segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nova espécie de Hemigrammus

Uma nova espécie de Hemigrammus é descrita da bacia do rio Tiquié, um afluente do rio Uaupés, sistema do alto rio Negro, Amazonas, Brasil. Descrita pelos ictiólogos Flávio Lima, e Leandro Souza como Hemigrammus yinyang. A nova espécie pode ser facilmente diagnosticada de todas as congêneres pela presença, em vida, de uma mancha alaranjada, situada entre as duas manchas umerais, imediatamente à frente e ligeiramente acima da segunda mancha umeral. Além disso, a nova espécie pode ser diferenciada de todas suas congêneres, com exceção de H. haraldi, H. luelingi, H. neptunus, H. ocellifer, H. pretoensis e H. pulcher, pela presença de duas machas umerais. Ela pode ser distinguida de todas estas espécies por não possuir uma mancha escura no pedúnculo caudal (vs. mancha no pedúnculo caudal presente). É proposto um grupo monofilético dentro de Hemigrammus, englobando a espécie nova, junto a Hemigrammus ocellifer, H. neptunus, H. guyanensis, H. luelingi, H. pulcher e H. haraldi, baseado na presença compartilhada de derivado arranjo de ganchos na nadadeira anal de machos maduros e em algumas características de pigmentação.
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Uma discussão sobre a presença e arranjo de ganchos na nadadeira anal no gênero Hemigrammus e nos gêneros Parapristella e Petitella é apresentada, baseado num extenso exame de espécimes pertencentes a esses gêneros. É hipotetizado que a associação entre ganchos na nadadeira anal e tecido denso presumivelmente secretório, encontrado em todas as espécies examinadas de Hemigrammus, Parapristella,Petitella e Hyphessobrycon, é um mecanismo para facilitar a ruptura das paredes celulares e provocar, em conseqüência, a liberação das secreções celulares.
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Etimologia: Yin Yang é uma representação do príncipio da dualidade, o conceito tem sua origem no Taoismo da China antiga, base da filosofia e metafísica da cultura desse país. Yin, no chinês, significa original mente “sunless”, como lado do norte de uma montanha, e como um conceito evoluído para personificar o elemento escuro, passivo, feminino, correspondendo à noite, o inverno, água, e a terra. Yang significa original mente “sunny”, como o lado do sul de uma montanha, e ela veio personificar o elemento brilhante, ativo, masculino, correspondendo ao dia, o verão, ar e o fogo. Todas as forças na natureza são expressões do yin e dos estados de yang.  A nova espécie é nomeada na alusão as complementares manchas humerais alaranjada e negra, que são reminiscentes do diagrama de Taiji, a representação do estado do absoluto não diferenciado, abrangendo o yin e as qualidades de yan.
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Para saber mais: Lima, F.C.T.; Sousa, L.M. (2009) A new species of Hemigrammus from the upper rio Negro basin, Brazil, with comments on the presence and arrangement of anal-fin hooks in Hemigrammus and related genera (Ostariophysi: Characiformes: Characidae). Aqua, International Journal of Ichthyology 15, pp. 153–168.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

domingo, 13 de setembro de 2009

Os gêneros Farlowella e Sturisoma

Classificação científica

Ordem  Siluriformes
Família Loricariidae - Rafinesque, 1815
Subfamília Loricariinae - Bonaparte, 1831
Tribo Harttiini -  Isbrücker, 1979


Farlowella Eigenmann & Eigenmann, 1889.

Espécie tipo: Acestra acus Kner,1853. Holótipo: NMW 47795, Venezuela, Caracas.

Gênero: feminino.

O gênero Farlowella é
amplamente distribuído nas bacias dos rios Amazonas, Orinoco, Paraná, e rios litorâneos da Guiana, existindo atualmente 26 espécies válidas descritas.
Apresentam corpo delgado e com um focinho pronunciado, cor acastanhada com duas listras escuras laterais que começam na ponta do focinho, passando sobre olhos e terminam na cauda, sendo interrompidos frequentemente no pedúnculo caudal. Seu corpo possui forma semelhante a um galho fino de madeira.

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 Farlowella sp.

 As espécies habitam áreas de água de fluxo lento, ficando imóveis em galhos submersos, onde se camuflam nesse meio. Alguns espécimes também podem ser encontrados em correntezas de riachos, sobre rochas e galhos submersos. Em seu hábitat natural, alimentam-se principalmente de algas.

O dimorfismo sexual inclui odontodes hipertrofiados
nos machos ao longo das laterais do focinho, ou na cabeça de espécies com o focinho curto. Os ovos são colocados em superfícies verticais abertas, como vegetação ou rochas submersas, em uma única camada que são guardados pelo macho.
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 Farlowella sp.

