terça-feira, 19 de maio de 2009

Três novas espécies do gênero Melanochromis


Três novas espécies do gênero Melanochromis são descritas na costa oriental do lago Malawi. Descrita pelos pesquisadores Gertrud Konings-Dudin, Adrianus Konings e Jay Stauffer Jr.; a mesmas foram nomeadas de M. kaskazini, M. wochepa e M. mossambiquensis.

Melanochromis kaskazini difere de seus congêneres pela coloração azul cobalto sem nenhuma listra colorida clara na região lateral do corpo nos machos, e a coloração branca nas fêmeas com uma nadadeira anal amarelo-alaranjada. Machos de M. lepidiadaptes possuem um padrão similar de coloração, mas diferem de M. kaskazini através de uma série de caráteres mensurais. Esta espécie era conhecida como Melanochromis sp. “northern blue”.

Melanochromis kaskazini

Observações ecológicas: Melanochromis kaskazini vive em profundidades de 5 a 40 metros, se alimenta de invertebrados e pequenos peixes. Em muitas localidades, foi visto através de mergulhos, geralmente solitários, sendo que em Makonde e Manda pequenos grupos foram vistos freqüentemente, sendo em sua maioria machos jovens e não se observou o territorialismo entre eles.
Distribuição: Melanochromis kaskazini foi encontrado na região nordeste do lago, entre Nkanda (9° 33.352’ S, 34° 6.479’ E) e Lundu (10° 42.535’ S, 34° 39.002’ E).
Etimologia: Kaskazini é um epíteto que significa “norte” em Kiswahili, a língua falada pelos habitantes da região de distribuição da espécie.

Melanochromis wochepa é distinto de seus congêneres pela combinação de um vômer íngreme-angular, coloração padrão azul sem listras brancas nos machos, fêmeas com uma faixa dorsal submarginal mais larga que a lista dorso e listras amarelas abdominais nunca que cobrem o abdômen por inteiro, e por uma série de caracteres mensurais. Esta espécie era conhecida como
Melanochromis dialeptos.

Melanochromis wochepa

Distribuição: Melanochromis wochepa é encontrado na região leste entre Nkhungu Point (12°
58.849’ S, 34° 45.814’ E) e o rio Lumessi (13° 8.987’ S, 34° 47.893’ E) em Moçambique.
Observações ecológicas: Seu habitat e comportamento são similares a M. auratus e M. dialeptos. Vive na região rochosa do lago, sendo encontrados normalmente solitários. Alimentam-se de algas e diatomáceas basicamente.
Etimologia: Um epíteto em oposição, que deriva da língua local Chinyanja, que significa “pequeno” referindo-se a pequeno tamanho dos adultos desta espécie.

Melanochromis mossambiquensis, é distinta de seus congêneres por uma combinação do vômer íngreme-angular, fêmea com uma listra preta média na lateral do corpo e uma dorso lateral mais estreita na margem da nadadeira dorsal, listras amarelas abdominais que não cobrem o abdômen e pontos pretos na nadadeira caudal. Machos possuem coloração marrom-negra com listras azuladas na lateral do corpo e outra na região da margem da nadadeira dorsal, e uma série de caracteres mensurais. Esta espécie era conhecida como Melanochromis sp. “auratus elongate”.

Melanochromis mossambiquensis

Distribuição: Melanochromis mossambiquensis ocorre entre Chuanga (12° 38.278’ S, 34° 47.264’ E) e Nkhungu Reef (12° 57.434’ S, 34° 45.498’ E) em Moçambique.
Observações ecológicas: Melanochromis mossambiquensis é muito comum em Minos Reef (localidade tipo) e geralmente habita locais intermediários entre rochas e areia. Machos adultos são normalmente solitários e raramente visto em grupos.
Etimologia: Refere-se a Moçambique, devido sua ampla distribuição na costa do lago desse pais.

Lago Malawi

Maiores informações em: Konings-Dudin, G; Konings, A. F.; Stauffer-Jr., J. R. Descriptions of three new species of Melanochromis (Teleostei: Cichlidae) and a redescription of M. vermivorus. Zootaxa 2076, pp. 37-59.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Uma nova espécie do gênero Gymnogeophagus

Uma nova espécie do gênero Gymnogeophagus é descrita dos rios Negro e Tacuarí, bacia do rio Uruguai. Descrito pelos ictiólogos uruguaios Iván González-Bergonzoni, Marcelo Loureiro e Sebastián Oviedo, a nova espécie foi denominada Gymnogeophagus tiraparae, distinguindo de seus congeneres pela presença dos seguintes caracteres: gibosidade adiposa na cabeça mais alta que a borda distal da nadadeira dorsal, gibosidade adiposa com perfil anterior vertical, se extendendo desde o lábio superior até a origem da nadadeira dorsal, duas séries de pintas azul celeste levemente ovaladas na parte proximal da nadadeira dorsal e uma série de linhas azul celeste nas porções posterior e distal da nadadeira, algumas vezes fusionadas com uma segunda série de pintas ovaladas e sempre apresentando um fundo vermelho entre as pintas, nadadeira caudal com pintas alinhadas verticalmente na borda distal. De acordo com esses caracteres e uma recente análise filogenética molecular, a nova espécie é proximamente relacionada à G. gymnogenys.


