domingo, 20 de julho de 2008

Descrição de uma nova espécie de Leporinus

Uma nova espécie do gênero Leporinus é descrita no rio Araguaia, nos estados do Mato Grosso e Goiás, Brasil.
Nomeada pelos ictiólogos brasileiros Heraldo Britski e José Birindeli de Leporinus venerei, em honra a Paulo César Venere, o primeiro conhecedor da nova espécie, a mesma vive em ambientes lênticos e lagoas marginais. Sua característica mais notável é sua fórmula dental 4/3, única entre as espécies do gênero que possuem fórmula dental 3/3, 3/4 ou 4/4. A nova espécie também pode ser reconhecida pela combinação das seguintes características: 36 a 37 escamas na linha lateral, 4/4,5 ou 4/5 séries de escamas na linha transversal, 16 series de escamas circumpedunculares, nadadeira anal ultrapassando a base dos raios inferiores da nadadeira caudal e presença de três manchas escuras ao longo da linha lateral.



A nova espécie compartilha com L. parae e L. lacustris corpo alto, boca terminal, nadadeira anal longa e escura, três manchas escuras na linha lateral pequenas, sendo as duas últimas, em especial a última, geralmente apagadas, e preferência por habitats lênticos.

Para saber mais:
Britski, H.A. and J.L.O., Birindelli Description of a new species of the genus Leporinus Spix (Characiformes: Anostomidae) from the rio Araguaia, Brazil, with comments on the taxonomy and distribution of L. parae and L. lacustris. Neotropical Ichthyology 6, pp. 45–51, 2008.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Nova espécie de Moenkhausia

Uma nova espécie de Moenkhausia é descrita no rio Jubá, um afluente do rio Sepotuba na bacia do alto rio Paraguai, e presente também no rio Juruena e de seu tributário, o rio Papagaio na bacia do alto rio Tapajós, no estado do Mato Grosso.

Moenkhausia cosmops. Foto de Leandro M. Sousa

Nomeada pelos ictiólogos brasileiros Flávio Lima, Heraldo Britski e Francisco Machado de Moenkhausia cosmops, a nova espécie apresenta como característica mais marcante o colorido único quando em vida: íris de colorido azul intenso na metade inferior, passando a dourado e esverdeado na metade superior, lábio vermelho vivo e opérculo em grande parte avermelhado, devido a transparência do osso, permitindo ver os filamentos branquiais. Cosmops derivado do grego Kosmos que significa ornamento e Opos que significa face, em alusão as suas características marcantes. A nova espécie é aparente relacionada ao grupo Moenkhausia oligolepis e Moenkhausia sanctaefilomenae, que é hipotetizado como também incluindo Moenkhausia pyrophthalma, Moenkhausia diktyota e Moenkhausia cotinho.


Moenkhausia cosmops. Foto AquaticQuotient

A ocorrência desta espécie nas cabeceiras do sistema do alto rio Juruena e alto rio Paraguai é congruente com a de outros táxons de peixes e indica que um processo de captura de rio relativamente recente aconteceu nessa região.


Localidade tipo de Moenkhausia cosmops. Foto de Flávio Lima

Mais informações em:
Lima, FCT, HA Britski, FA Machado A new Moenkhausia (Characiformes: Characidae) from central Brazil, with comments on the area relationship between the upper rio Tapajós and the upper rio Paraguai systems. Aqua, International Journal of Ichthyology 13: 45–54, 2007.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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sábado, 12 de julho de 2008

Nova espécie de Hyphessobrycon

Uma nova espécie do gênero Hyphessobrycon foi descrita no Brasil oriental. Nomeada pelo cientista alemão Axel Zarske de Hyphessobrycon khardinae, esta espécie é relacionada ao Hyphessobrycon rosaceus.

