terça-feira, 2 de março de 2010

Expedição à bacia do Rio Sepotuba.


A região de Tangará da Serra.

Tangará da Serra, localiza-se na região sudoeste de Mato Grosso, a 230 km da capital Cuiabá. Sua altitude média é de 423 metros acima do nível do mar. A cidade possui matas densas nas encostas e no alto da Serra de Tapirapuã, e cerrado no alto da Chapada dos Parecis, ocorrendo basicamente dois biomas, o cerrado e a floresta amazônica. Sua extensão territorial é de 11.423,04 Km2, sendo 53% do território ocupado por reservas indígenas.
 Riacho Água Claras

A região compreendida pelo município de Tangará da Serra possui rios e afluente diversos que compõem tanto a bacia do alto Juruena (bacia Amazônica) quanto à bacia do Alto Sepotuba (bacia do Paraguaí).
O nome Tangará da Serra surgiu devido à região no passado possuir várias espécies de aves conhecidas como Saíra ou mesmo Tangará, das quais se destacavam o Tangará Chilensis (saira-do-paraíso); Tangará cyanicollis (saira-de-cabeça-azul); Tangará nigrocincta (saira-mascarada); Tangará mexicana (saira-de-bando); Tangará gyrola (saira-de-cabeça-castanha ) e Tangará cayana (saira-cabocla). Com a colonização da cidade na década de 70, este pássaro foi extinto da região por vários motivos, como a retirada da mata nativa e outros fatores.

Bacia do Rio Sepotuba
 Cachoeira Salto das Nuvens
O rio Sepotuba é um importante afluente da Bacia do Alto rio Paraguai, sendo um dos seus principais tributários. Na língua dos índios Parecis, chama-se Kazazorezá, que significa “Cipozal”, devido à grande quantidade de cipós encontrados em suas matas ciliares. Também recebe o nome de rio Tenente Lira, em homenagem ao Tenente João Salustiano Lyra, que foi o responsável designado por Marechal Rondon, para o levantamento topográfico da região para a instalação de linhas telegráficas, que ligava Cuiabá - Santo Antônio do Madeira. O Tenente Lyra não assistiu a finalização desse empreendimento em 1919, pois no dia 3 de abril de 1917, morreu afogado nas corredeiras do Rio Sepotuba e seu corpo jamais foi encontrado.
O rio Sepotuba nasce no norte do estado do Mato Grosso, estando suas nascentes situadas nas escarpas da Chapada dos Parecis, que possui até 800 metros de altitude. Esta chapada é o divisor de águas entre a bacia Amazônica e a bacia do Paraguai.
 
Aquário natural
Abaixo da chapada, esta a serra do Tapirapuã, um extenso planalto basáltico, com altitudes médias de aproximadamente 450 metros, cortadas pelo rio Sepotuba, até este atingir a depressão do rio Paraguai. Seus principais afluentes são os rios Formoso e Juba. Também há rios menores, como o rio do Sapo e Russo, além dos córregos Ararão, Estaca, Tarumã, Água Limpa, Queima Pé, Bezerro Vermelho, entre outros.
 Echinodorus sp. 
Ao cortar a Serra de Tapirapuã, o rio Sepotuba possui diversas cachoeiras e corredeiras, sendo a mais bela a cachoeira Salto das Nuvens, com uma majestosa queda de 19 metros de altura por 100 metros de largura.
Saindo pela manhã para conhecer a região do rio Sepotuba, paramos para coletar em um riacho conhecido como Águas Claras, que como seu próprio nome diz, possui águas límpidas e claras. Na região amostrada, as profundidades ficaram entre 60 cm a 1,20 m, e o riacho possuía diversas plantas aquáticas como Eleocharis sp, Echinodorus sp. e Echinoria sp..
Hoplias malabaricus

Em outro ponto, em um pequeno córrego com profundidades de 40 cm, chamado de São José, o mesmo possui em seu curso um local que formava um aquário natural com cerca de 1,5 metros de profundidade, contendo um belo jardim de plantas composto apenas por Mayaca fluviatilis, onde diversos caracídeos e ciclídeos passeavam em meio as plantas.