Coloração: Marrom na região dorsal do corpo nos adultos. Na maior parte do corpo é acastanhado com reflexos esverdeados, com o um grande mancha escura no dorso da cabeça e dois grandes pontos escuros no flanco do corpo. Machos adultos possuem o ventre amarelado e fêmeas adultas na cor oliva claro. Apresentam pontos azuis brilhantes pequenos e numerosos.
Corcunda adiposa, quando presente, com coloração acastanhada sem linha escura anterior ao olho, listra suborbital geralmente ausente ou difusa em machos reprodutivos. Nadadeira dorsal amarelada a avermelhada com pontos azuis, nadadeira caudal com cor avermelhada nos adultos, nadadeira peitoral hialina, nadadeira pélvica com listras azuis e nadaderia anal amarelada a avermelhada com pontos azuis espalhados.


Etimologia: Tiraparae se refere a María Luisa Tirapare, uma mulher Guaraní que fundou e desaáreceu desapareceu da cidade de San Borja del Yí (perto da primeira localidade onde a espécie nova foi encontrada), a última cidade nativa dentro da Terra Uruguaia, onde os nativos, os escravos africanos fugitivos, os gaúchos e outros estranhos viveram juntos.

Distribuição geográfica: Gymnogeophagus tiraparae é distribuído na bacia do médio rio Negro, incluindo os tributários principais (bacia do rio Uruguai) e no río Tacuarí (bacia da Laguna Mirim)


Notas ecológicas: As localidades onde a espécie nova foi coletada estão em grandes rios com águas desobstruídas, com fundo arenoso ou rochoso, e pouca vegetação.

Para saber mais:
González-Bergonzoni, I. ; Loureiro M. ; Oviedo, S. A new species of Gymnogeophagus from the río Negro and río Tacuarí basins, Uruguay (Teleostei: Perciformes) Neotropical Ichthyology, 7(1):19-24, 2009.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

sábado, 18 de abril de 2009

Uma nova espécie de Jupiaba

Uma nova espécie do gênero Jupiaba é descrita do rio Curuá, um tributário do rio Iriri, bacia do rio Xingu, Pará, Brasil.
Descrita pelos ictiólogos brasileiros José Birindelli, Angela Zanata, Leandro Sousa e André Netto-Ferreira, a nova espécie foi denominada Jupiaba kurua, diferindo de seus congêneres pela combinação única de dentes com cúspides aproximadamente de mesmo tamanho, dentes do dentário gradualmente menores posteriormente e pelo colorido, que consiste em manchas escuras na base da maioria das escamas laterais do corpo, mancha umeral alongada e inconspícua, e mancha caudal redonda e conspícua , e 21 a 24 raios ramificados na nadadeira anal. A nova espécie é similar e possivelmente táxon irmão de J. meunieri. Comentários sobre o endemismo da fauna de peixes do alto rio Curuá são fornecidos.


Coloração: Corpo e cabeça que tendem a empalidecer abaixo da linha lateral, sendo mais escuro cima desta. Nadadeira dorsal e adiposas alaranjadas; peitorais, pélvicas, anais e caudais amarelas. Nadadeira anal com uma faixa escura próximo do ponto de origem. Olhos negros em sua maioria, com exceção da região superior que é vermelha.

Dimorfismo sexual: Ganchos ósseos nas nadadeira pélvica e anal nos machos analisados.


Etimologia: kurua, proveniente da língua do tupi, uma alusão a localidade tipo, o rio Curuá. Um substantivo na justaposição.


Distribuição geográfica: Jupiaba kurua é encontrada no alto rio Curuá, acima das duas grandes quedas na Serra do Cachimbo. O rio Curuá é um tributário do rio Iriri, um dos grande tributário do baixo rio Xingu. Coleções feitas abaixo as cachoeiras indicam que a espécie nova pode ser restringida à parcela isolada do rio acima das quedas.


Notas ecológicas: O rio Curuá é um rio de águas límpidas e transparentes. A análise do estômago de seis espécimes revelou a presença de formigas; pequenas vespas; ninfas; larvas de diptera; larvas, crisálidas e adultos de Chironomus; escamas de Characiformes; raios de nadadeira; algas filamentous; sedimento; fragmentos não identificados de inseto e fragmentos vegetais não identificados. Os fragmentos vegetais e algas eram os alimentos principais encontrados nos espécimes examinados, adicionados a presença de insetos aloctones e outros autóctones; sugere que a espécie Jupiaba kurua seja onivora, com uma plasticidade considerável em sua dieta. A larga escala de alimentos na dieta da espécie sugere que ela explore os recursos disponíveis ao longo da coluna d'água.


