quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ordem Characiformes

Umas das ordens mais vastas e diversificadas de peixes de água doce existentes, sendo a maioria encontradas na América do Sul, Central e África. São divididos em 16 famílias (Géry, 1977 e Greenwood et al.,1966), sendo quatro de origem africana (cerca de 200 espécies) e o restante nas Américas ( mais de 1200 espécies). São peixes de hábitos predominantemente diurnos, que exploram a superfície ou o meio da coluna da água em busca de alimentos, e possuem um órgão auditivo chamado de Aparelho de Weber, o qual transmite ondas sonoras recebidas pela bexiga natatória ao ouvido interno, onde as mesmas são transformadas em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro. A ampla especialização ecológica encontrada nos Characiformes é considerável, apresentando amplo leque em seus hábitos alimentares; podendo ser detritívoros, herbívoros, carnívoros, onívoros, iliófagas (comedores de escamas) e filtradores. Adaptações fisiológicas e morfológicas especiais, permitem a sobrevivência de alguns grupos em condições extremas de concentração de oxigênio, por exemplo as Traíras ( Hoplias malabaricus) possuem adaptação para respirar na superfície e cuidado parental com sua prole.


Proboludus heterostomus - Exemplo de peixe iliófago


Os peixes da ordem Characiformes são caracterizados por possuirem escamas ctenóides cobrindo todo o corpo, com exceção da cabeça; presença de uma nadadeira adiposa; 5 a 12 raios moles nas nadadeiras; pré-maxilar fixo ao crânio e portanto não protrátil como nos peixes da família Cichlidae. A origem dos Characiformes data de mais de 100 milhões de anos atrás, quando África e Ámérica do Sul formavam uma única massa continental chamada Gondwana (Lundberg 1993; Ortí e Meyer 1997). Com a divisão dos continentes africano e americano, a espécie ancestral dos characiformes se dividiram nas diversas famílias existentes nos dias de hoje em ambos continentes, cada uma adaptado ao seu ambiente. A ordem Characiforme se divide nas seguintes famílias (Segue algumas espécies pertencentes as famílias da ordem Characiformes) :

Prochilodontidae

Semaprochilodus taeniurus



Curimatidae


Curimatopsis evelynae



Chilodontidae

Chilodus punctatus



Anostomidae

Anostomus Anostomus

Leporinus fasciatus



Ctenoluciidae

Boulengerella maculata



Hepsetidae

Hepsetus odoe



Erythrinidae

Hoplias malabaricus



Lebiasinidae

Nannostomus trifasciatus




Hemiodontidae

Hemiodus sp.



Parodontidae

Apareiodon affinis



Gasteropelecidae

Carnegiella strigata



Crenuchidae

Characidium fasciatum



Characidae

Inpaichthys kerri

Hyphessobrycon sp.



Distichodontidae


Distichodus sexfasciatus



Cynodontidae


Hydrolycus scomberoides



Alestidae

Phenacogrammus interruptus


Referência Bibliográficas:

MENEZES, N. A.; WEITZMAN, S. H.; OYAKAWA O. T.; LIMA, F. C. T.; CASTRO, R. M.; WEITZMAN, M. J. Peixes de água doce da mata atlântica. – Sâo Paulo: Museu de Zoologia - USP, 2007 408 p.

OYAKAWA, O.; AKAMA, A.; MAUTARI, K.C. Peixes de Riachos da Mata Atlântica – São Paulo Editora Neotópica, 2006 201 p.

http://www-museum.unl.edu/research/systematics/Orti/ - acessado em 26 de dezembro de 2007

Fotos

Practicalfishkeeping
Atlas Dr Pez
The Tropica Tank
L. Sazima
Johnny Jensen
Oscar David
Saunders
Zero
Valnei

Vii_genau
Nature Planet


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
©
Copyright 2007 ©

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Ciência

"Mundo perdido" da Indonésia revela mais surpresas

Um minúsculo gambá e um rato gigante foram registrados por cientistas como sendo prováveis novas espécies, em uma recente expedição ao remoto e praticamente desconhecido "mundo perdido", em uma selva intacta nas montanhas Foja, na Nova Guiné ocidental.