Hyphessobrycon herbertaxelrodi

Durante a coleta para estudos, foram capturadas as seguintes espécies: 
Characiformes: Hyphessobrycon hebertaxelrodi, Hyphessobrycon sp. aff. vilmae, Aphyocharax cf. dentatus, Astyanax assuncionensis, Astyanax sp., Creagutus meridionalis, Knodus chapadae, Moenkhausia dichroura, Serrapinnus calliurus, Odontostilbe pequira, Pyrrhulina australis, Characidium aff. zebra, Leporinus friderici, Hoplias  malabaricus,
Hyphessobrycon sp aff. vilmae
 
Siluriformes: Farlowella paraguayensis, Hypostomus sp., Pseudohemiodon sp., Rineloricaria cacerensis, Otocinclus sp., Corydoras aeneus
Perciformes:  Aequidens plagiozonatus, Crenicichla cf. lepidota,   
Gymnotiformes: Brachyhypopomus sp., Gymnotus inaequilabiatus,
Cyprinodontiformes: Rivulus aff. picturatus,
Synbranchiformes: Synbranchus marmoratus.

 Characidium aff. zebra

 
Farlowella paraguayensis

  
Corydoras aeneus

 
Gymnotus inaequilabiatus
 
  
 Hypostomus sp.

  
 Aequidens plagiozonatus

  
 Crenicichla aff. lepidota

  
 Rivulus aff. punctatus

Symbranchus marmoratus

Além da ictiofauna, também foi possível encontrar integrantes da fauna nativa da região, como a Arara Canindé (Ara ararauna), Veado campeiro (Ozotoceros bezoarticus), Ema (Rhea americana), Andorinhão (Família Apodidae), Jacú (Penelope ochrogaster) e o Macaco Prego (Cebus apella).
Um local tão belo e rico de espécies como este também tem seus problemas, os quais vêm aumentando desde a década de 70, quando os primeiros imigrantes chegaram. Um dos principais é o corte da mata nativa para ceder espaço a pastagens e monocultura como à cana de açúcar e a soja, além da poluição de mananciais com esgoto doméstico não tratado e insumos agrícolas, podendo ocasionar problemas no futuro para toda a região do Pantanal, visto que a bacia do alto Paraguai é uma das regiões principais de abastecimento do Pantanal.
 
Arara canindé

  
Borboleta

 
Ema

Agradecimentos
Waldo Troy e Talitha Zanini

Matéria exibida na Revista Aqualon edição 6
 

Ricardo Britzke © Copyright 2010 ©  

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

1° ENCAP - Encontro Nacional de Criadores e Aquapaisagistas

 
No próximo dia 18 de abril será realizado na Loja Aquarius um mega evento de aquarismo.
O evento, entitulado 1° ENCAP - Encontro Nacional de Criadores e Aquapaisagistas, contará com 5 palestrantes conceituados, que falarão sobre criação de bettas, killifishes, guppys (lebistes), aquapaisagismo e doenças de peixes.
As vagas serão limitadas e a inscrição será no valor de R$ 45,00 (incluindo almoço).



Programação:

08:30 às 08:45hs  -  Abertura do encontro 
08:45 às 09:35hs  - Básico da Criação de Bettas splendens  - (Marcio Luiz de Araujo)      
*Características da espécie      
*Manejo básico      
*Reprodução em cativeiro      
*Desenvolvimento dos alevinos 

09:45 às 10:35hs - Básico da Criação de killifish - (Paulo Tosador)      
*Montagem do aquário.     
*Manutenção     
*Principais espécies para iniciantes     
*Alimentação     
*Reprodução -Não anual,semi anual e anual     
*Importância da criação dos killifish no Brasil.     
*Dicas para sucesso da criação 



10:45 às 11:35hs - Criando Guppies (Homero Martins Mendes Ferreira)       
*Água seus aspectos e cuidados      
*Importância da sexagem      
*Seleção      
*Linhagens 

11:50 às 13:30hs - almoço 

13:30 às 14:10hs - Introdução ao aquapaisagismo - parte teórica - (Reinaldo Issa Uherara)       
*Conceitos básicos      
*Pedragismo      
*Madeiragismo      
*Hardscape misto 



14:20 às 15:20hs  - Noções básicas de pedragismo (rockscaping) parte prática - (Reinaldo Issa Uherara)        *Montagem de um aquário
*Workshop sobre hardscaping, utilizando rochas. 