Hyphessobrycon khardinae sp. n. 39,4 mm MZUSP 98667

A espécie Hyphessobrycon khardinae é distinta de todos os membros gênero, por possuir uma combinação de dois a cinco dentes cúspides grandes no médiomaxilar, dois a três dentes tricúspides na fileira externa do pré-maxilar, cinco dentes cúspides na fileira interna do pré-maxilar médio. Possui também cerca de 31 a 34 escamas em séries longitudinais em um corpo relativamente profundo. Sua cabeça se apresenta relativamente curta, possuindo um ponto umeral triangular horizontalmente alongado, apresentando um de seus vértices se dirigindo em direção a sua cabeça.

Hyphessobrycon khardinae sp. n. 39,4 mm MZUSP 98667

A espécie é encontrada no rio Itaparana, no estado do Amazonas. A mesma recebeu este nome em homenagem a Natasha Khardina e Heiko Bleher, que coletaram vários exemplares da nova espécie juntamente com outras espécies do gênero Hyphessobrycon. parece ser restringido aos habitat do blackwater.

Hyphessobrycon khardinae sp. n. Foto: N. Khardina

Seu habitat parece ser restringido as aguas negras do rio Itaparana, sendo encontrado principalmente entre as folhas e raízes de plantas aquáticas e flutuantes dispostas no fundo arenoso do rio. Suas águas apresentam pH em torno de 6.15, condutibilidade em torno de 36 e temperatura em torno dos 25.9°C .

Hyphessobrycon khardinae sp. n. Foto: N. Khardina

Para mais informação, veja o artigo original:
Zarske, A. Hyphessobrycon khardinae sp. n. – ein neuer Blutsalmler aus Brasilien (Teleostei: Characiformes: Characidae). Vertebrate Zoology 58, p. 5–13, 2008.

Habitat de Hyphessobrycon khardinae sp. n. Foto: H. Bleher

Fonte: Vertebrate Zoology 58

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Aquário de São Paulo


O aquário de São Paulo será reinaugurado no dia 4 de julho e se tornará o maior oceanário da América Latina. Inaugurado há dois anos, em julho de 2006, inicialmente o complexo contava apenas com tanques de água doce.


Agora espaço ganhará um aquário de água salgada revestido de vitrines transparentes de acrílico de 500 metros, que permitem uma visão completa dos tubarões de mar aberto. Este será também o primeiro aquário temático da América Latina com réplicas em tamanho natural de um submarino da segunda guerra mundial, um naufrágio e o visual dos pólos terrestres. Haverá uma área com tanques de água doce, com peixes do Pantanal e da Amazônia. Já os de água salgada são divididos entre o Mangue, Praia, Costão Rochoso e Corredor Tropical.


O visitante também poderá ter a sensação de estar num navio naufragado no fundo do mar , com um milhão de litros de água salgada em cima do navio, tubarões e outros peixes.
O espaço também conta com atrações “secas” como um viveiro de aves, um ambiente com bonecos de dinossauros em tamanhos naturais que se movem e emitem som, uma reprodução da Estação Polar Brasileira- Comandante Ferraz (no Pólo Sul), um cinema 3-D e um museu de fósseis.



De segunda-feira a domingo das 10h às 18h. Aquário de São Paulo: R. Huete Bacelar, 407, tel: (11) 2273-5500. www.aquariodesaopaulo.com.br

Fonte: Época
Fotos: Aquário de São Paulo

sábado, 14 de junho de 2008

Invasões biológicas de peixes: um assunto urgente

Espécies exóticas são aquelas que se encontram fora de sua área de distribuição natural (Convenção de Diversidade Biológica, Decisão VI/23), por ações antrópicas diretas ou indiretas. Em ambientes aquáticos são mais comumente denominadas alóctones. O processo de introdução não ocorre necessariamente atravessando fronteiras políticas, mas sim de um bioma para outro dentro de um mesmo país e no caso específico de peixes de água doce, entre bacias ou subbacias hidrográficas.Além disso, ao considerar aspectos como o isolamento reprodutivo das populações e a integridade de seu patrimônio genético, mesmo os “repovoamentos” (reintroduções de organismos considerados nativos) devem ser realizados com cautela (Vitule , 2006).

