quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Nova espécie de Austrolebias

Austrolebias paucisquama, uma nova espécie de peixe anual é descrita da bacia do rio Vacacaí, tributário do rio Jacuí, Rio Grande do Sul, Brasil.

Descrita pelos ictiólogos brasileiros Julian Ferrer, Luiz Malabarba e Wilson Costa, a nova espécie pertence ao grupo Austrolebias alexandri, que apresenta duas apomorfias; pontos azuis claros e nadadeiras peitorais cinza escuro nos machos. Distingue-se das outras espécies do grupo pelo reduzido número de escamas ao redor do pedúnculo caudal (12) e pelo menor número de raios na nadadeira dorsal dos machos (17-21).

A ausência de órgãos de contato na superfície interior das nadadeiras peitorais nos machos e o padrão de colorido das fêmeas – flancos marrom claro com variável número de pontos pretos relativamente alongados distribuídos principalmente na porção posterior – distinguem Austrolebias paucisquama das outras espécies do gênero.

Seu nome é um termo que vem do Latim, onde pauci significa poucas e squama siguinifica escamas, em referência ao número reduzido de escamas encontrados no pedúnculo caudal, sendo seu nome uma junção dos dois termos.



Maiores informações:
Ferrer, J.; Malabarba, L.R., Costa, W.J.E.M. Austrolebias paucisquama (Cyprinodontiformes: Rivulidae), a new species of annual killifish from southern Brazil. Neotoprical Ichthyology 6, pp. 175–180, 2008.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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domingo, 10 de agosto de 2008

Nova espécie de Hyphessobrycon

Nova espécie de Hyphessobrycon

Uma nova espécie do gênero
Hyphessobrycon é descrita dos afluentes do rio Portuguesa, bacia do rio Orinoco, Venezuela.



Nomeada pelos ictiólogos brasileiros Ricardo Benine e Guilherme Lopes de Hyphessobrycon otrynus, a nova espécie apresenta como características marcantes, dois grandes ganchos ósseos curvos na nadadeira anal em machos adultos, uma listra escura que estende ao longo do septo horizontal, sendo mais intensa após o opérculo até o iníco da nadadeira anal, possuindo 19-21 raios na nadadeira anal que se irradia em "V" e 8 raios na nadadeira dorsal. Sua coloração em alcool é pálida, provavelmente sendo amarelada quando em vida.


FIGURE 2. Rio Portuguesa, Venezuela

Esta espécie é distinta dos congêneres restantes, com exceção de Hyphessobrycon diancistrus, que compartilha somente a presença dos dois grandes ganchos ósseos na nadadeira anal, presentes nos machos adultos dessa espécie também.
Otrynus, termo de origem grega que significa esporas ou ganchos, em referência aos dois grandes ganchos em forma de anzol na nadadeira anal.



Para saber mais:
Benine, R.C.; Lopes, G.A.M. A new species of Hyphessobrycon (Characiformes: Characidae) from rio Portuguesa, rio Orinoco basin, Venezuela. Zootaxa 1747, pp. 61-68.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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terça-feira, 29 de julho de 2008

Peixes ornamentais apreendidos no Pará

Mais de mil peixes ornamentais foram apreendidos na última quinta-feira (24) no aeroporto de Santarém (PA) por fiscais do Ibama.

Geophagus altifrons

A documentação para o transporte dos peixes não foi apresentada, nem há informações sobre a sua origem. Algumas espécies apreendidas estão ameaçadas de extinção, como o acari-zebra (Hypancistrus zebra), endêmico na bacia do Xingu, cuja comercialização é proibida. O responsável pela carga ilegal foi notificado e será autuado tão logo os peixes sejam contados e todas as espécies identificadas, o que é imprescindível para o cálculo do valor da multa.