15:35 às 16:30hs  - Doenças de peixes ornamentais: profilaxia, diagnóstico e tratamento - (Vladimir Simões)      *Profilaxia: qualidade de água: filtragem biológica, filtragem mecânica, plantas; parâmetros (pH / GH / KH) e sua interferência direta; Alimentação: demandas nutricionais, especificidade, vitaminas e minerais; Quarentena 

16:40 às 17:30hs  - parte 2  (Vladimir Simões)      
*O peixe: Noções de morfologia e fisiologia na resistência às doenças; estresse      
*Doenças:  Fatores determinantes; Principais doenças: descrição, diagnóstico, tratamentos

 

Palestrantes:

     * Marcio Luiz de Araujo - Aquarista hobbysta, apaixonado pela espécie Betta splendens, desenvolve e mantém o website Betta Brasil (www.bettabrasil.com.br), é owner do Grupo de Discussões Betta Brasil (http://br.groups.yahoo.com/group/bettabrasil/). 

     * Paulo Tosador - Criador de killifish, especializado em killifish africanos não anuais e semi anuais, um dos fundadores do GCKBR (Grupo de Criadores de Killifish – Brasil). Palestrou em vários eventos sobre killifish no Brasil e Argentina. Na 2ª Convenção Internacional do KCA (Killi Club Argentino) em 2009, ganhou em 3º lugar na categoria Fundulopanchax, onde também participou como juiz em outras categorias. 



     * Homero Ferreira - Aquarista a 30 anos, cria guppies de forma seletiva a 3 anos. Associado ao CCG (Confederação dos Criadores de Guppy) e representante CCG-SP. Expositor premiado nas linhagens HB AOC, Blue Grass, Moscow Blue Green. Primeiro colocado no ranking 2009 do CCG na classe Blue Grass. 

     * Reinaldo Issa Uherara - Juiz do Concurso Paranaense de Aquapaisagismo (CPA) há 3 anos, entusiasta em aquários plantados, camarões dulcícolas e ciclídeos anões sul americanos. 



     * Vladimir Simões - Consultor Técnico da Aquarium Group, importadora e distribuidora de produtos p/ aquarismo. Especialista em aquários de água doce, com  destaque p/ aquários plantados, acará-disco, doenças de peixes, ciclídeos pequenos do lago Tanganyika. Colunista da revista Aquamagazine, teve trabalhos publicados na revista Aquarista Jr. e em diversos websites nacionais e internacionais.
Realizou treinamentos técnicos na Sera GmbH/Heinsberg (Alemanha), Ecological Laboratories (EUA) e Mydor Laboratories (EUA). Visitou 2 vezes o Interzoo (Nürnberg/Alemanha) em 2006 e 2008 e várias lojas da Alemanha em 2007 (Neuss, Colônia, Düsseldorf) e 2008 (Nuremberg e Ansbach). Desde 2004 ministra palestras p/ aquaristas em várias localidades do Brasil.   

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nova espécie de Ancistrus

Uma nova espécie de Ancistrus é descrita para os rios Hueque e Ricoa, pequenas drenagens isoladas no nordeste da província de Falcón (Caribe Ocidental), Venezuela. Descrita pelos ictiólogos Donald Taphorn, Jonathan Armbruster e Douglas Olarte; a espécie foi nomeada de Ancistrus falconensis


 Os adultos de Ancistrus falconensis podem ser separados de A. gymnorhynchus por apresentrem pontos pequenos e claros no abdomem (vs. abdomen uniformemente cinza nos adultos de A. gymnorhynchus), e por caracteres merísticos. A província de Falcón, onde está a localidade tipo de A. falconensis apresenta terras áridas, e os poucos ambientes aquáticos da região estão sujeitos a uma intensa demanda para uso urbano, agrícola e industrial. O desflorestamento e outros impactos, como a canalização da água dos rios e a perda acelerada de ambientes aquáticos, muito intensos na área litorânea, tornam essa espécie nova considerada vulnerável a extinção.

Coloração em álcool.  Corpo com coloração cinzenta e marrom. Parte dorsal da cabeça com pequenos pontos claros e arredondados. Abdômen nos espécimes adultos ( 60 milímetros de comprimento padrão) com pequenos pontos claros redondos. Pedúnculo caudal geralmente mais pálido, não manchado. Nadadeira dorsal geralmente com pigmentos preto na base da primeira membrana, dando forma frequentemente ao ponto verticalmente alongado. Nadadeira caudal cinza com as pontas superior e infeiror clara nos raios.