Para saber mais:
Birindelli, J.L.O.; Zanata, A. M.; Sousa, L. M.; Netto-Ferreira, A. L. New species of Jupiaba Zanata (Characiformes: Characidae) from Serra do Cachimbo, with comments on the endemism of upper rio Curuá, rio Xingu basin, Brazil. Neotropical Ichthyology, 7(1):11-18, 2009.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

sábado, 11 de abril de 2009

Uma nova espécie de Leporinus

Uma nova espécie do gênero Leporinus é descrita do rio Curuá, um tributário do rio Iriri, bacia do rio Xingu, na Serra do Cachimbo, Pará, Brasil.
Descrita pelos ictiólogos brasileiros José Birindelli e Heraldo Britski, a nova espécie foi denominada
Leporinus guttatus, sendo diagnosticada pelo padrão de colorido que consiste de oito a dez manchas escuras arredondadas sobre a linha lateral e mais 20 a 40 manchas menores sobre o corpo, fórmula dental 3 a 4, boca subinferior a inferior, 37 a 38 escamas na linha lateral, 3-4 séries transversal de escamas e 12 séries de escamas circumpedunculares. A nova espécie se assemelha a L. octomaculatus e L. reticulatus da bacia do alto Tapajós, e L. marcgravii e L. microphthalmus do rio São Francisco e rio Paranaíba, respectivamente. Com base em espécimes recentemente coletados, L. reticulatus é rediagnosticada como tendo um crescimento alométrico do focinho.


Coloração:
Corpo apresentando coloração marrom. Cabeça e corpo gradualmente mais escuro acima da linha longitudinal da boca. Corpo com círculo oito a dez manchas escuras ao longo da linha lateral, três delas ligeiramente maiores e mais conspícuas (uma abaixo da inserção posterior da nadadeira dorsal, outra na origem da nadadeira anal eouta no pedúnculo caudal), além de diversas (aproximadamente 20 a 40) manchas menores dispersaram sobre o corpo. Espécimes menores, com até 80 milímetros de comprimento padrão, possuem poucas manchas (em torno 20) e essas menores dão forma a uma ou duas séries irregulares acima e duas ou três séries irregulares abaixo das manchas na lateral do corpo (Fig. 1b). Espécimes maiores, de 90 milímetros de comprimento padrão, com mais manchas (ao redor 40) e essas são menos numerosas, dando a forma de dois a três séries irregulares abaixo e acima das manchas na lateral do corpo (figo. 1a). As superfícies ventral da cabeça e do corpo são amareladas, sem cromatóforos. A nadadeira adiposa apresenta uma margem escura quando o animal está em vida, e as nadadeiras restantes são praticamente hialinas, com poucos cromatóforos ao longo das margens dos raios. A coloração em vida do espécime se apresenta como a fig. 2.



Etimologia:
Guttatus, um adjetivo do latim, significado manchado, na alusão à presença das manchas escuras e dispersas no corpo, que são mais numerosas nesta espécie de Leporinus do que outras conhecidas no gênero.



Distribuição geográfica:
Leporinus guttatus é encontrado no alto Curuá, acima das grandes quedas da Serra do Cachimbo. O rio Curuá é um tributário do rio Iriri, um grande tributário do baixo rio Xingu. A ausência de L. guttatus das coleções feitas abaixo das cachoeiras, indica que a nova espécie pôde ser restringida a área do rio isolada acima das quedas.



Notas ecológicas:
Os espécimes de Leporinus guttatus foram capturados em um córrego de água cristalina próximo das cachoeiras ou em uma enseada acima de uma cachoeira. Os peixes foram capturados normalmente com redes e durante o pôr do sol.




Para saber mais:
Birindelli, J. L. O.; Britski, H. A. New species of the genus Leporinus Agassiz (Characiformes: Anostomidae) from the rio Curuá, rio Xingu basin, Serra do Cachimbo, Brazil, with
comments on Leporinus reticulatus. Neotropical Ichthyology, 7(1):1-10, 2009

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Nova espécie do gênero Labrisomus


Uma nova espécie do gênero Labrisomus é descrita no arquipélago de Fernando de Noronha no nordeste do Brasil. Descrita pelos pesquisadores Ivan Sazima, Alfredo Carvalho-Filho, João Gasparini e Cristina Sazima; a mesma foi nomeada de Labrisomus conditus.


Difere de seus congeneres do Atlântico oeste pela seguinte combinação de caracteres: Cirro da nuca quando comprimido não alcança a origem da nadadeira dorsal, 68 a 75 escamas na linha lateral, primeiro e segundo espinho ligeiramente mais curtos na nadadeira dorsal. Pontos pálidos sobre o corpo de coloração azulada quando em vida, ponto escuro opercular com a margem pálida, larga, incompleta e difusa (alaranjado em vida).


A nova espécie é um bottom-dweller (habitante bentônico) e territorial em costas rochosas, sendo encontrado entre algas e fendas em profundidades de 0,5 a 6 metros de profundidade. É a quinta espécie descrita dentro do gênero Labrisomus encontrado no Atlântico oeste.