Hypancistrus zebra

Os peixes estavam acondicionados em mais de 50 isopores que seriam embarcados para São Paulo. Devido às condições inadequadas de transporte, a impossibilidade de devolução dos animais ao seu hábitat em tempo hábil e todos os procedimentos de análise técnica para a soltura, vários dos animais morreram e serão incorporados a coleções zoológicas de institutos de educação e científicos, para serem utilizados em educação ambiental e pesquisa.

Rio Xingu



sábado, 26 de julho de 2008

Ciência

Peixe usa grunhido para assustar rivais

Já se sabia que algumas espécies, como o peixe-sapo, produzem sons para atrair fêmeas e espantar rivais, mas o estudo da equipe do professor Andrew Bass, da Universidade de Cornell, indica que a área do cérebro que controla a vocalização é extremamente primitiva."Ouvimos sapos coaxar, passarinhos cantar e ouvimos isso o tempo todo, estamos acostumados com isso. Mas acho que podemos dizer que a maioria das pessoas não sabe que peixes usam sons para comunicação social", disse Bass.

Peixe sapo - Antennarius pictus
O peixe-sapo, encontrado na costa dos Estados Unidos no Oceano Pacífico, se abriga em cavernas e emite ruídos durante horas para atrair fêmeas. As interessadas deixam ovas sobre o teto dos abrigos. O animal também defende o seu território com grunhidos e ruídos, que espantam outros machos.

Peixe sapo - Antennarius pictus
O circuito vocal descoberto pela equipe do professor Bass fica em um local e tem função muito semelhantes aos de anfíbios, aves e mamíferos. Essa semelhança pode indicar, segundo o estudo publicado na Science, que a estrutura vocal surgiu primeiro em um antepassado dos vertebrados atuais e então se espalhou para várias espécies.

Fonte: BBC


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Nova espécie de Apistogramma

Apistogramma barlowi sp. n. é descrita baseada em um total de 32 espécies de pequenos tributários do rio Ampiyacu, próximo a vila de El Pozo no Peru (71º 55' W e 03º 10' S).


Descrita pelos ictiólogos alemães Uwe Römer e Ingo Hahn, a espécie é um membro do complexo Apistogramma cacatuoides, sendo diferenciado de outras espécies por possuir a cabeça e a mandíbula relativamente grandes, a nadadeira caudal em forma de lira nos machos, que é dividida horizontalmente em duas zonas coloridas (lóbulo inferior amarelo e o lóbulo superior azulado), o início da nadadeira dorsal dos machos são prolongadas e a fêmea possui uma faixa distinta no corpo, iniciando atrás do opérculo e indo em direção as nadadeiras pélvicas.


O nome Barlowi, é em honra ao biólogo George Barlow, um notável ictiólogo da ultima década.
De acordo com os autores, a nova espécie parece ser limitado aos igarapés, tendo preferência por águas cristalinas e levemente ácidas à neutra, com uma temperatura perto de 29°C. As fêmeas mantém suas larvas protegidas na boca até as mesmas começarem a nadar livremente e os machos demonstram comportamento ameaçador a invasores.

Para saber mais sobre a espécie, consulte em:
Römer, U and I Hahn Apistogramma barlowi sp. n.: description of a new facultative mouth-breeding cichlid species (Teleostei: Perciformes: Geophaginae) from northern Peru. Vertebrate Zoology 58, pp. 49–66, 2008.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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domingo, 20 de julho de 2008

Descrição de uma nova espécie de Leporinus

Uma nova espécie do gênero Leporinus é descrita no rio Araguaia, nos estados do Mato Grosso e Goiás, Brasil.
Nomeada pelos ictiólogos brasileiros Heraldo Britski e José Birindeli de Leporinus venerei, em honra a Paulo César Venere, o primeiro conhecedor da nova espécie, a mesma vive em ambientes lênticos e lagoas marginais. Sua característica mais notável é sua fórmula dental 4/3, única entre as espécies do gênero que possuem fórmula dental 3/3, 3/4 ou 4/4. A nova espécie também pode ser reconhecida pela combinação das seguintes características: 36 a 37 escamas na linha lateral, 4/4,5 ou 4/5 séries de escamas na linha transversal, 16 series de escamas circumpedunculares, nadadeira anal ultrapassando a base dos raios inferiores da nadadeira caudal e presença de três manchas escuras ao longo da linha lateral.