Distribuição. Província de Falcón, Venezuela. Drenagens dos rios Hueque e Ricoa. Esta espécie ocupa córregos de cabeceira deaguas claras e fundo rochoso

Etimologia. Em homenagem ao estado venezuelano de Falcón, onde é a localidade tipo da espécie.

Para saber mais:
Taphorn, D.C.; Armbruster, J.W.; Rodrígues-Olarte, D. Ancistrus falconensis n. sp. and A. gymnorhynchus Kner (Siluriformes: Loricariidae) from central Venezuelan Caribbean coastal streams. Zootaxa 2345:19–32 (2010).

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2010 ©  

sábado, 30 de janeiro de 2010

Nova espécie de Nothobranchius

Uma nova espécie de killifish africano do gênero Nothobranchius é descrita nas drenagens dos rios Save, Gorongose, Pungwe e Zangue, na província de Sofala, região central de  Moçambique. Descrita pelo pesquisador Martin Reichard, da Academia de Ciências da República Tcheca, a espécie recebeu o nome de Nothobranchius kadleci. A espécie é muito similar a Nothobranchius furzeri, do qual é distinguido pela coloração (nadadeiras pélvicas vermelhas, borda vermelha e coloração do corpo vermelha intensa) e morfologia (maior distância entre as nadadeiras peitorais e pélvicas, nadadeira dorsal e anal mais curtas, e base da nadadeira anal mais curta). A distribuição conhecida dessas duas espécies é alopátrica, com N. kadleci ocorrendo ao norte juntamente com N. furzeri. 

Nothobranchius kadleci ocorre em simpatria com Nothobranchius orthonotus e Nothobranchius rachovii, os quais podem ser diferenciados claramente pelo padrão de coloração, forma corporal e características morfométricas. Um total de 12 populações foram registradas desde o sul do Rio Zambezi até  o norte do Rio Save, durante coletas em fevereiro de 2008 e Fevereiro de 2009.


Coloração em vida: Machos: A coloração varia do vermelho ao azul irisdescente aparecendo discretamente pelo corpo. Os machos completamente vermelhos possuem a nadadeira caudal vermelha. A nadadeira dorsal é vermelha com uma margem branca estreita (sobre a nadadeira inteira) ou amarela (no 1/3 anterior dos pontos e das linhas irregulares da nadadeira) na membrana da nadadeira. 


 A nadadeira anal é vermelha com uma margem branca estreita e pontos ou linhas brancas, embora a marcação branca é menos desenvolvida do que na nadadeira dorsal. As nadadeiras peitorais são vermelhas com branco ou  com as pontas azul claro As nadadeiras ventrais são vermelhas, às vezes com traços brancos. O corpo é vermelho, incluindo a cabeça, as bordas e a membrana da brânquia. As escamas possuem  sua região central azul, dando a impressão de um padrão reticulado no corpo inteiro. Em machos azuis, a cor das nadadeira é igualmente vermelho, na região da borda, com pontos azuis ou linhas muito abundantes em toda a extensão delas, com exceçãos  das nadadeiras peitorais (que são sempre vermelhas em machos selvagens e maduros, embora a cor vermelha pode ser menos desenvolvida em machos jovens). Em machos azuis, especialmente espécimes jovens, a marcação azul no corpo cobre uma grande extensão do vermelho, incluindo a área da cabeça. Os olhos de todos os machos são alaranjados ao ouro com uma faixa vertical escura.


Etimologia: A espécie é nomeada em honra a Jaroslav Kadlec (1951-2006) de Brno, República Tcheca, um renomado kiliófilo reconhecido no mundo todo através de seus artigos de criação, ecologia e fotografias de killifishes. A pronúncia correta é “khadlatsi”.

Distribuição: Foram encontradas 12 populações da nova espécie, em uma área extensa da região central de Moçambique na região norte do rio Save, incluindo as bacias dos rios Save, Gorongose, Pungwe e Zangue. A altitude dos locais de coleta variaram de 24-82 metros acima do nível do mar. A extensão latitudinal onde foram encontradas as populações de N. kadleci forma uma extensão de 300 km norte-sul



Hábitat: Todas as populações de N. kadleci foram encontradas em poças temporárias que variavam de 3 a 2150 metros cúbico de água, com uma profundidade máxima de 10-70 cm em 2008 e 50-100 cm em 2009, com água muito turva e lama no substrato. A vegetação no entorno das poças estava presente em 50% das associações, possuindo plantas aquáticas como a Nymphea em algumas delas. A temperatura variava de 27.7-38.2° C. As espécies em simpatria encontradas foram: N. orthonotus (10 casos) N. rachovii (2 casos), Barbus sp. (2 casos), Tilapia sp. (1 caso), Protopterus sp. (1 caso) e Clarias gariepinus (1 caso).
 