Etimologia. Do latim conditus = escondido, uma alusão a esta espécie que não tinha sido identificada.


História natural: Labrisomus conditus é um habitante bentônico e territorial de costões rochosos, sendo encontrado entre algas e fenda. Fêmeas juvenis da espécie são frequentemente encontradas em substratos arenosos perto de rochas. A espécie se alimenta principalmente de crustáceos e moluscos. Os machos na época de reprodução atraem as fêmeas indicando a cabeça avermelhada e as faixas escuras em um fundo mais claro.


Para saber mais:

SAZIMA, I.; CARVALHO-FILHO, A.; GASPARINI, J.L.; SAZIMA, C. A new species of scaly blenny of the genus
Labrisomus (Actinopterygii: Labrisomidae) from the tropical West Atlantic. Zootaxa 2015: 62-68, 2009.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

domingo, 29 de março de 2009

Uma nova espécie do gênero Corumbataia

Um nova espécie do gênero Corumbataia é descrita da bacia do alto rio Tocantins na Chapada dos Veadeiros, Goiás, Brasil central.
Descrita pelo ictiólogo brasileiro Tiago Carvalho, a nova espécie recebeu o nome de Corumbataia veadeiros. A mesma se diferencia das demais espécies do gênero Corumbataia pela ausência de um tufo de odontódeos alongados no supraoccipital; canal infraorbital entrando na série infraorbital e pelo padrão de colorido da nadadeira caudal, que é composto por barras verticais escuras.

Coloração em álcool - Coloração marrom na superfície dorsal e lateral da cabeça e no corpo uma coloração claro ao marrom escuro. A cabeça e o corpo apresentam áreas quase despigmentadas no ventre, com exceção da região próxima a nadadeira anal. Superfície dorsal da cabeça mais escura que a do corpo e margem ventral lateral da cabeça amarelada. Uma linha escura ao longo do corpo acima da linha lateral e a maioria das nadadeiras hialinas, outras com cromatóforos.

Dimorfismo sexual - Caracterizado pela presence de uma papilla urogenital, logo após o ânus de alguns machos, contra a ausência das papilas nas fêmeas. Machos adultos possuem uma borda maior na superfície dorsal e o primeiro raio com um diâmetro maior na nadadeira pélvica.
Distribuição - Corumbataia veadeiros é encontrada no tributaros do Rio das Almas e Ribeirão dos Bois, ambos tributários do rio Paranã, bacia do rio Tocantins, Goiás, Brazil.

Variação Geográfica - As populações do Rio das Almas e Ribeirão dos Bois diferem na escala morfométrica e na pigmentação. A população do Ribeirão dos Bois possuem o pedúnculo caudal mais alto (12.3–13.3% vs. 10.0–11.9% do comprimento padrão do corpo na população do Rio das Almas) e um focinho longo (53.1–60.2% com uma média de 56.7% vs. 49.2–55.2% com uma média de 51.9% da altura padrão na população do Rio das Almas). A população do Ribeirão dos Bois é relativamente mais escura que a do Rio das Almas.
Etimologia - O epíteto veadeiros refere-se a Chapada dos Veadeiros, uma formação caracterizada por platos planos, situados ao sul dos tributários da nova espécie descoberta.


Para saber mais:

CARVALHO, T. P. A New Species of Corumbataia (Siluriformes: Loricariidae: Hypoptopomatinae) from Upper Rio Tocantins Basin, Central Brazil. Copeia, No. 3, 552–557, 2008.
Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

domingo, 15 de março de 2009

Apistogramma - Grupos e subgrupos

O gênero Apistogramma possui uma longa história evolutiva, que data do Pleistoceno, período compreendido entre 2 milhões à 11 mil anos atrás aproximadamente. Este gênero, assim como tantos outros, suportaram a era do gelo, que embora não afetasse diretamente seu habitat pelo frio, esta alterou o regime hídrico dos rios, baixando o nível dos mares a mais de 100 metros e secando a bacia amazônica. Ao baixar as temperaturas, diminuia a pluviosidade e a selva tropical retrocedia a apenas zonas isoladas, de onde evoluiram a maioria dos grupos de iriam formar o gênero Apistogramma. Estes ecossistemas evoluiram de forma independente e se adaptaram aos seus ecossitemas particulares. Nos períodos interglaciais, a tempertura aumentava, e se descongelavam grandes massas de agua, e consequentemente a selva crescia, aumentando o tamanho da bacia amazônica. O rio Amazonas encontrou a "saída" para o oceano, e diversas espécies que estavam "ilhadas" no interior das matas preservadas durante a era do gelo, começaram sua expansão simultânea. Acredita-se que as primeiras espécies do gênero seriam monogâmicas, com uma coloração muito parecida com o subgrupo Apistogramma commbrae, apresentando um dimorfismo sexual muito menos marcado do que as espécies que surgiriam posteriormente durante a evolução do gênero.