Análises filogenéticos morfológico e moleculares colocam o gênero Farlowella como gênero irmão de Sturisoma. Este relacionamento é suportado pelo dimorfismo sexual e estratégias de reprodução, que são idênticas em ambos gêneros.

Etimologia: Uma homenagem a William Gilson Farlow, um botânico americano famoso da Universidade de Harvard, cujo o trabalho principal foi estudar as algas, o alimento favorito desses peixes.
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William Gilson Farlow
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Espécies: 
Farlowella acus  (Kner, 1853)
Farlowella altocorpus  Retzer, 2006    
Farlowella amazonum  (Günther, 1864)
Farlowella colombiensis  Retzer & Page, 1997  
Farlowella curtirostra  Myers, 1942     
Farlowella gracilis  Regan, 1904     
Farlowella hahni  Meinken, 1937               
Farlowella hasemani  Eigenmann & Vance, 1917     
Farlowella henriquei  Miranda Ribeiro, 1918                 
Farlowella isbruckeri  Retzer & Page, 1997                     
Farlowella jauruensis  Eigenmann & Vance, 1917        
Farlowella kneri  (Steindachner, 1882)   
Farlowella mariaelenae  Martín Salazar, 1964     
Farlowella martini  Fernández-Yépez, 1972             
Farlowella nattereri Steindachner, 1910      
Farlowella odontotumulus  Retzer & Page, 1997                     
Farlowella oxyrryncha  (Kner, 1853)     
Farlowella paraguayensis  Retzer & Page, 1997     
Farlowella platorynchus  Retzer & Page, 1997     
Farlowella reticulata  Boeseman, 1971            
Farlowella rugosa  Boeseman, 1971            
Farlowella schreitmuelleri  Ahl, 1937           
Farlowella smithi  Fowler, 1913    
Farlowella taphorni  Retzer & Page, 1997                     
Farlowella venezuelensis  Martín Salazar, 1964     
Farlowella vittata  Myers, 1942
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Sturisoma Swainson, 1838.

Espécie tipo: Loricaria rostrata Spix & Agassiz, 1829. Rios brasileiros. Holótipo perdido.

Gênero: neutro.

As espécies do gênero Sturisoma são distribuídas extensamente nas bacias Trans-andina, do Panamá até a Colômbia; e nas bacias Cis-andinas, Amazonas, Orinoco e Paraguaí.  No momento, quinze espécies válidas são reconhecidas.

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 Sturisoma aureum

Habitam águas de fluxo rápido, onde exista galhos e troncos submersos abundantes. O dimorfismo sexual inclui odontodes hipertrofiados nas laterais da cabeça dos machos. Como o gênero Farlowella, as espécies de Sturisoma colocam seus ovos em superfícies verticais abertas, como vegetação ou rochas submersas, que são guardados pelo macho. Em seu hábitat natural se alimenta de algas que crescem em pedras e troncos.

Um neótipo tem ser designado ainda para a espécie tipo Sturisoma rostratum,  pois o holótipo foi destruído durante a segunda guerra mundial. A designação do Neótipo é necessária para se conhecer a localidade tipo, que não é  especificada e pode pertence a qualquer uma das diversas espécies atualmente reconhecidas. Sturisoma e Farlowella são grupos irmãos
, onde o dimorfismo sexual e a estratégia reprodutiva são comparáveis em ambos os gêneros e tendem a corroborar os dados morfológicos e moleculares.
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Sturisoma aureum - casal e ovos

Etimologia: Do alemão sturio, que significa esturjão + do grego soma, que significa corpo.

Espécies:
Sturisoma aureum (Steindachner, 1900)              
Sturisoma barbatum (Kner, 1853)           
Sturisoma brevirostre (Eigenmann and Eigenmann, 1889)         
Sturisoma dariense (Meek and Hildebrand, 1913)          
Sturisoma festivum Myers, 1942             
Sturisoma frenatum (Boulenger, 1902)               
Sturisoma guentheri (Regan, 1904)        
Sturisoma kneri (De Filippi in Tortonese, 1940)                
Sturisoma lyra (Regan, 1904)    
Sturisoma monopelte Fowler, 1914       
Sturisoma nigrirostrum Fowler, 1940    
Sturisoma panamense (Eigenmann and Eigenmann, 1889)        
Sturisoma robustum (Regan, 1904)       
Sturisoma rostratum (Spix and Agassiz, 1829) 