Poecilia reticulata
Espécies exóticas se tornam invasoras quando representam uma ameaça a outras espécies, hábitats ou ecossistemas (Convenção de Diversidade Biológica, Decisão VI/23). Erradicar uma espécie exótica é possível, mas somente sob algumas circunstâncias e com resultados potencialmente imprevisíveis (Myers, 2000), especialmente quando se trata do meio aquático. A principal causa de introdução de espécies exóticas de peixes no Brasil é a piscicultura (Agostinho & Julio Jr.,1996; Orsi & Agostinho, 1999; Bizerril & Primo, 2001; Agostinho, 2005; Vitule, 2006; Casal, 2006), causa esta intensificada pela demanda indiscriminada dessa mercadoria, pela deficiência de mecanismos de registro, segurança e fiscalização nos criatórios e pesque-pagues. Outras causas de introdução são fins ornamentais, aquacultura (por rompimento de barreiras, rios e alagamentos), pesca desportiva e programas de “peixamentos” ou “repovoamentos”, que promovem ações de soltura de peixes exóticos em ambientes naturais ou artificiais.
Trichogaster trichopterus
As conseqüências de espécies exóticas invasoras nos ambientes invadidos incluem alteração do hábitat e da estrutura das comunidades naturais, introdução de doenças e/ou parasitas, hibridização e comprometimento da identidade genética das populações nativas, alterações tróficas, extinção de espécies nativas e principalmente perda de biodiversidade natural (Vitule, 2006). Entre os vertebrados, as introduções de espécies de peixes de água doce têm estado entre as causas mais numerosas e as espécies endêmicas de peixes estão entre as mais vulneráveis a estes eventos em todo o mundo, tendo como resultado sua extinção ou redução significativa em número (Crivelli, 1995).
Betta splendens
Na tabela a seguir apresenta-se uma lista de espécies exóticas invasoras de peixes no Brasil. As mais comuns encontram-se em destaque.