Apistogramma agassizii

Estas espécies ancestrais do subgrupo A. commbrae e os outros subgrupos do grupo A. regani foram expandindo-se. O subgrupo A. caetei se expandiu para o nordeste da costa atlântica. O subgrupo A. regani se expandiu para o médio e baixo amazonas. A. pleurotaenia do subgrupo A. resticulosa migrou para o sul, e o resto do subgrupo migrou para oeste, na amazônia boliviana. Sua extensão ocorreu no médio Amazonas primeramente e depois para o baixo Amazonas. Uma ou mais espécies do subgrupo A. resticulosa migrou para sudoeste. Destes, surgiu A. borelli no rio Paraguai. Os antecessores do subgrupo A. eunotus proveêm do subgrupo A. regani. Estes migraram desde o médio Amazonas, para oeste do Amazonas peruano.
O grupo A. sp. "Rotpunkt" eo grupo A. macmasteri proveêm do subgrupo A. eunotus. O grupo A. steindachneri proveêm do subgrupo A. regani.
O grupo A. balzfleck é o mais difícil de saber sua procedência, situando-se entre o grupo A. steindachneri e o grupo A. pertensis, sendo que o número de poros infraorbitais indica que são espécies mais evoluidas.
O grupo A. pertensis proveêm do grupo A. steindachneri, do grupo A. balzfleck e do subgrupo Ap. regani. O grupo A. pertensis é o único que formam espécies primitivas e espécies evoluidas.
O grupo A. diplotaenia proveêm provavelmente do subgrupo A. iniridae, que também tem afinidade com o subgrupo A. elizabethae. O grupo A. agassizii também proveêm do subgrupo A. iniridae. O subgrupo A. iniridae também originou o grupo A. gibbiceps. Do grupo Ap. gibbiceps se formou o grupo A. cacatuoides, e este o grupo A. trifasciata.
O seguinte agrupamento foi proposto baseado em diferentes características, como a forma do corpo, a forma das nadadeiras, o tamanho, a coloração e o comportamento.
Algumas espécies se encontram distribuídas por amplas regiões, outras são endêmicas, e uma mesma espécie apresenta várias colorações, varaindo de acordo com seu habitát.

Apistogramma baenschi

Atualmente existem 75 espécies descritas do gênero Apistogramma. Cerca de 100 espécies diferentes estão distribuídas por toda as drenagens tropicais da América do Sul, algumas dessas não descritas na literatura. É provável que parte dessas espécies não descritas, sejam variações geográficas de outras espécies conhecidas. Com tantas espécies conhecidas, com certeza existe um grande potencial para que este número expanda drasticamente, pois o género Apistogramma foi dividido em várias espécie-grupos. Meinken (1962) erigiu os grupos de espécie baseados em diâmetros do olho e em comprimentos diferentes do focinho. Embora se pensasse que este era um agrupamento artificial, estes dados permaneceram a base para identificar o gênero Apistogramma por quase 20 anos. Kullander (1980) propôs um agrupamento mais natural do gênero, baseado em muito mais caracteres compartilhados. Alistou 7 espécie-grupos e diversas espécies que não eram então assinalávéis aos espécie-grupos. Schmettkamp (1982) era o primeiro a reconhecer que cada espécie-grupo teve uma distribuição regional, propondo 9 espécie-grupos a mais. Koslowski (1985) publicou uma lista de espécie-grupos, sendo a maioria usada até hoje. Igualmente subdividiu alguns espécie-grupos que chamam estas divisões de “complexos”.


Apistogramma borelli


Todos estes autores usam o termo “complexo” para referir uma série de espécies derivadas de uma única espécie ancestral (monofiletismo). Kullander e Koslowski, entretanto, reconhecem a possibilidade que alguns de seus grupos não serem monofiléticos, mas parecem estreitamente relacionados. Os “complexos” de Koslowski são subgrupos que compartilham um número maior de caractéres externos comuns.

Grupos e Subgrupos do gênero Apistogramma

1) Agassizii.
2) Borelli
3) Cacatuoides.
4) Gibbiceps.
5) Macmasteri.
6) Pertensis.
7) Regani.
8) Steindachneri.
9) Trifasciata.
10) Balzfleck
11) Diplotaenia
12) Rotpunkt

1) Grupo A. agassizii.

Características: corpo comprimido lateralmente, faixa longitudinal contínua e escura, se estenden ao pedúnculo, possuindo detalhes em azul irridescente sobre o inicio do labio superior. As fêmeas na época de reprodução perdem sua faixa horizontal, possuindo pontos grandes proporcionais na metade de seu corpo. Possuem 3 poros sensitivos infraorbitais, que os convertem em espécies mais adaptadas (evoluídas). Este grupo possui traços comuns com o subgrupo A. iniridae.


Apistogramma pulchra

1.1) Subgrupo agassizii, composto por:

A. agassizii
A. cf. agassizii Alenquer
A. . agassizii Madeira
A. cf. agassizii Pastel/Rio Tapiche
A. cf. agassizii Purus
A. cf. agassizii Tapajós
A. cf. agassizii Tocantins
A. cf. agassizii Trombetas
A. gephyra
A. cf. gephyra Branco
A. cf. gephyra Curua
A. sp. Tefé

Características: nadadeira caudal lanceolada e arredondada, dorsal extensa e contraiada. Distribuida ao longo de todo região amazônica.