Nova espécie de marsupial pigmeu, do gênero Cercartetus.

Cientistas da Conservação Internacional (CI) e do Instituto de Ciências da Indonésia (LIPI) foram acompanhados pela primeira equipe de cinegrafistas a obter imagens da região e de sua vida silvestre durante uma expedição às montanhas Foja em junho de 2007. Um fotógrafo/cientista da National Geographic e uma equipe de cinegrafistas da CBS News uniram-se à equipe quando ela retornou às montanhas. Os cientistas da CI e da LIPI descobriram dezenas de novas plantas e animais durante a primeira expedição à região no final de 2005. Um relato da expedição de 2007 foi veiculado pelo programa da CBS News “60 Minutos”, em 16 de dezembro.

Espécie de pombo que se alimenta de frutas.

“É reconfortante saber que há um lugar na terra que é tão isolado que permanece sendo o domínio da natureza selvagem”, disse Bruce Beehler, vice-presidente da CI e líder da expedição. “Estamos satisfeitos em ver que este pedacinho do céu permanece tão intacto e encantador como quando o encontramos”. A Selva de Foja faz parte da grande Bacia de Mamberamo, que é a maior floresta tropical sem acessos viários da região do Pacífico Asiático. Na medida em que a comunidade global procura soluções para a mudança climática, grandes áreas florestais intactas, como esta, aumentarão de valor como estoques essenciais de carbono.

Espécie de Papa-Mel de crista endêmica das montanhas Foja



A derrubada e a queima de florestas tropicais em todo o mundo emitem pelo menos 20% do total de gases do efeito estufa global. A proteção destas florestas minimiza o impacto da mudança climática, ao mesmo tempo em que proporciona benefícios diretos às populações locais, tais como água doce, ar puro, alimentos, dispersão de sementes, polinização e fontes de medicamentos. O governo indonésio declarou a região como um Santuário Nacional da Vida Silvestre e a CI continua a trabalhar com o governo e as comunidades locais para implementar este sucesso de conservação e garantir uma proteção ainda maior para a área.


Rato gigante, de 1,4 kg

Durante a expedição de junho, a equipe documentou dois mamíferos, um gambá-pigmeu do gênero
Cercartetus, um dos menores marsupiais do mundo, e um rato gigante do gênero Mallomys, ambos atualmente em estudo e aparentemente desconhecidos da ciência. Também registraram, pela primeira vez, o comportamento reprodutivo de várias aves raras e pouco conhecidas. “O rato gigante é cinco vezes maior que o rato urbano típico”, disse Kristofer Helgen, cientista do Smithsonian, em Washington, D.C. “Sem temor dos humanos, o rato aparentemente visitou nosso acampamento várias vezes durante a viagem”.



Pássaro de crista-dourada

A equipe de cinegrafistas fez o primeiro registro em filme de vários pássaros exóticos encontrados em Foja, documentando o namoro entre o caramancheiro (Amblyornis flavifrons) e uma espécie de ave-do-paraíso (Epimachus fastuosus). Eles também capturaram imagens da rara ave-do–paraíso de Berlepsch (Parotia berlepschi) e o recém-descoberto papa-mel-de-barbela-cinzenta (Melipotes carolae), espécies exclusivas das montanhas Foja. A CI e o LIPI planejam outra expedição às montanhas Foja no final de 2008 ou em 2009. Esta nova expedição pesquisará as florestas de altitude que cobrem o pico mais elevado, e as pouco estudadas áreas mais baixas das encostas. Eles esperam encontrar novas espécies de anfíbios, mamíferos, borboletas e plantas.


Fonte: Conservação Internacional

sábado, 15 de dezembro de 2007

Aquários no Brasil e no mundo

Boa tarde meus amigos e minha amigas!

Fiz uma seleção de Aquários para visitas pelo Brasil e pelo mundo para apreciação de todos.