Referências:
COVAIN, R., FISCH-MULLER, S. 2007. The genera of the Neotropical armored catfish subfamily Loricariinae (Siluriformes: Loricariidae): a practical key and synopsis. Zootaxa, 1462: 1-40.  
GHAZZI, M.S. (2005) Sturisoma kneri, new species, a name for an old yet poorly-known catfish (Siluriformes: Loricariidae). Copeia, 2005, 559–565.
ISBRÜCKER, I. J. H. (1979) Descriptions préliminaries de nouveaux taxa de la famille des Loricariidae, poissons-chats cuirassés néotropicaux, avec un catalogue critique de la sous-famille nominale (Pisces, Siluriformes). Revue française d'Aquariologie Herpetologie v. 5 (no. 4) (1978): 86-117.
MONTOYA-BURGOS, J.-I., MULLER, S., WEBER, C. & PAWLOWSKI, J. (1998) Phylogenetic relationships of the Loricariidae (Siluriformes) based on mitochondrial rRNA gene sequences. In: Malabarba, L.R., Reis, R.E., Vari, R.P., Lucena Z.M.S. & Lucena, C.A.S. (Eds.) Phylogeny and Classification of Neotropical Fishes. Edipucrs Porto Alegre, Porto Alegre, Brazil, pp. 363–374.
RAPP PY-DANIEL, L.H. (1997) Phylogeny of the Neotropical armored catfishes of the subfamilly Loricariinae (Siluriformes:Loricariidae). Unpublished Ph. D. Thesis, University of Arizona, Tucson, 280 pp.
REIS, R.E., KULLANDER, S.O. & FERRARIS, C.J. Jr. (2003) Check List of the Freshwater Fishes of South and Central America, Edipucrs Porto Alegre, Porto Alegre, Brazil, 742 pp.
 
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Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O gênero Moenkhausia

O gênero Moenkhausia foi proposto originalmente por Eigenmann (1903) para abrigar a espécie Tetragonopterus xinguensis (STEINDACHNER, 1882). Eigenmann (1917) apresentou uma melhor definição para o gênero Moenkhausia, com base na presença de duas fileiras paralelas de dentes pré-maxilares, cinco ou mais dentes na fileira interna do pré-maxilar, linha lateral completa, e nadadeira caudal recoberta por escamas até o meio dos lobos.
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Moenkhausia dichroura
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Devido à falta de uma análise filogenética detalhada, os caracteres propostos por Eigenmann, permanecem como os únicos diagnósticos para o gênero, sendo usados atualmente para definir as novas espécies dentro do gênero Moenkhausia (BENINE et al. , 2004; GÉRY e ZARSKE, 2004; ZARSKE et al. , 2004; LIMA e BIRINDELLI, 2006; BERTACO e LUCINDA, 2006).
Moenkhausia pittieri
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O gênero Moenkhausia possui 65 espécies atualmente consideradas válidas, sendo amplamente distribuídas nas bacias cis-andinas, com exceção da Patagônia. Sua maior diversidade se encontra nas bacias Amazônica e das Guianas (LIMA et al. , 2003).
Moenkhausia cosmops
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A grande diversidade morfológica dentro de Moenkhausia tem levado à sugestão de que esse gênero provavelmente seja um grande grupo parafilético (FINK, 1974; COSTA, 1994; WEITZMAN e PALMER, 1997), por compartilhar diversas características com outros gêneros dentro de Characidae, embora também seja possível que existam grupos naturais neste gênero, segundo Benine (2004).
Moenkhausia melogramma
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O gênero foi primariamente incluído na subfamília Tetragonopterinae (EIGENMANN, 1917) e agora é considerado incertae sedis em Characidae (LIMA et al. , 2003) devido a dificuldades na identificação de caracteres diagnósticos e no estabelecimento das relações filogenéticas entre as espécies do gênero com as demais desta subfamília.
Moenkhausia phaenota
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Géry (1977) propôs três grupos de espécies em Moenkhausia com base principalmente no número de escamas acima e abaixo da linha lateral e altura do corpo como uma ferramenta mais conveniente para a identificação de suas espécies, porém sem nenhum embasamento filogenético. De acordo com a hipótese de Benine (2004), o gênero Moenkhausia pertence a um agrupamento parafilético, onde existem espécies relacionadas aos gêneros Bario, Hemigrammus, Astyanax e a gêneros ainda não descritos até o momento.
 Moenkhausia sanctaefilomenae

 
Etimologia do gênero

Moenkhausia - Em homenagem ao professor William J. Moenkhaus da Universidade de Indiana, e colaborador do Museu Paulista em São Paulo..