1.2) Subgrupo bitaeniata, composto por:

A. bitaeniata

A. cf. bitaeniata Lago Januari
A. cf. bitaeniata Porto Velho
A. bitaeniata Tefé
A. aff. bitaeniata (Koslowski)
A. sp. Orangeflossen/Orange-fins

Características: possuem na nadadeira caudal raios mais largos em ambos extremos (lira), e na dorsal os primeros e últimos raios são consideravelmente mais largos. Tem uma faixa abdominal larga por baixo da linha lateral. Distribuida ao longo das drenagens de aguas negras no Peru, Brasil e Colombia.


Apistogramma bitaeniata

1.3) Subgrupo elizabethae, composto por:

A. elizabethae
A. mendezi
A. paucisquamis
A. sp. Gelbwangen
A. sp. Langstreifen/Long-striped

Características: nadadeira caudal em forma de lira, e a nadadeira dorsal é alta e serrada. Este subgrupo possui traços com o subgrupo A. iniridae, do que com os outros 2 subgrupos anteriores. Distribuídas no rio Negro.


2)Grupo A. borelli.

A. borelli
A. sp. Opal

Características: integra um grupo com forma exclusiva no momento, e alguns autores mencionan que poderia ingresar no grupo A. sp. "Río Paraguay III". Possui nadadeira caudal e dorsal de grandes proporções, caudal redondeada, a faixa horizontal em zig zag (recordar que Apistogramma = linha irregular). Posuui 3 poros infraorbitais. Distribuídas no estado do Mato Grosso, rios Paraguai, Paraná; sendo encontrado até Corrientes, Argentina.

Apistogramma elizabethae

3) Grupo A. cacatuoides.

Características: corpos comprimidos lateralmente, nadadeiras em forma de lira. Os machos possuem labios relativamente grandes e carnosos. As fêmeas na época de reprodução perden sua faixa horizontal, tendo um ponto de grandes proporções na metade de seu corpo, nadadeiras dorsal com os primeiros raios maiores.

3.1) Subgrupo cacatuoides, composto por:

A. cacatuoides
A. cf. cacatuoides Juruá
A. cf. cacatuoides Manacapuru
A. cf. cacatuoides Putumayo
A. luelingi
A. juruensis
A. cf. juruensis Schwarzkinn/Black-chin
A. martini
A. staecki
A. cf. staecki Guaporé

Características: nadadeira caudal truncada, marcada com linhas laterais e no abdomem com linhas em zig zag. Dsitribuídas em rios de águas claras da Bolívia, Peru e no rio Juruá no Brasil.

3.2) Subgrupo nijsseni, composto por:

A. nijsseni
A. atahualpa
A. norberti
A. panduro
A. Payaminosis
A. sp. Arlequin
A. sp. Inca/Inka
A. sp. Juruá
A. sp. Maulbrüter/Brustband
A. sp New sunset
A. sp zwilling
A. sp oregon
A. martini

Características: nadadeira caudal arredondada, ausência total ou parcial nos exemplares adultos da faixa horizontal. Os machos adultos possuem uma borda na nadadeira caudal. Distribuídos nas águas negras de Equador, Peru e Colômbia.


Apistogramma cacatuoides

4) Grupo gibbiceps.

Características: amplas barras na diagonal na região abdominal, os machos possuem uma nadadeira caudal em forma de lira. Possuem 3 poros infraorbitalais. Distribuídos do médio ao alto rio Negro, baixo e médio rio Branco e a bacia do Orinoco.

4.1) Subgrupo gibbiceps composto por:

A. gibbiceps
A. roraimae
A. sp. Breitbinden/Broad-banded
A. cf. sp. Breitbinden São Gabriel

Características: corpo mais alto, nadadeira dorsal estreita e baixa. Distribuídos no medio rio Negro e no rio Branco.

4.2) Subgrupo personata composto por:

A. personata
A. cf. personata Mitú

Características: mais alargado e comprimido lateralmente que o subgrupo gibbiceps, labios grandes nos machos. As linhas abdominais se apresentam muito marcadas, sendo um dado bem confiável. Considera-se A. sp. "Breitbinden" como una especie ponte entre o subgrupo personata e o grupo cacatuoides. Distribuídas no Orinoco, Uapés no Brasile Vaupés na Colômbia.


Apistogramma gibbiceps

5) Grupo A. macmasteri.

Características: corpos alargados e robustos, as fêmeas na época de reprodução apresentam tons amarelos e brilhantes, desenvolvem um padrão mais ou menos parecido a um tabuleiro de xadrez, con uma linha negra no ventre. Os machos possuem a nadadeira caudal arredondad; dorsal média, ampla e serrada; a faixa horizontal em forma de zig zag. Todas as espécies são distribuídas na bacia do rio Orinoco na Venezuela e Colômbia.

