
Atlas D. Pez

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ciência

Pesquisa sobre diversidade de peixes no Pantanal faz última coleta

Uma pesquisa que avalia a influência do pulso de inundação do rio Paraguai sobre a riqueza, diversidade e abundância dos peixes que vivem na Baía do Tuiuiú fez nos dias 16, 17 e 18 de outubro sua 15ª e última coleta de material. O trabalho começou em abril de 2005 e vem sendo realizado no Pantanal sul-mato-grossense pela pesquisadora Emiko Resende, da Embrapa Pantanal, e no Pantanal do Mato Grosso pela professora Carolina Joana da Silva, da Unemat (Universidade Estadual do Mato Grosso).




Rio Paraguai



Emiko Resende coletou peixes, água e plantas aquáticas de ambientes inundáveis na baía, que é um braço do rio Paraguai. Ela quer descobrir como o pulso de inundação influencia na reprodução e na alimentação dos peixes. “Vamos avaliar, por exemplo, qual a função dos camalotes nessas áreas”, afirmou a pesquisadora.
Camalote é vegetação aquática que se desenvolve nos ambientes alagados dessas áreas inundáveis.



Coleta de Camalotes


O projeto é financiado pelo CPP (Centro de Pesquisa do Pantanal) e MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) e os resultados devem ser entregues até agosto de 2008. As coletas foram feitas a cada dois meses em seis pontos da baía. A pesquisadora utiliza diferentes técnicas de coleta de material. Para pegar peixes no leito do rio ela usou rede de espera e tarrafas pequena e grande. Peixes menores foram coletados com o uso de uma tela passada sob os camalotes. Todas as espécies capturadas serão contadas e avaliadas, mesmo as que medem menos de 1 cm.
Coleta de peixes
Amostras de água dos seis pontos de estudo foram armazenadas em recipientes e levadas ao laboratório da Embrapa Pantanal (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA). Emiko também mediu a temperatura, a transparência, o pH, a condutividade e o oxigênio da água. O trabalho foi acompanhado pelos funcionários Sidnei José Benício e Waldomiro de Lima e Silva (da Sema, cedido à Embrapa Pantanal).
Camalotes foram coletados em todos os pontos para a avaliação da presença de microorganismos em suas raízes. Desse modo, a pesquisa vai revelar como funciona a cadeia alimentar nesses ambientes. Os estômagos dos peixes estão sendo avaliados para mostrar detalhes de sua alimentação.


Pantanal em época de cheia
Emiko Resende disse suspeitar que a frente da cheia influi na reprodução dos peixes, principalmente de espécies não migradoras, como a piranha. No Pantanal norte a reprodução acontece no início do ano, quando o rio está cheio. No Pantanal sul, os peixes se reproduzem entre abril e maio, quando o nível do rio sobe.

Fonte:
Embrapa Pantanal