 
Carl H. Eigenmann (1863-1927)
 



Referências
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BENINE, R. C. Análise filogenética do gênero Moenkhausia (Characiformes: Characidae) com uma revisão dos táxons do alto Rio Paraná. Tese de doutorado não publicada, 358 pp., 2004. Universidade Estadual Paulista, São Paulo, Brasil.
BERTACO, V. A.; LUCINDA, P. H. F. Moenkhausia pankilopteryx, a new species from rio Tocantins drainage, Brazil (Ostariophysi: Characiformes, Characidae). Zootaxa, 1120: 57-68, 2006.
EIGENMANN, C. H. The American Characidae [Part 1]. Mem. Mus. Comp. Zool., 43: 1-102, 1917.
FINK, W. L.; WEITZMAN, S.H. The so-called Cheirodontin fishes of Central America with description of two new species (Pisces, Characidae). Smithsonian Contributions to Zoology, (172): 1–46, 1974.
GÉRY, J. Characoids of the world. Neptune City. T.F.H. Publications, Inc. Ltd. 672 p, 1977.
GÉRY, J ZARSKE, A. Moenkhausia heikoi n. sp., a new tetra (Teleostei: Ostariophysi: Characiformes: Characidae) from the Rio Xingú basin, Brazil, with a supplementary description of the genus type species. Aqua, Journal of Ichthyology and Aquatic Biology v. 9 (no. 1): 29-43, 2004
LIMA, F. C. T.; BIRINDELLI, J. L. Moenkhausia petymbuaba, a new species of characid from the Serra do Cachimbo, Rio Xingu basin, Brazil (Characiformes: Characidae). Ichthyologycal Exploration of Freshwaters, 17(1): 53-58, 2006.
LIMA, F. C. T.; MALABARBA, L. R.; BUCHUP, P. A.; DA SILVA, J. F. P.; VARI, R. P.; HAROLD, A.; BENINE, R. C.; OYAKAWA, O. T.; PAVANELLI, C. S; MENEZES, . N. A.; LUCENA, C. A. S.; REIS, R. E.; LANGEANI, F.; CASATTI, L.; BERTACO, V. A.; MOREIRA, C. R.; LUCINDA, P. H. F. Genera Incertae Sedis in Characidae. Pp. 106-169. Em: Reis, R. E., S. O. Kullander & C. J. Ferraris, Jr. (eds.), Check List of the Freshwater fishes of South and Central America. Edipucrs, Porto Alegre, 2003, 729 pp.
WEITZMAN, S.H.; PALMER, L. A new species of Hyphessobrycon (Teleostei: Characidae) from the Neblina region of Venezuela and Brazil, with comments on the putative 'rosy tetra clade'. Ichthyological Exploration of Freshwaters, 7: 209-242, 1997.
ZARSKE, A.; GÉRY, J.; ISBRÜCKER, I. J. H. Moenkhausia rara sp. n. – eine neue, bereits bestands-gefährdete Salmer-Art (Teleostei: Characiformes: Characidae) aus Surinam und Französisch Guayana mit einer ergänzenden Beschreibung von M. simulata (Eigenmann in Pearson, 1924). Zoologische Abhandlungen (Dresden), 54: 19-30, 2004.
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Fotos
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José Sabino
Leandro Souza
Lagayi
Reinaldo Uherara
Ricardo Britzke

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Kryptolebias ocellatus

Entre os vertebrados, somente a espécie Kryptolebias marmoratus ( Caribe e Flórida) era a única conhecida como autofecundante.
 
Kryptolebias ocellatus - adulto

Em um estudo envolvendo análises genéticas (microsatélites), mostraram que a espécie Kryptolebias ocellatus, encontradas na regiões de mangues com água doce (do Rio de Janeiro a Santa Catarina) também é uma espécie de fertilização externa. Foi provado que 97% dos indivíduos da espécie são geradas de maneira solitária, ou seja, um único indivíduo se auto-fecunda. Analisando K. caudomarginatus e K. brasiliensis, não foram encontradas nenhuma evidência de auto-fecundação entre elas, apenas em K. ocellatus.

Esses resultados indicam que a origem da auto-fecundação provavelmente surgiu no ancestral comum das duas espécies, o clado marmoratus-ocellatus, sendo estimado em cerca de 2 milhões de anos atrás, através das sequências de DNA e microsatélites mitocondrial.

 Kryptolebias ocellatus - Juvenil


Para saber mais:
TATARENKOVA, A.; LIMA, S.M.Q.; TAYLORr, D.S.; AVISE, J. C. Proc Natl Acad Sci USA 106:14456-14459, 2009.
Fotos:

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Família Callichthyidae

A família Callichthyidae é encontrada em toda a América Neotropical, sendo conhecidas como peixes-gatos blindados devido à presença de duas séries longitudinais de placas em cada lado do corpo que lhes conferem uma armadura óssea. Possuem grande variação de tamanho onde, por exemplo, algumas espécies de Corydoras alcançam cerca de 20 milímetros e a espécie Hoplosternum littorale, cresce até aproximadamente 160 milímetros de comprimento padrão. O gênero Corydoras é um dos mais diversos e mais conhecidos por aquaristas de todo o mundo.

Corydoras aeneus

A maioria das espécies de Callichthyidae são bentônicos, e comem principalmente invertebrados aquáticos como microcrustáceos e insetos, inclusive detritos vegetais. Esta família possui mais de 160 espécies agrupada em oito gêneros.