5.1) Subgrupo hoignei composto por:

A. hoignei
A. sp. Caura
A. sp. Tamé
A. sp. Schuppenfleck/Scale-spot

5.2) Subgrupo macmasteri composto por:

A. macmasteri
A. guttata
A. hongsloi
A. cf. hongsloi Gold
A. cf. hongsloi Rotstrich/Red-streak
A. cf. hongsloi Venezuela 1
A. cf. hongsloi Venezuela 2
A. viejita
A. sp. Albertini
A. sp. Hochflossen
A. sp. Schwarzkehl/Black-throat
A. sp. Tamara


Apistogramma viejita

6) Grupo A. pertensis.

Características: corpo alto, com uma faixa horizontal larga e escura. As fêmeas na época reprodutiva, apresentam tons amarelos e menos brilhantes que as de outros grupos, e um ponto na zona media do seu corpo. É um grupo original no sentido que possui espécies denominadas primitivas e ancestrais, com especies mais adaptadas. Distribuidas na bacia do rio Negro, alto Orinoco e baixo Amazonas.

6.1) Subgrupo A. iniridae composto por:

A. iniridae
A. brevis
A. pulchra
A. sp. aff. pulchra Abacaxis
A. sp. aff. pulchra Xingu
A. cf. pulchra Branco
A. uaupesi
A. velifera
A. sp. Blutkehl/Cutthroat
A. sp. Içana
A. sp. Felsen/Rock
A. sp. Putzer/Cleaner
A. sp. Rotkeil/Red-wedge
A. sp. Wilhelm

Características: todas as espécies, são as mais adaptadas, contando com 3 poros infraorbitais. Debaixo da faixa horizontal, apresentan outras linhas escuras na diagonal. Com excessão de A. iniridae, o resto contam com nadadeira caudal em forma de lira.


Apistogramma steindachneri


6.2) Subgrupo A. pertensis composto por:

A. pertensis
A. cf. pertensis Upper Negro Lancetail
A. meinkeni
A. cf. meinkeni Pimental
A. parva A. sp. Erdfresser/Earth-eater
A. sp. Igarape-Ira
A. sp. Mitú
A. sp. Rio Vaupes
A. sp. Vierstreifen/four stripes

Características: 4 poros infraorbitais, que os converte em espécies ancestrais ou primitivas. Exceto sua linha horizontal, não apresentan outras linhas escuras.

7) Grupo A. regani.

Características: é o maior grupo em quantidade de espécies que o integram, se diferenciam por possuir um corpo pequeno, a faixa horizontal finaliza no pedúnculo com uma figura similar a um trapezio, e barras verticais escuras. Este grupo possui as espécies maiss primitivas do gênero Apistogramma, onde o dimorfismo sexual é relativamente menos evidente.

Apistogramma sp. BREITBINDEN


7.1) Subgrupo A. caetei composto por:

A. caetei
A. cf. caetei Guamá
A. cf. caetei Marajó
A. piauensis
A. sp. Araguaia/red-face
A. sp Paraguay
A. sp. Parati
A. sp. Rotwangen/Red-cheeks
A. sp. Xingu/Red Lobes

Características: de corpo robusto e mais pequeno que os outros subgrupos, possuem linha diagonal por embaixo da linha horizontal.

7.2) Subgrupo commbrae composto por:

A. commbrae
A. inconspicua
A. linkei
A. cf. linkei (Guggenbühl)
A. similis
A. sp. Yellow-chest

Características: ponto peduncular grande quase quadrado, sobre o final da sétima barra vertical. Se considera esta espécies a mais primitiva do grupo Regani. Todas estas espécies habitam o rio Paraguai e afluentes, principalmente na Bolivia e zonas circundantes.

Apistogramma paucisquamis


7.3) Subgrupo eunotus composto por:

A. eonotus
A. cf. eunotus (Chang)
A. cf. eunotus (Römer)
A. cf. eunotus Orangeschwanz/Orange-tail
A. cf. eunotus Santa Ana
A. cf. eunotus Shahuaya
A. cf. eunotus Spitzkopf/Pointed-head
A. cruzi
A. moae
A. sp. Nanay
A. sp. Orangestreifen/Orange-stripes
A. sp. Parallelstreifen/Parallelstriped
A. sp. Peixoto
A. sp. Putumayo/Algodon II

Características: corpo robusto e ligeiramente mais alto, com a faixa horizontal mais larga que os demais subgrupos. Os machos no geral possuem estrias laranjas na nadadeira caudal, e totalmente distinto dos outros subgrupos é um ponto laranja na inserção das nadadeiras peitorais. Possui sua distribuição na "amazonas peruana", que comprende o Peru, uma região mais ocidental do Brasil, nordeste equatoriano e sudeste colombiano.