Nome Científico
Nome Comum
Abramites hypselonotus
piau-pedra e piau-tambaqui
Acanthurus monroviae
african surgeonfish, Monrovia doctorfish ou cirurgião
Aristichthys nobilis
carpa-cabeça-grande, bighead carp, amour à grosse tête, amour marbré, carpa cabeza grande, carpa cabezona ou marmorkarpfen
Astronotus crassipinnis
apaiari ou acará-açu
Astronotus ocellatus
apaiari ou acará-açu
Betta splendens
beta ou siamese fighting fish
Butis koilomatodon
durmiente e mud sleeper
Carassius auratus
peixinho-dourado, kinguio ou goldfish
Cichla monoculus
Tucunaré
Cichla ocellaris
tucunaré, peacock-bass, peacock-cichlid ou pavón
Clarias gariepinus
Bagre-africano, catfish, walking fish ou african catfish
Colossoma macropomum
tambaqui, cachama negra, pacu, gamitana, black-finned colossoma ou black-finned pacu
Ctenopharyngodon idella
carpa-capim, silver orfe ou grass carp
Cynopotamus kincaidi
saicanga, dientudo ou dentudo
Cyprinus carpio
carpa-comum
Hoplias lacerdae
tariputanga, trairaçu, trairão ou tararira
Hoplosternum littorale
cascudo, camboatá, hassar ou tamoatá
Ictalurus punctatus
bagre-do-canal
Lepomis gibbosus
perca-sol ou pumpkinseed sunfish
Micropterus salmoides
achigã, largemouth bass ou black bass
Odontesthes bonariensis
peixe-rei ou pejerrey
Omobranchus punctatus
muzzled blenny
Oncorhynchus mykiss
truta-arco-íris ou rainbow trout
Oreochromis macrochir
tilápia, longfin tilapia ou cachama
Oreochromis mossambicus
tilápia, mozambique-tilapia, mozambique-mouthbrooder, mosambik-maulbrüter
Oreochromis niloticus
tilápia-do-nilo, tilápia, nile tilapia ou nile-mouthbrooder
Oreochromis sp.
Tilápia
Pachyurus bonariensis
corvina de río, corvina ou maria-luiza
Phalloceros caudimaculatus
madrecita, dusky millions fish ou spottail mosquitofish
Phallotorynus victorae
barrigudinho, guaru, madrecita ou piky
Piaractus mesopotamicus
pacu caranha ou pacu
Plagioscion squamosissimus
pescada-do-piauí, corvina, south american silver croaker ou pescada-branca
Poecilia reticulata
guppy, lebistes, mexicano, gupi, rainbowfish, barrigudinho ou barrigudinho-mexicano
Prochilodus lineatus
sábalo, corimbatá, curimba, curimbatá, grumatã, carimbatá ou lamepiedras
Pygocentrus nattereri
piranha-vermelha, piranha-caju ou red pirana
Tetragonopterus argenteus
Sauá
Tilapia rendalli
tilápia, redbreast tilapia ou tilapia herbívora
Trachelyopterus lucenai
porrudo ou peñarol
Trichogaster trichopterus
tricogaster-azul, three spot gourami, opaline gourami, tricogaster, golden gourami, marbled gourami ou gourami
Embora espécies exóticas invasoras sejam um problema antigo e que a ciência das invasões biológicas tenha sido cunhada em 1958 por Charles Elton, com o livro , o tema é recente no Brasil e carece de atenção. Somente quando essas espécies deixaram de ser apenas um problema ambiental e passaram a ser pragas agrícolas, epidemias e também problemas econômicos expressivos é que estudos nessa área começaram a ser feitos (McNeely, 2001). Nos Estados Unidos, os prejuízos causados por espécies invasoras já chegam a 320 bilhões de dólares por ano (Pimentel , 2005). Algumas pesquisas científicas sobre espécies exóticas invasoras têm sido feitas no Brasil, em geral com foco em apenas algumas espécies. A principal iniciativa tomada até agora foi a formação de um banco de dados nacional para espécies exóticas invasoras, realizado pelo Instituto Hórus e The Nature Conservancy, em acordo com o Ministério do Meio Ambiente e parcerias de cientistas e técnicos em todo o Brasil. O banco de dados contém informação sobre taxonomia e características das espécies, porém o mais importante é o registro das espécies em si de sua ocorrência no país em termos políticos e ambientais. Essa iniciativa é fundamental para embasar tomadas de decisão governamentais no tocante a programas de prevenção e controle, de políticas públicas, regulamentação legal, divulgação, capacitação técnica e informação pública.
Cyprinus carpio
Um dos fatores que leva à dispersão de espécies exóticas invasoras é a falta de conhecimento e informação das pessoas. Trabalhos realizados nessa área precisam ser divulgados ao público em geral, não somente ao meio científico. Como exemplo da falta de informação, o estado do Paraná criou em 2007 uma portaria que institui uma lista oficial de espécies exóticas invasoras. Ao contrário do que muitas pessoas acharam, essa lista oficial não tem caráter proibitivo, mas sim de referência, sendo o objetivo maior indicar a necessidade de cuidados no uso das espécies listadas e a compreensão de que são espécies de alto risco. Entre as lacunas que criam dificuldades para se trabalhar nessa área estão a falta de registros científicos e a falta generalizada de conhecimento sobre espécies exóticas invasoras e seus impactos sobre ecossistemas naturais e a diversidade biológica.
Oncorhynchus mykiss
O que você pode fazer?
  1. Colete exemplares de espécies exóticas e crie registros para elas em instituições científicas e coleções de museus.
  2. Contribua com dados de ocorrência de espécies exóticas invasoras para a base de dados nacional de espécies exóticas invasoras através do correio eletrônico invasoras@institutohorus.org.br (local, município, ambiente, seus dados e outras informações de que dispuser).
  3. Ajude a informar as pessoas em todos os meios sobre os riscos e impactos da translocação de espécies entre bacias.
  4. Ajude a informar as pessoas sobre a necessidade de segurança nos criadouros de peixes para evitar escapes a ambientes aquáticos naturais.
  5. Direcione parte da pesquisa que você faz à resolução de problemas de invasão biológica.
  6. Direcione parte da pesquisa que você faz à definição de métodos de criação de espécies nativas para o desenvolvimento de mercados sustentáveis no futuro.
  7. Inclua o tema nas suas disciplinas para formarem profissionais mais conscientes e responsáveis.
  8. Dê apoio à formulação de políticas públicas e marcos legais que possam minimizar impactos de espécies exóticas invasoras.
Oreochromis niloticus