Aspidoras pauciradiatus

Os representantes dessa família habitam uma variedade de hábitats diferentes, desde pequenos riachos de águas rápidas e oxigenadas, até rios de grande porte, incluindo também poças e locais pantanosos, onde o oxigênio pode ser praticamente ausente. Para sobreviver nestes hábitats, estes usam o intestino como um órgão respiratório acessório, onde o ar é coletado na superfície da água e engolido, e eventualmente é expelido através do ânus.

Scleromystax barbatus

Ao contrário dos peixes-gatos das famílias Loricariidae e Trichomycteridae que praticam a respiração aérea somente em caso do hipóxia, a família Callichthyidae respira o ar continuamente sob todas as condições da água. Entretanto, o ar engolido tem um papel mais importante na manutenção do contrapeso hidrostático do que na respiração, contribuindo com o aproximadamente 75% do ar necessário para a flutuabilidade.

Dianema urostriatum

Os hábitos reprodutivos da família são muito variados e interessantes. Os gêneros Aspidoras, Corydoras e Scleromystax, como a maioria dos siluriformes, colocam seus ovos em rochas, folhas ou outras superfícies. Megalechis, Lepthoplosternum, Hoplosternum e Dianema, possuem um comportamento interessante, construindo ninhos de flutuação a base de espuma e restos vegetais.
Megalechis thoracata

A família Callichthyidae apresenta muitas características derivadas, sendo as mais interessantes o canal sensorial da linha lateral reduzido com 1 a 6 placas; canal sensorial do pré-opérculo não conectado ao ramo pré-opercular; ossos infra orbitais expandidos como placas; segundo infra orbital com uma expansão laminar interna, dando forma à parede posterior da órbita; pré-maxilar sem dentes; dentário com um processo mediano para a inserção do músculo inter mandibulares; abertura lateral da bexiga de gás parcialmente fechado por uma expansão oca (para uma lista completa de sinapomorfias e caracteres veja Brito, 2003; Reis, 1993, 1997). Esta família é reconhecidamente monofilética, sustentada por diversas características derivadas, apresentando duas subfamílias, Callichthyinae Hoedeman, 1952 e Corydoradinae Hoedeman, 1952, cada uma suportada por diversas sinapomorfias.

Hoplosternum littorale

Distribuição geográfica
Esta família é endêmica da América Neotropical, sendo encontrada em diversas drenagens como Paraná-Paraguai, São Francisco, Amazonas, Orinoco, Maracaibo, Magdalena e bacias costeiras atlânticas no Brasil. Apresentam uma grande diversidade principalmente na drenagem Amazônica.

Callichthys callichthys

Referências
Britto, M. R. 2003. Phylogeny of the subfamily Corydoradinae Hoedeman, 1952 (Siluriformes: Callichthyidae), with a definition of its genera. Proceedings of the Academy of Natural Sciences of Philadelphia 153: 119-154.
Burgess, W.E. 1987. Corydoras and related catfishes - a completeintroduction. T.F.H. Publications, Neptune City, 128p.
Burgess, W.E. 1989. An atlas of freshwater and marine catfishes. A preliminary survey of the Siluriformes. T.F.H. Publications,Neptune City, 784p.
Pinna, M.C.C. 1992. A new subfamily of Trichomycteridae (Teleostei, Siluriformes), lower Loricarioid relationships, and a discussion on the impact of additional taxa for phylogenetic analysis. ZoologicalJournal of the Linnean Society, 106:
Reis, R.E. 1997. Revision of the Neotropical catfish genus Hoplosternum(Ostariophysi, Siluriformes, Callichthyidae), with the description of two new genera. Ichthyol. Explor. Freshwaters, 7(4):299-326

Fotos
Cinthia Emerich
Ricardo Britzke
Ricardo Kobe
Teq
Wesley Danes

Agradecimentos
Leandro Villa Verde

Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

terça-feira, 30 de junho de 2009

Uma nova espécie de Hemigrammus

Uma nova espécie do gênero Hemigrammus é descrita de afluentes do igarapé Juruti Grande e do rio Arapiuns, baixo rio Amazonas, Estado do Pará, Brasil. Descrita pelos ictiólogos Flávio Lima, Wolmar Wosiaki e Cristiane Ramos como Hemigrammus arua, a nova espécie pode ser facilmente diagnosticada de todos seus congêneres, exceto H. stictus (Durbin), por possuir uma única, grande mancha umeral que se estende da quinta ou sexta escamas à margem posterior da oitava à décima escama da linha lateral. Ela pode ser distinguida de H. stictus por possuir uma extensão da mancha umeral pronunciada e anteriormente orientada, o que lhe confere uma forma de vírgula invertida e por possuir um padrão de colorido distinto em vida.