Para saber mais:
Reichard, M. (2010) Nothobranchius kadleci (Cyprinodontiformes: Nothobranchiidae), a new species of annual killifish from central Mozambique. Zootaxa 2332: 49–60.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2010 ©  

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A espécie Notholebias minimus

Gênero: Notholebias


Espécie tipo: Notholebias minimus (Myers, 1942).

Notholebias minimus - macho

Espécies incluídas no gênero:
Notholebias minimus(Myers, 1942), Notholebias fractifasciatus (Costa, 1988), Notholebias cruzi (Costa, 1988).

Distribuição: Planícies litorais do sudeste do Brasil, entre as várzeas do rio São João e o município de Itaguaí, estado do Rio de Janeiro.

Etimologia:
Do grego nothos = falso, e lebias = pequeno peixe, um gênero masculino.
Notholebias é uma alusão a semelhança superficial entre as espécies incluídas no gênero novo, com as espécies do gênero de killifishes africanos Nothobranchius Peters, 1868; principalmente a espécie Nothobranchius lourensi Wildekamp, 1977, que possui os mesmos padrões de coloração e corpo similiar.


Notholebias minimus - macho

Diagnose: O gênero Notholebias é diagnosticado por duas sinapomorfias (novidades evolutivas), a cartilagem basihial estreita, aproximadamente retangular; e a presença de barras iridescentes ou linhas verticais na nadadeira caudal dos machos. Também esse gênero é caracterizado por três características plesiomorficas (caractéres herdados do ancestral sem modificação), como a presença do dermoesfenotico (osso cutâneo situado na região dorsal-posterior á orbita) aperfeiçoado no contato da nadadeira peitoral dos machos; e a região opercular com barras vermelhas nos machos.

A espécie

Notholebias minimus (Myers, 1942)

Sinonimos: Cynolebias ladigesi, Cynolebias minimus, Cynopoecilus foerschi, Cynopoecilus ladigesi, Cynopoecilus minimus, Leptolebias minimus.

Notholebias minimus - macho


Descrição: Peixe de pequeno porte com cerca de 20 mm a 30 mm de comprimento padrão, com copro alongado e ligeiramente comprimido nas laterais. Machos possuem nadadeiras dorsal e anal prolongadas, caudal larga e truncada e peitorais arredondadas; apresentam coloração avermelhada em fundo azul turquesa. Fêmeas apresentam nadadeiras dorsal, anal e caudal translúcidas; são monocromáticas, com coloração castanho claro

Etimologia: do latim minimus = pequeno, por ter sido a menor "Cynolebias" enviada pelo Major Thomas White e sua esposa Constance White ao ictiólogo americano George Myers na década de 1940.

Notholebias minimus - fêmea

Considerada segundo o IBAMA como ameaçada de Extinção; e segundo o IUCN 2009 como Vulnerável.

Referências

Costa, W.J.E.M. 1988. Sistemática e distribuição do complexo de espécies Cynolebias minimus (Cyprinodontiformes, Rivullidae), com descrição de duas espécies novas. (557-570)

Costa, W. J. E. M.   2008. Monophyly and taxonomy of the Neotropical seasonal killifish genus Leptolebias (Teleostei: Aplocheiloidei: Rivulidae), with description of a new genus. Zoological Journal of the Linnean Society v. 153: 147-160.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2010 ©  

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mudança no padrão de coloração e comportamental em Apistogramma hyppolytae

O estudo foi realizado entre abril e setembro 2005, em uma lagoa perto da estação de pesquisa da exploração agrícola de Dimona (2°20'25.5114” S 60°6'5.7594” W), a 70 quilômetros ao norte de Manaus. A área é parte da bacia de rio de Cuieiras, um tributário do rio do negro. 