A nova espécie compartilha com L. parae e L. lacustris corpo alto, boca terminal, nadadeira anal longa e escura, três manchas escuras na linha lateral pequenas, sendo as duas últimas, em especial a última, geralmente apagadas, e preferência por habitats lênticos.

Para saber mais:
Britski, H.A. and J.L.O., Birindelli Description of a new species of the genus Leporinus Spix (Characiformes: Anostomidae) from the rio Araguaia, Brazil, with comments on the taxonomy and distribution of L. parae and L. lacustris. Neotropical Ichthyology 6, pp. 45–51, 2008.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Nova espécie de Moenkhausia

Uma nova espécie de Moenkhausia é descrita no rio Jubá, um afluente do rio Sepotuba na bacia do alto rio Paraguai, e presente também no rio Juruena e de seu tributário, o rio Papagaio na bacia do alto rio Tapajós, no estado do Mato Grosso.

Moenkhausia cosmops. Foto de Leandro M. Sousa

Nomeada pelos ictiólogos brasileiros Flávio Lima, Heraldo Britski e Francisco Machado de Moenkhausia cosmops, a nova espécie apresenta como característica mais marcante o colorido único quando em vida: íris de colorido azul intenso na metade inferior, passando a dourado e esverdeado na metade superior, lábio vermelho vivo e opérculo em grande parte avermelhado, devido a transparência do osso, permitindo ver os filamentos branquiais. Cosmops derivado do grego Kosmos que significa ornamento e Opos que significa face, em alusão as suas características marcantes. A nova espécie é aparente relacionada ao grupo Moenkhausia oligolepis e Moenkhausia sanctaefilomenae, que é hipotetizado como também incluindo Moenkhausia pyrophthalma, Moenkhausia diktyota e Moenkhausia cotinho.


Moenkhausia cosmops. Foto AquaticQuotient

A ocorrência desta espécie nas cabeceiras do sistema do alto rio Juruena e alto rio Paraguai é congruente com a de outros táxons de peixes e indica que um processo de captura de rio relativamente recente aconteceu nessa região.


Localidade tipo de Moenkhausia cosmops. Foto de Flávio Lima

Mais informações em:
Lima, FCT, HA Britski, FA Machado A new Moenkhausia (Characiformes: Characidae) from central Brazil, with comments on the area relationship between the upper rio Tapajós and the upper rio Paraguai systems. Aqua, International Journal of Ichthyology 13: 45–54, 2007.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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sábado, 12 de julho de 2008

Nova espécie de Hyphessobrycon

Uma nova espécie do gênero Hyphessobrycon foi descrita no Brasil oriental. Nomeada pelo cientista alemão Axel Zarske de Hyphessobrycon khardinae, esta espécie é relacionada ao Hyphessobrycon rosaceus.

Hyphessobrycon khardinae sp. n. 39,4 mm MZUSP 98667

A espécie Hyphessobrycon khardinae é distinta de todos os membros gênero, por possuir uma combinação de dois a cinco dentes cúspides grandes no médiomaxilar, dois a três dentes tricúspides na fileira externa do pré-maxilar, cinco dentes cúspides na fileira interna do pré-maxilar médio. Possui também cerca de 31 a 34 escamas em séries longitudinais em um corpo relativamente profundo. Sua cabeça se apresenta relativamente curta, possuindo um ponto umeral triangular horizontalmente alongado, apresentando um de seus vértices se dirigindo em direção a sua cabeça.

Hyphessobrycon khardinae sp. n. 39,4 mm MZUSP 98667

A espécie é encontrada no rio Itaparana, no estado do Amazonas. A mesma recebeu este nome em homenagem a Natasha Khardina e Heiko Bleher, que coletaram vários exemplares da nova espécie juntamente com outras espécies do gênero Hyphessobrycon. parece ser restringido aos habitat do blackwater.