Coloração em vida: Corpo com coloração marrom da cor de terra. Área opercular, ossos faciais e área abdominal dourada esverdeada brilhante até a base da nadadeira peitoral. Área ventral abaixo da base da nadadeira peitoral prateada. Nadadeiras dorsais, adiposas, caudais, e anais de coloração alaranjado-avermelhadas intenso. Nadadeiras pélvicas amareladas e nadadeiras peitorais translúcidas.


Dimorfismo sexual: Não detectado. Ganchos ósseos na nadadeira anal e pélvicas nos machos maduros não foram encontrados, uma das características mais comuns entre os caracídeos.

Distribuição geográfica: Encontrado no alto rio Arapiuns (rio Branco e rio Aruã), bacia do rio Tapajós


Notas ecológicas: Os espécimes de Hemigrammus arua foram coletados em áreas marginais rasas, com abundantes macrófitas aquáticas, emergentes e não emergentes. Foram encontrados no intestino dos mesmos, larvas de inseto (formas aquáticas e terrestres), insetos e vegetal.

Etimologia. Arua faz alusão a localidade tipo do espécime, um substantivo na justaposição.


Para saber mais: LIMA, F. C. T. ; WOSIACKI, W. B. ; RAMOS, C. Hemigrammus arua, a new species of characid (Characiformes: Characidae) from the lower Amazon basin, Brazil. Neotropical Ichthyology, v. 7, p. 153-160, 2009.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nova espécie de Moenkhausia

Uma nova espécie do gênero Moenkhausia é descrita no rio Sepotuba, bacia do rio Paraguai, Brasil. Descrita pelos ictiólogos brasileiros Ricardo Benine, Tatiane Mariguela e Cláudio de Oliveira, a nova espécie foi denominada Moenkhausia forestii. Essa nova espécie é diagnosticada de seus congêneres por caracteres relacionados ao padrão de colorido do corpo, número de escamas da linha lateral, grau de desenvolvimento dos poros sensoriais na linha lateral e número de séries de escamas acima e abaixo da linha lateral.
Uma análise molecular usando sequências parciais do gene mitocondrial Citocromo Oxidase I de espécimes representativos da nova espécie e espécimes pertencentes a espécies morfologicamente similares demonstrou que M. forestii é facilmente diferenciada por sua elevada distância genética e por sua posição na hipótese filogenética obtida pelo método de máxima parcimônia. A análise de três amostras de M. oligolepis também revelou que estas apresentam distâncias genéticas elevadas e pertencem a grupos monofiléticos distintos, sugerindo que esta espécie corresponda a um complexo de espécies e não uma única espécie.


Coloração: Prata escuro a amarelado (dependendo do grau de retenção da guanina). Cromatóforos escuros concentram-se na margem das escamas, tendo como resultado o padrão reticulado conspícuo. Região dorsal mais escura do que flancos. Região umeral com a mancha triângular. Poucos cromatóforos escuros dispersos nos infraorbitais e opérculo. Listra fina e escura que estende ao longo da metade posterior do corpo. Nadadeira caudal com uma mancha escura. Pedúnculo caudal com muitos pigmentos escuros dispersos, tendo como resultado uma mancha conspícua e uma área mais clara antes. Nadadeira dorsal com a pigmentação escura dispersa, concentrada mais na metade anterior. Nadadeira anal com pigmentação escura dispersa.


Distribuição geográfica: Moenkhausia forestii é encontrada no rio Sepotuba. Este é um tributário do alto Paraguaí.


Etimologia: Forestii, epíteto específico, em honra a Fausto Foresti, por suas contribuições para o conhecimento da genética de peixes.

Dimorfismo sexual: Ganchos ósseos nas nadadeira anal nos machos.



Para saber mais: Benine, R.C.; Mariguela, T.C.; Oliveira, C. New species of Moenkhausia Eigenmann, 1903 (Characiformes: Characidae) with comments on the Moenkhausia oligolepis species complex. Neotropical Ichthyology, v. 7, n. 2, 2009.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Um caracídeo raro e pouco conhecido

O gênero Rachoviscus foi proposto por Myers em 1926 para abrigar a espécie tipo R. crassiceps.
A descrição da espécie foi baseada na análise de dois exemplares provenientes dos arredores do Rio de Janeiro, que foram transportados para a Alemanha por Arthur Rachow via comércio de peixes ornamentais para aquarismo.

Weitzman & Cruz (1981) não concoradam com a hipótese de que o material utilizado por Myers na descrição seja proveniente do Rio de Janeiro, pois esta espécie nunca mais foi encontrada nos riachos costeiros deste Estado. A hipótese mais aceita é de que a localidade-tipo seja o sul da cidade de Paranaguá, no estado do Paraná, pois os autores utilizaram novos exemplares capturados nessa região para a redefinição da localidade tipo de R. crassiceps.