7.4) Subgrupo regani composto por:

A. regani
A. cf. regani Belem

A. cf. regani Trombetas

A. geisleri

A. cf. geisleri Parintins

A. gossei
A. ortmani
A. cf. ortmani Cuyuni/Tumeremo

A. sp. Amapá

A. sp. Amapá Bitter I “96”
A. sp. Belem

A. sp. Gelbwangen/Yellow-cheeks

A. sp. Masken/Tiger-stripe
A. cf. sp. Masken (Juruá)

A. sp. São Gabriel
A. sp. Smaragd/Emerald


Características: nos exemplares juvenis e nas fêmeas, apresentam sete barras verticais. Possuem tamanho médio. Distribuídas no médio e baixo Amazonas.

Apistogramma mendezi


7.5) Subgrupo A. resticulosa composto por:

A. resticulosa
A. cf. resticulosa Abuna
A. cf. resticulosa Aripuana
A. cf. resticulosa Humaita
A. cf. resticulosa Mamoré Blue
A. cf. resticulosa Porto Velho
A. acrensis A. pleurotaenia
A. taeniata
A. taeniata Alenquer
A. taeniata Arapiuns
A. taeniata Blauglanz/Blue-Sheen
A. taeniata Curuá
A. taeniata Curuá-Una
A. taeniata Lower Tapajos
A. taeniata Trombetas
A. tucuruí
A. cf. tucuruí Yellow-head
A. urteagai A. sp. Abuna
A. sp. Blaukopf/Blue-had/Steel-blue
A. sp. Rio Branco
A. sp. Wangenflecken/Cheeks Stripes

Características: corpo pequeno, com uma linha fina e em zig zag. Os machos possuem coloração azul ao longo do corpo Distribuídas no sul do rio Amazonas.

Apistogramma maciliensis

8) Grupo A. steindachneri.

A. steindachneri
A. hippolytae
A. rupunuri
A. cf. rupunuri Anauá
A. cf. rupunuri Rio Siapa
A. sp. Rio Preto do Candeias
A. sp. Zweifleck
A. sp. Zweipunkt/Two spot

Características: corpo comprimido lateralmente e estatura mediana. Os machos apresentam comportamentos polígamos; formando verdadeiros harens em seu território. Os raios da nadadeira dorsal são uniformes, e a nadadeira caudal é truncada. As barras verticais podem ser observadas somente em exemplares assustados, stressados, etc. Possuem 3 poros infraorbitais. Distribuidas na Guyana, Suriname e Brasil.

Apistogramma trifasciata


9) Grupo A. trifasciata.

A. trifasciata
A. cf. trifasciata Guaporé
A. maciliensis
A. arua
A. erythrura

Características: possuem muitas características do grupo cacatuoides, possuiendo coropo menor, alargado e comprimido, com a nadadeira caudal arredondada. Os machos são polígamos. Distribuídos nos rios Paraguai, Paraná, Guaporé e Mamoré, na Argentina, Brasil, Bolivia e Paraguai.

Apistogramma erythrura

10) Grupo A. wapisana

É um grupo intermediário entre o grupo A. steindachneri e A. pertensis. Possui 3 poros infraorbitais, mas exibem características físicas de espécies primitivas, nadadeira dorsal baixa, nadadeira caudal arredondada, e sem nenhum dimorfismo sexual. São espécies pequenas, com no máximo 4,5 cm. O macho é ligeiramente menor que a fêmea. Distribuídos na região superior do rio Negro e rio Branco. A. wapisana, A. sp. Chao, A. sp. Felsen, A. sp. Minima, A. sp. Orangesaum/Orange-rimmed, A. sp. Pimental, A. sp. Tiquié, A. sp. Weißsaum/White-rimmed

11) Grupo A. diplotaenia

São de tamanho pequeno e alongdos, com a nadadeira caudal arredondada e nadadeira dorsal baixa. Possuem uma dubla faixa lateral que recobre todo seu corpo e 3 poros infraorbitais. Distribuídas no rio Negroe seus afluentes.

A. diplotaenia
A. sp. Gabelband/Fork-band
A. sp. Miua

Apistogramma arua

12) Grupos A. sp Rotpunkt

Este grupo forma uma ligação entre o grupo A. macmasteri e o subgrupo A. eunotus. As fêmeas deste grupo desenvolvem na época de reprodção tons amarelos pigual a um tabuleiro de xadrez, característicado grupo A. macmasteri. Os machos possuem a nadadeira dorsal ligeiramente alargada e não serrada, e a nadadeira caudal é arredondada. São espécies primitivas, possuem 4 poros infraorbitais. Distribuídas no rio Orinoco e sudeste da Amazônia colombiana.

A. sp. Rotpunkt/Redspot
A. sp. Montanita
A. sp. Morado/Purple
A. sp. Papagei/Parrot/Algodon I
A. sp. Pebas A. sp. Puerto Nariño
A. sp. Schwarzsaum/Black-rimmed

Referências
Aquaciclidos
FishBase
Dr. Pez forum
Phylogeny

Fotos
Cínthia Emerich
Erivaldo Casado
Harun
Pedro Mesquita
Ricardo Britzke
Valnei Brunelli
Vicent Toh

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
© Copyright 2009 ©