Vale a pena consultar: ExoticFish

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Semana do Meio Ambiente

Nessa semana do meio ambiente, nada mais justo do que lembrar do Click Árvore, o programa de reflorestamento da Mata Atlântica pela Internet. Lembrando que cada click, depois de cadastrado no site, corresponde ao plantio de uma árvore nativa, custeado por empresas patrocinadoras.

Faça sua parte!!


Para Refletir:
"Houve um incêndio na floresta e enquanto todos os bichos corriam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor: "Beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho?" E o beija-flor respondeu: "Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte".

Conheça o site:
www.clickarvore.com.br

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ciência

A mais velha mãe de que se tem notícia foi descoberta por um grupo de cientistas, em feito já considerado um dos mais importantes na história da paleontologia. O estudo, descreve um único embrião conectado à mãe pelo cordão umbilical.

Trata-se da mais antiga evidência de procriação de um vertebrado. O fóssil, com idade estimada de 380 milhões de anos, pertence a uma espécie até então desconhecida, de uma extinta classe de peixes com armadura que viveu no período Devoniano.



Placoderme

Mãe e filho eram placodermos, ou seja, pertenceram a um grande e diverso grupo de peixes que os cientistas estimam ter sido o mais primitivo entre os vertebrados com mandíbulas. Os placodermos, conhecidos como dinossauros dos mares, dominaram lagos e oceanos por cerca de 70 milhões de anos.
O fóssil foi encontrado na formação Gogo, no oeste da Austrália, em local que integrou um antigo recife de barreira entre 408 milhões e 355 milhões de anos atrás. A mãe tinha 25 centímetros de comprimento. O fóssil está em exibição no Museu Melbourne.
Os pesquisadores responsáveis pela descoberta deram à espécie o nome de Materpiscis attenboroughi, em homenagem ao renomado naturalista e documentarista inglês David Attenborough. Foi Attenborough quem, em 1979, primeiro chamou a atenção à formação Gogo.
No artigo, os cientistas destacam que a espécie apresentava “biologia reprodutiva notadamente avançada, comparável à dos modernos tubarões e raias”.



Grupo australiano descobre fóssil de vertebrado e filhote ligados por cordão umbilical, no mais antigo registro do tipo


Fósseis de vertebrados com o momento de procriar preservado são extremamente raros. O novo achado amplia o registro de tais casos em 200 milhões de anos. “É um dos fósseis mais extraordinários já descobertos. Trata-se não apenas da primeira vez que um embrião fossilizado é encontrado com uma corda umbilical, mas também do mais antigo exemplo conhecido de uma criatura dando à luz a outra”, disse John Long, do Museu Vitória, coordenador do estudo.
“A evidência de um espécime com cordão umbilical e embrião fornece à ciência o primeiro exemplo de fertilização interna, ou seja, de sexo. O que confirma que alguns placodermos apresentavam biologia reprodutiva avançada. Essa descoberta muda nossa compreensão sobre a evolução de vertebrados”, destacou.





O fóssil foi encontrado na região noroeste da Austrália

“Dizer que estou emocionado com a notícia é pouco. Estou extremamente lisonjeado que meu nome tenha sido dado a uma criatura tão surpreendente”, escreveu Attenborough em carta a Long.


Fonte: Agência FAPESP

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Atlantirivulus - novo subgênero de Rivulus

Atlantirivulus, novo subgênero de Rivulus Poey, é descrito para incluir um grupo de espécies bem definidas e isoladas geograficamente, endêmicas do leste do Brasil, anteriormente conhecido como o grupo de espécies Rivulus santensis. Ele inclui oito espécies, todas vivendo em ambientes da Mata Atlântica: Rivulus santensis Köhler, a espécie tipo do novo subgênero, Rivulus depressus Costa, Rivulus haraldiolii Berkenkamp, Rivulus janeiroensis Costa, Rivulus lazzarotoi Costa, Rivulus luelingi Seegers, Rivulus nudiventris Costa & Brasil e Rivulus simplicis Costa.