Rachoviscus crassiceps

Os mesmos autores descrevem ainda uma segunda espécie para o gênero, R. graciliceps, na região costeira da Bahia, a aproximadamente 1 km ao norte da cidade de Prado - BA, a qual é facilmente distinguida de R. crassiceps. Os primeiros registros de R. graciliceps na natureza datam de 1977, segundo os autores.

Segundo Abilhoa, Bastos & Wegbecher (2007), a principal dieta de R. crassiceps inclui microcrustáceos, insetos aquáticos e terrestres, algas, matéria orgânica e aracnídeos, sendo que os indivíduos maiores se alimentam principalmente de insetos terrestres, insetos imaturos aquáticos (larvas e pupas) e algas filamentosas; enquanto que os indivíduos menores alimentaam-se basicamente de insetos imaturos aquáticos e microcrustáceos. Embora não se tenha estudos alimentares de R. graciliceps, com certeza esta espécie também possui os mesmos hábitos alimentares.


Rachoviscus graciliceps

Ambas espécies vivem riachos de água escura com cor de chá, sendo encontrados somente em ambientes preservados. Se destacam pelo belo colorido com tons de vermelho no corpo e de amarelo sobre as nadadeiras, despertando os interesses de aquaristas de todo o mundo, mas mesmo em cativeiro são considerados raros.

Desde 2005 se encontram na lista vermelha de fauna ameaçada do IBAMA, por serem bem vulneráveis às alterações ambientais, como a destruição de seus habitats em decorrência dos processos de ocupação humana.


Referência Bibliográficas

Abilhoa, V. ; Bastos, L. P. ; Wegbecher, F. X. Feeding habits of Rachoviscus crassiceps (Teleostei: Characidae) in a coastal Atlantic rainforest stream, southern Brazil. Ichthyological Exploration of Freshwaters, v. 18, p. 227-232, 2007.

Machado, A. B. M. 2005. Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção: incluindo s espécies quase ameaçadas e deficientes em dados/ A. B. M. Machado, C. S. Martins & G. M. Drummond. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas. 160p.

Myers, G. S. Eine neue Characinidengattung der Unterfamilie Cheirodontinae aus Rio de Janeiro, Brasilien. Blätter für Aquarien- und Terrarien-Kunde. Stuttgart. v. 37 (no. 24): 1-2, 1926.
Sarmento-Soares, L. M., MARTINS-PINHEIRO, R. F. Rachoviscus graciliceps (Characidae: Incertae Sedis) sobrevivente nos pequenos riachos do extremo sul da Bahia, Brasil. Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia, v. 85, p. 4-5, 2006.
Weitzman, S. H.; Cruz, C. A. G. The South American fish genus Rachoviscus, with a description of a new species (Teleostei: Characidae). Proceedings of the Biological Society of Washington v. 93 (no. 4): 997-1015, 1981.
Fotos:

Frank Teigler
Peter and Martin Hoffmann

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nova espécie de peixe na Bacia do rio Jequitinhonha


Biólogos da CEMIG descobriram na bacia do rio Jequitinhonha, em Minas Gerais, uma nova espécie de peixe. O animal é um tipo de piau descoberto no córrego Vacaria, no município de Padre Carvalho. A descoberta é fruto do monitoramento realizado pela equipe de ictiofauna como parte das ações ambientais da usina.
O piau (gênero Leporinus) tem pequeno porte, cerca de 10 cm, e possui como característica marcante a presença de bolas escuras grandes e médias distribuídas ao longo do corpo.



Leporinus sp.

O trabalho da equipe de peixes, desenvolvido sob a coordenação do Programa Peixe Vivo da Cemig, acontece na área do reservatório da usina. As ações buscam monitorar o reservatório e seu entorno e descobrir áreas de reprodução dos peixes antes e depois da barragem e nos principais afluentes do Jequitinhonha.

As atividades de estudo de peixes são desenvolvidas no rio Jequitinhonha desde a localidade de Terra Branca, no município de Bocaiúva, acima do reservatório. Ocorre também em áreas do reservatório, como Malhada, em José Gonçalves de Minas, e em cursos d’ água que deságuam ainda em localidades como o córrego Vacaria e a próximo à comunidade do Jatobá, em Coronel Murta.
De acordo com o biólogo Francisco Andrade Neto as campanhas realizadas na região vai compor um banco de dados importante. – Com ele, poderemos identificar os locais de ocorrência dos peixes, sua dieta, hábitos reprodutivos e a variedade existente. Tudo isso facilitará a identificação da densidade de peixes e a definição de medidas de preservação, acredita.