Hyphessobrycon khardinae sp. n. Foto: N. Khardina

Seu habitat parece ser restringido as aguas negras do rio Itaparana, sendo encontrado principalmente entre as folhas e raízes de plantas aquáticas e flutuantes dispostas no fundo arenoso do rio. Suas águas apresentam pH em torno de 6.15, condutibilidade em torno de 36 e temperatura em torno dos 25.9°C .

Hyphessobrycon khardinae sp. n. Foto: N. Khardina

Para mais informação, veja o artigo original:
Zarske, A. Hyphessobrycon khardinae sp. n. – ein neuer Blutsalmler aus Brasilien (Teleostei: Characiformes: Characidae). Vertebrate Zoology 58, p. 5–13, 2008.

Habitat de Hyphessobrycon khardinae sp. n. Foto: H. Bleher

Fonte: Vertebrate Zoology 58

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Aquário de São Paulo


O aquário de São Paulo será reinaugurado no dia 4 de julho e se tornará o maior oceanário da América Latina. Inaugurado há dois anos, em julho de 2006, inicialmente o complexo contava apenas com tanques de água doce.


Agora espaço ganhará um aquário de água salgada revestido de vitrines transparentes de acrílico de 500 metros, que permitem uma visão completa dos tubarões de mar aberto. Este será também o primeiro aquário temático da América Latina com réplicas em tamanho natural de um submarino da segunda guerra mundial, um naufrágio e o visual dos pólos terrestres. Haverá uma área com tanques de água doce, com peixes do Pantanal e da Amazônia. Já os de água salgada são divididos entre o Mangue, Praia, Costão Rochoso e Corredor Tropical.


O visitante também poderá ter a sensação de estar num navio naufragado no fundo do mar , com um milhão de litros de água salgada em cima do navio, tubarões e outros peixes.
O espaço também conta com atrações “secas” como um viveiro de aves, um ambiente com bonecos de dinossauros em tamanhos naturais que se movem e emitem som, uma reprodução da Estação Polar Brasileira- Comandante Ferraz (no Pólo Sul), um cinema 3-D e um museu de fósseis.



De segunda-feira a domingo das 10h às 18h. Aquário de São Paulo: R. Huete Bacelar, 407, tel: (11) 2273-5500. www.aquariodesaopaulo.com.br

Fonte: Época
Fotos: Aquário de São Paulo

sábado, 14 de junho de 2008

Invasões biológicas de peixes: um assunto urgente

Espécies exóticas são aquelas que se encontram fora de sua área de distribuição natural (Convenção de Diversidade Biológica, Decisão VI/23), por ações antrópicas diretas ou indiretas. Em ambientes aquáticos são mais comumente denominadas alóctones. O processo de introdução não ocorre necessariamente atravessando fronteiras políticas, mas sim de um bioma para outro dentro de um mesmo país e no caso específico de peixes de água doce, entre bacias ou subbacias hidrográficas.Além disso, ao considerar aspectos como o isolamento reprodutivo das populações e a integridade de seu patrimônio genético, mesmo os “repovoamentos” (reintroduções de organismos considerados nativos) devem ser realizados com cautela (Vitule , 2006).