Atlantirivulus santensis "Bertioga" - macho

Atlantirivulus janeiroensis "Barra da Tijuca" - macho

Atlantirivulus simplicis "Jabaquara" - macho


Para conhecer mais do trabalho, consulte em:

Costa, W.J.E.M. Atlantirivulus, a new subgenus of the killifish genus Rivulus from the eastern Brazilian coastal plaines (Teleostei: Cyprinodontiformes: Rivulidae). Vertebrate Zoology v.58, p.45-48, 2008

Fotos: Gentilmente cedidas por Francisco Falcon - Killifish Brasil - The Blogger

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

1º Encontro e palestra de Aquapaisagismo de Campinas e Região.


Palestra de altíssimo nível com Rony Suzuki, André Longarço e Luca Galarraga da empresa Aquabase, todos reconhecidos mundialmente, oportunidade única de assistir uma montagem ao vivo de um aquário plantado pelo Rony Suzuki com participação de André e Luca.

Primeira parte do evento- Palestra Audio visual ministrada pelo Srº André Longarço e Luca Galarraga que abordará temas técnicos e teóricos, como tipos de substratos, iluminação, utilização de CO2, montagem e manutenção.

Segunda parte- Montagem prática de um aquário plantado pelo Rony Suzuki com participação especial de André e Luca da Aquabase.



  • Data: dia 14 de Junho de 2008
  • Horário: 14:00 às 18:00 hrs
  • Local: Hotel Diplomata Informações do Hotel para reservas:
  • Telefone: (19) 3721 7755 - Fax: (19) 3721 7776 - E-mail: reservas@diplomatahotel.com
  • Endereço: Rua Fernão Pompeu de Camargo, 900, Jardim do Trevo - Campinas- SP
  • Valor do ingresso- R$ 20,00 no cartão de crédito ou reserva e pagamento feito em depósito bancário ou em dinheiro diretamente em nossa loja física terá um desconto de 25% ou seja o valor será de R$ 15,00.
  • Vagas super limitadas.
  • Estacionamento- Gratuito
  • Incluindo Coffe Break, sorteio de vários produtos e distribuição de brindes para todos os participantes.

Palestrantes- Rony Suzuki e André Longarço(Aquabase)
Apoio:
  • Aquabase
  • Aquamagazine
  • Aquamazon
  • Arcádia
  • Atman
  • Boyu
  • Chácara Takeyoshi
  • Eheim
  • Marineland
  • Prodac
  • Tetra
  • Tropica
Maiores informações em: www.aquasn.com.br/

Fotos: Aquabase

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Nova espécie de Mocinha (Characidium heirmostigmata)

Cientistas brasileiros descrevem uma nova espécie do gênero Characidium na região sul do Brasil.

Characidium heirmostigmata é encontrado na drenagem superior do rio Paraná no sul do Brasil, e recebeu esta nomenclatura devido a uma série de marcas pretas nas laterais do corpo (Do grego heirmos = série e stigmata = marcas).


A espécie nova pode ser distinta de outros membros do gênero, exceto Characidium serrano, que possui de 8 a 11 barras oblíqua incompletas nas laterais do corpo, que estendem para cima e para baixo a partir da linha lateral e são independentes das 8 ou 9 barras transversais dorsais geralmente encontradas nas diversas espécies de Characidium.


Characidium heirmostigmata difere de Characidium serrano por possuir um corpo mais largo (12.2-15.7% contra 8.7-11/1% no comprimento padrão) e possuir poucas escamas perfuradas na linha lateral (32-35 contra. 37-39).


Para maiores informações, consulte o artigo completo: Graça, W.J., Pavanelli C.S. Characidium heirmostigmata, a new characidiin fish (Characiformes: Crenuchidae) from the upper rio Paraná basin, Brazil. Neotropical Ichthyology 6, pp. 53–56, 2008.

Fontes: Neotropical Ichthyology

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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