Os mesmos, são projetos que envolvem a arquitetura, a engenharia, e a biologia; procurando criar uma relação harmônica entre o homem e a natureza.



Espero que gostem!


Brasil


domingo, 9 de dezembro de 2007

Layouts online


AquaSketch 2.0

Criado pelo aquarista Ofri Dagan, o AquaSketch é uma ferramenta simples e prática para ajudar no layout de seu futuro aquário plantado.
Segue algumas instruções para ajudar:

Quando você acessa o site a primeira janela que aparece é a seleção de espécies (Plant Manager), clique no nome da espécie e será exibida uma pequena imagem da mesma. Use os botões Add para Adicionar e Remove para remover as espécies que você quer ou não trabalhar. Observe que abaixo da relação de Plantas há uma segunda lista, onde você poderá alternar entre Plantas, Rochas e Troncos (Plants, Rocks, Wood).
  1. Feita seleção das plantas clique em Close, você vai para a tela principal do programa.
  2. Você pode acessar o Plant Mananger a qualquer momento, por exemplo, se tiver esquecido de selecionar alguma planta.
  3. Informe o comprimento, a largura e a altura do seu aquário, clique em Update para o programa ajustar-se ao seu aquário. Isso é importante para que o preview do seu aquário fique corretamente dimensionado.
  4. Para usar uma espécie selecione a mesma na janela do lado esquerdo, Plant Pool, defina a cor e o tamanho da planta, se necessário. Para dimensionar: Usando os botões + e -, a folha de samabaia irá crescer ou encolher para ajudar você a se guiar.
  5. Para acrescentar uma planta no seu layout observe o quadro branco do lado direito. Você irá usar o teclado e o mouse para acicionar ou remover espécies. Para adicionar dê um clique com o mouse no local onde deseja colocar a espécie selecionada, vai aparecer um ponto indicando a adição e abaixo a imagem do aquário será gerada. Repita o processo para adicionar todas as espécies.
  6. Para remover qualquer espécie introduzida no projeto basta segura a tecla CTRL do seu teclado e clicar no ponto dentro do quadro branco superior.
  7. A imagem gerada abaixo é a visualização do seu projeto. Clique na imagem e use o mouse para mudar o ângulo de visualização conforme achar melhor.

Para utilizar o programa clique aqui



Fonte: Xylema

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mexilhão dourado se alastra no Pantanal

Espécie exótica, o mexilhão dourado é uma invasora agressiva e ameaça a integridade dos ecossistemas aquáticos da região.

A última coleta de dados do projeto de pesquisa desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal dentro do Programa para Controle do Mexilhão Dourado, identificou dois novos pontos com presença do molusco exótico (isto é, não nativo) na região. Um deles fica na baía Uberaba, conectada ao rio Paraguai, e o outro no rio Cuiabá, próximo à foz no rio Paraguai.

Limnoperna fortunei
A pesquisadora da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Márcia Divina de Oliveira explica que a densidade de mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) encontrada nos dois locais é diferente. "A baía Uberaba apresenta maior densidade com uma população instalada e relevante. A foz do rio Cuiabá, próximo ao Parque Nacional do Pantanal, por sua vez, tem uma densidade mais baixa, com uma população em início de colonização", acrescenta Márcia.

Limnoperna fortunei
Para ela, esses dados comprovam que a presença do mexilhão dourado no rio Paraguai será permanente, pois a baía Uberaba é a maior do Pantanal, constituindo-se num reservatório de larvas da espécie. Além disso, a presença do molusco na foz do rio Cuiabá evidencia sua dispersão nos principais rios afluentes da bacia do Alto Paraguai, como vem ocorrendo nos rios Miranda e Apa. Eles foram levados para essas localidades por embarcações de maior porte, em cujos cascos os moluscos adultos se fixam. A navegação é a principal forma de dispersão entre rio
Paraguai e afluentes.