Poecilia reticulata
Espécies exóticas se tornam invasoras quando representam uma ameaça a outras espécies, hábitats ou ecossistemas (Convenção de Diversidade Biológica, Decisão VI/23). Erradicar uma espécie exótica é possível, mas somente sob algumas circunstâncias e com resultados potencialmente imprevisíveis (Myers, 2000), especialmente quando se trata do meio aquático. A principal causa de introdução de espécies exóticas de peixes no Brasil é a piscicultura (Agostinho & Julio Jr.,1996; Orsi & Agostinho, 1999; Bizerril & Primo, 2001; Agostinho, 2005; Vitule, 2006; Casal, 2006), causa esta intensificada pela demanda indiscriminada dessa mercadoria, pela deficiência de mecanismos de registro, segurança e fiscalização nos criatórios e pesque-pagues. Outras causas de introdução são fins ornamentais, aquacultura (por rompimento de barreiras, rios e alagamentos), pesca desportiva e programas de “peixamentos” ou “repovoamentos”, que promovem ações de soltura de peixes exóticos em ambientes naturais ou artificiais.
Trichogaster trichopterus
As conseqüências de espécies exóticas invasoras nos ambientes invadidos incluem alteração do hábitat e da estrutura das comunidades naturais, introdução de doenças e/ou parasitas, hibridização e comprometimento da identidade genética das populações nativas, alterações tróficas, extinção de espécies nativas e principalmente perda de biodiversidade natural (Vitule, 2006). Entre os vertebrados, as introduções de espécies de peixes de água doce têm estado entre as causas mais numerosas e as espécies endêmicas de peixes estão entre as mais vulneráveis a estes eventos em todo o mundo, tendo como resultado sua extinção ou redução significativa em número (Crivelli, 1995).
Betta splendens
Na tabela a seguir apresenta-se uma lista de espécies exóticas invasoras de peixes no Brasil. As mais comuns encontram-se em destaque.