ESPÉCIE
Segundo Francisco Andrade, o piau encontrado agora provavelmente tem distribuição restrita. – Nas seis vezes em que nós capturamos esse peixe, foi sempre na mesma região do Vacaria, no município do Padre Carvalho, salienta. No entanto, o biólogo ressalta a importância da descoberta, uma vez que a ictiofauna nativa ainda é pouco estudada.
No rio Jequitinhonha ocorre 35 espécies de peixes descritas, entre ele o gênero “leporinus”, que inclui o piau encontrado. Há quatro grupos de piau conhecidos. Nesses grupos, existem seis espécies restritas à bacia Amazônica e rio Orenoco e outra é endêmica da Bacia do São Francisco. A descoberta será confirmada cientificamente, trabalho que vem sendo feito por pesquisadores da Fundação Biodiversitas.



Fonte: O Norte de Minas

terça-feira, 19 de maio de 2009

Três novas espécies do gênero Melanochromis


Três novas espécies do gênero Melanochromis são descritas na costa oriental do lago Malawi. Descrita pelos pesquisadores Gertrud Konings-Dudin, Adrianus Konings e Jay Stauffer Jr.; a mesmas foram nomeadas de M. kaskazini, M. wochepa e M. mossambiquensis.

Melanochromis kaskazini difere de seus congêneres pela coloração azul cobalto sem nenhuma listra colorida clara na região lateral do corpo nos machos, e a coloração branca nas fêmeas com uma nadadeira anal amarelo-alaranjada. Machos de M. lepidiadaptes possuem um padrão similar de coloração, mas diferem de M. kaskazini através de uma série de caráteres mensurais. Esta espécie era conhecida como Melanochromis sp. “northern blue”.

Melanochromis kaskazini

Observações ecológicas: Melanochromis kaskazini vive em profundidades de 5 a 40 metros, se alimenta de invertebrados e pequenos peixes. Em muitas localidades, foi visto através de mergulhos, geralmente solitários, sendo que em Makonde e Manda pequenos grupos foram vistos freqüentemente, sendo em sua maioria machos jovens e não se observou o territorialismo entre eles.
Distribuição: Melanochromis kaskazini foi encontrado na região nordeste do lago, entre Nkanda (9° 33.352’ S, 34° 6.479’ E) e Lundu (10° 42.535’ S, 34° 39.002’ E).
Etimologia: Kaskazini é um epíteto que significa “norte” em Kiswahili, a língua falada pelos habitantes da região de distribuição da espécie.

Melanochromis wochepa é distinto de seus congêneres pela combinação de um vômer íngreme-angular, coloração padrão azul sem listras brancas nos machos, fêmeas com uma faixa dorsal submarginal mais larga que a lista dorso e listras amarelas abdominais nunca que cobrem o abdômen por inteiro, e por uma série de caracteres mensurais. Esta espécie era conhecida como
Melanochromis dialeptos.

Melanochromis wochepa

Distribuição: Melanochromis wochepa é encontrado na região leste entre Nkhungu Point (12°
58.849’ S, 34° 45.814’ E) e o rio Lumessi (13° 8.987’ S, 34° 47.893’ E) em Moçambique.
Observações ecológicas: Seu habitat e comportamento são similares a M. auratus e M. dialeptos. Vive na região rochosa do lago, sendo encontrados normalmente solitários. Alimentam-se de algas e diatomáceas basicamente.
Etimologia: Um epíteto em oposição, que deriva da língua local Chinyanja, que significa “pequeno” referindo-se a pequeno tamanho dos adultos desta espécie.

Melanochromis mossambiquensis, é distinta de seus congêneres por uma combinação do vômer íngreme-angular, fêmea com uma listra preta média na lateral do corpo e uma dorso lateral mais estreita na margem da nadadeira dorsal, listras amarelas abdominais que não cobrem o abdômen e pontos pretos na nadadeira caudal. Machos possuem coloração marrom-negra com listras azuladas na lateral do corpo e outra na região da margem da nadadeira dorsal, e uma série de caracteres mensurais. Esta espécie era conhecida como Melanochromis sp. “auratus elongate”.

Melanochromis mossambiquensis

Distribuição: Melanochromis mossambiquensis ocorre entre Chuanga (12° 38.278’ S, 34° 47.264’ E) e Nkhungu Reef (12° 57.434’ S, 34° 45.498’ E) em Moçambique.
Observações ecológicas: Melanochromis mossambiquensis é muito comum em Minos Reef (localidade tipo) e geralmente habita locais intermediários entre rochas e areia. Machos adultos são normalmente solitários e raramente visto em grupos.
Etimologia: Refere-se a Moçambique, devido sua ampla distribuição na costa do lago desse pais.

Lago Malawi

Maiores informações em: Konings-Dudin, G; Konings, A. F.; Stauffer-Jr., J. R. Descriptions of three new species of Melanochromis (Teleostei: Cichlidae) and a redescription of M. vermivorus. Zootaxa 2076, pp. 37-59.