Limnoperna fortunei
Segundo Márcia, o mexilhão dourado ameaça a integridade dos ecossistemas aquáticos pantaneiros, pois ocupa o espaço físico e coloniza as conchas de espécies nativas, trazendo perdas para a biodiversidade aquática. Ele também provoca mudanças na estrutura das comunidades aquáticas, desde algas até peixes. Acredita-se que os mexilhões chegaram ao continente sul-americano trazidos na água de lastro de navios de origem asiática, especialmente dos rios da China.


Fonte: Embrapa

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ciência

Expedição conjunta IBAMA/USP resulta na confirmação de existência de nova espécie de peixe caverníco.

O IBAMA juntamente com a Universidade de São Paulo realizou no início do mês uma expedição voltada à localização de nova espécie de peixe cavernícola no município de Posse-GO.

O animal foi avistado pela primeira vez ao fim de 2005 pelo espeleólogo Luiz Ricardo da Silva e pela bióloga e espeleóloga Geovana Maria Vidal Rosa, numa expedição de rotina promovida pelo CECAV, Centro de Estudo Proteção e Manejo de Cavernas, órgão do IBAMA voltado à proteção dos ecossistemas cavernícolas.

A referida bióloga ao perceber a possibilidade de tratar-se de nova espécie de peixe cavernícola reportou o fato em relatório, anexando diversas fotos do peixe. Esse documento foi devidamente encaminhado à pesquisadora da USP Profª Eleonora Trajano, principal responsável pelo estudo de peixes cavernícolas na Universidade.

Pesquisadora na coleta

De imediato a pesquisadora interessou-se pelo material, demonstrando interesse em verificar "in loco" o habitat do animal. Assim sendo, uma equipe da USP formada por especialistas (não só em peixes, mas também em artrópodes), juntou-se à equipe do CECAV/IBAMA e no período de 26 de março a 03 de abril várias cavernas da região do nordeste goiano foram inspecionadas.

Coleta do peixe

Do total de cavernas visitadas, em três delas comprovou-se a ocorrência do animal. Alguns exemplares foram coletados e levados para identificação nos laboratórios da USP. Trata-se de um pequeno peixe despigmentado (em torno de 5cm) da ordem Siluriformes, família Callichthyidae, gênero ainda indeterminado, podendo ser Corydora ou Aspidora. Alguns exemplares do animal encontram-se totalmente desprovidos de olhos: prova inequívoca de especiação adaptativa para o ambiente cavernícola. Este peixe assume especial importância científica por ser o primeiro registro no Brasil de organismo da família Callichthyidae com adaptações troglomórficas, isto é, adaptações para vida em ambientes desprovidos de luz.

Peixe da família Callichthyidae

Em duas das três cavernas onde os exemplares da família Callichthyidae foram avistados, constatou-se a ocorrência de outra espécie de peixe cavernícola (um bagrinho) pertencente à Família Trichomycteridae, Gênero Ituglanis ou Trichomycterus, ainda a ser definido em estudos de laboratório, não devendo descartar-se a hipótese de também tratar-se de nova espécie animal.

O intercâmbio de informações entre o IBAMA/CECAV e a USP tem se mostrado produtivo, haja vista que há cerca de três anos outra espécie de peixe troglóbio foi identificado no município de Mambaí. Tratava-se de uma Espécie nova de bagrinho cavernícola (candiru) da família Trichomycteridae, gênero Ituglanis, ainda sob estudos para descrição em nível de espécie.

Peixe coletado

Desta forma, a região do nordeste goiano vem se firmando como a maior concentração de peixes cavernícolas do Brasil, uma vez que o peixe agora estudado deverá ser a 13ª espécie troglóbia (adaptada para a vida subterrânea) do Estado de Goiás e a 21ª do Brasil.

Segundo Augusto Motta, Coordenador do CECAV em Goiás, por ocasião desta expedição, foram localizadas pela equipe do CECAV mais sete novas cavernas, sendo que a maior delas possui 2 km de galerias subterrâneas.

Peixe coletado



Fonte: IBAMA