Nome Científico
Nome Comum
Abramites hypselonotus
piau-pedra e piau-tambaqui
Acanthurus monroviae
african surgeonfish, Monrovia doctorfish ou cirurgião
Aristichthys nobilis
carpa-cabeça-grande, bighead carp, amour à grosse tête, amour marbré, carpa cabeza grande, carpa cabezona ou marmorkarpfen
Astronotus crassipinnis
apaiari ou acará-açu
Astronotus ocellatus
apaiari ou acará-açu
Betta splendens
beta ou siamese fighting fish
Butis koilomatodon
durmiente e mud sleeper
Carassius auratus
peixinho-dourado, kinguio ou goldfish
Cichla monoculus
Tucunaré
Cichla ocellaris
tucunaré, peacock-bass, peacock-cichlid ou pavón
Clarias gariepinus
Bagre-africano, catfish, walking fish ou african catfish
Colossoma macropomum
tambaqui, cachama negra, pacu, gamitana, black-finned colossoma ou black-finned pacu
Ctenopharyngodon idella
carpa-capim, silver orfe ou grass carp
Cynopotamus kincaidi
saicanga, dientudo ou dentudo
Cyprinus carpio
carpa-comum
Hoplias lacerdae
tariputanga, trairaçu, trairão ou tararira
Hoplosternum littorale
cascudo, camboatá, hassar ou tamoatá
Ictalurus punctatus
bagre-do-canal
Lepomis gibbosus
perca-sol ou pumpkinseed sunfish
Micropterus salmoides
achigã, largemouth bass ou black bass
Odontesthes bonariensis
peixe-rei ou pejerrey
Omobranchus punctatus
muzzled blenny
Oncorhynchus mykiss
truta-arco-íris ou rainbow trout
Oreochromis macrochir
tilápia, longfin tilapia ou cachama
Oreochromis mossambicus
tilápia, mozambique-tilapia, mozambique-mouthbrooder, mosambik-maulbrüter
Oreochromis niloticus
tilápia-do-nilo, tilápia, nile tilapia ou nile-mouthbrooder
Oreochromis sp.
Tilápia
Pachyurus bonariensis
corvina de río, corvina ou maria-luiza
Phalloceros caudimaculatus
madrecita, dusky millions fish ou spottail mosquitofish
Phallotorynus victorae
barrigudinho, guaru, madrecita ou piky
Piaractus mesopotamicus
pacu caranha ou pacu
Plagioscion squamosissimus
pescada-do-piauí, corvina, south american silver croaker ou pescada-branca
Poecilia reticulata
guppy, lebistes, mexicano, gupi, rainbowfish, barrigudinho ou barrigudinho-mexicano
Prochilodus lineatus
sábalo, corimbatá, curimba, curimbatá, grumatã, carimbatá ou lamepiedras
Pygocentrus nattereri
piranha-vermelha, piranha-caju ou red pirana
Tetragonopterus argenteus
Sauá
Tilapia rendalli
tilápia, redbreast tilapia ou tilapia herbívora
Trachelyopterus lucenai
porrudo ou peñarol
Trichogaster trichopterus
tricogaster-azul, three spot gourami, opaline gourami, tricogaster, golden gourami, marbled gourami ou gourami
Embora espécies exóticas invasoras sejam um problema antigo e que a ciência das invasões biológicas tenha sido cunhada em 1958 por Charles Elton, com o livro , o tema é recente no Brasil e carece de atenção. Somente quando essas espécies deixaram de ser apenas um problema ambiental e passaram a ser pragas agrícolas, epidemias e também problemas econômicos expressivos é que estudos nessa área começaram a ser feitos (McNeely, 2001). Nos Estados Unidos, os prejuízos causados por espécies invasoras já chegam a 320 bilhões de dólares por ano (Pimentel , 2005). Algumas pesquisas científicas sobre espécies exóticas invasoras têm sido feitas no Brasil, em geral com foco em apenas algumas espécies. A principal iniciativa tomada até agora foi a formação de um banco de dados nacional para espécies exóticas invasoras, realizado pelo Instituto Hórus e The Nature Conservancy, em acordo com o Ministério do Meio Ambiente e parcerias de cientistas e técnicos em todo o Brasil. O banco de dados contém informação sobre taxonomia e características das espécies, porém o mais importante é o registro das espécies em si de sua ocorrência no país em termos políticos e ambientais. Essa iniciativa é fundamental para embasar tomadas de decisão governamentais no tocante a programas de prevenção e controle, de políticas públicas, regulamentação legal, divulgação, capacitação técnica e informação pública.
Cyprinus carpio
Um dos fatores que leva à dispersão de espécies exóticas invasoras é a falta de conhecimento e informação das pessoas. Trabalhos realizados nessa área precisam ser divulgados ao público em geral, não somente ao meio científico. Como exemplo da falta de informação, o estado do Paraná criou em 2007 uma portaria que institui uma lista oficial de espécies exóticas invasoras. Ao contrário do que muitas pessoas acharam, essa lista oficial não tem caráter proibitivo, mas sim de referência, sendo o objetivo maior indicar a necessidade de cuidados no uso das espécies listadas e a compreensão de que são espécies de alto risco. Entre as lacunas que criam dificuldades para se trabalhar nessa área estão a falta de registros científicos e a falta generalizada de conhecimento sobre espécies exóticas invasoras e seus impactos sobre ecossistemas naturais e a diversidade biológica.
Oncorhynchus mykiss
O que você pode fazer?
  1. Colete exemplares de espécies exóticas e crie registros para elas em instituições científicas e coleções de museus.
  2. Contribua com dados de ocorrência de espécies exóticas invasoras para a base de dados nacional de espécies exóticas invasoras através do correio eletrônico invasoras@institutohorus.org.br (local, município, ambiente, seus dados e outras informações de que dispuser).
  3. Ajude a informar as pessoas em todos os meios sobre os riscos e impactos da translocação de espécies entre bacias.
  4. Ajude a informar as pessoas sobre a necessidade de segurança nos criadouros de peixes para evitar escapes a ambientes aquáticos naturais.
  5. Direcione parte da pesquisa que você faz à resolução de problemas de invasão biológica.
  6. Direcione parte da pesquisa que você faz à definição de métodos de criação de espécies nativas para o desenvolvimento de mercados sustentáveis no futuro.
  7. Inclua o tema nas suas disciplinas para formarem profissionais mais conscientes e responsáveis.
  8. Dê apoio à formulação de políticas públicas e marcos legais que possam minimizar impactos de espécies exóticas invasoras.
Oreochromis niloticus

Vale a pena consultar: ExoticFish