Apistogramma hippolytae - foto: David Soares


A lagoa estudada (aproximadamente 40 m comprimento - 14 m largura e 0.5 m profundidade) se formou a aproximadamente a 15 anos atrás, devido o represamento parcial de um igarapé da floresta para a construção de uma estrada local nunca terminada. A parte inferior da lagoa é coberta por uma camada grossa sedimentos finos e folhas submersas em decomposição (~80%), e por troncos e galhos (~20%). A lagoa é cercada por floresta tropical primária e secundária, fazendo um mosaico de árvores e arbustos que pendem sobre as margens da lagoa e contribuem com matéria orgânica ao sistema aquático.
Observações subaquáticas usando snorkel foram realizadas para verificar o comportamento dos ciclídeos anões, totalizando 18 horas dos registros. A observação individual durou aproximadamente 15 segundos e incluiu todo tipo de atividade (alimentação, descanso, exposição agonística (competição), exposição sexual , ataque ou fuga), sexo, idade (juvenis ou adultos), tamanho estimado dos indivíduos (quando envolvido em  interações intra ou interespecificas), e seu teste padrão da coloração. Os dados foram colhidos por um único observador, onde o mesmo permanecia imóvel a certa distância, para evitar pertubar os peixes. Os padrões de coloração foram caracterizados seguindo Baerends & Baerends van-Roon (1950) and Römer (2001), descrevendo a cor geral do corpo e a acentuação na presença de faixas, listras e manchas escuras na cabeça e corpo dos indivíduos (Fig. 1). Cinco diferentes padrões de coloração do corpo foram gravados em A. hippolytae, baseados em variações na intensidade de pontos e barras exibidos (figs. 2 e 3). Além destes cinco padrões, apresentaram padrão de coloração exclusiva de reprodução e proteção de ovos e alevinos. 
 Fig. 1 - Principais marcas usadas na descrição da coloração de Apistogramma hippolytae.
 
O padrão de coloração mais comum foi caracterizado pela cor de fundo prateada-esverdeada, com a mancha lateral e listra suborbital ausente ou fraca (figs. 2 a-b). Este teste padrão era chamado “liso” e foi observado principalmente quando os indivíduos estavam se alimentando (90%, n = 523 ocorrências; Fig. 3). No segundo – o padrão de coloração mais comum, chamado “listra-ponto” (Figs. 2c-d), onde o animal tornava-se pálido, com uma listra lateral conspícua (notável), mancha lateral e ponto caudal. Os olhos tornaram-se mais escuros, a listra suborbital apresentava-se fraca ou ausente, e a lateral as barras nos flancos tornaram-se visíveis. Este teste padrão foi encontrado principalmente quando os indivíduos estavam acima do substrato (em descanso, 89%, n = 406; Fig. 3); quando perturbado por um movimento repentino próximo, pela presença de um predador ou quando envolvidos em eventos de perseguição/agressão (fuga, 32%, n = 34). Este padrão de coloração foi observado raramente em grandes machos (maiores que 60 milímetros de comprimento padrão). O padrão de coloração “cara-pintada” (figos. 2e-f) possuía cor de fundo prateada-esverdeada sem pontos ou listras, à exceção de uma listra suborbital conspícua. Foi registada principalmente em grandes indivíduos, imediatamente antes da execução da agressão intra ou interespecifica (61%, n = 36; Fig. 3). O padrão de coloração “barrado” (Fig. 2g) foi caracterizado por um aumento geral na intensidade e no contraste das cores do corpo, com a presença de uma conspícua barra vertical marrom escura nos flancos. Um aumento no brilho do olho era igualmente notável. Este padrão de coloração foi observado somente em cinco ocasiões, quando os indivíduos se exibiam em competição (Fig. 3). Os machos que se exibiam na corte (Fig. 3) apresentaram um padrão de coloração típica, chamada de “brilho”. Este padrão é similar ao “barrado” (Fig. 2h), mas difere na ausência de barras laterais e por um aumento na intensidade e no contraste da coloração na região ventral. As fêmeas com cuidado parental exibiram um padrão de coloração único, com os primeiros raios das nadadeiras pélvicas e dorsais bem negros. Geralmente a mancha lateral, a listra suborbital e o ponto na nadadeira caudal eram bem conspícuos (notáveis), e a listra lateral era ausente ou praticamente ausente (Fig. 2i). A coloração esverdeada era totalmente substituída por um tom amarelo intenso (Fig. 2j). 
Fig. 2 -  Padrões de coloração de Apistogramma hippolytae. a-b = “liso”; c-d = “listra ponto”; e-f = “cara-pintada”; g = “barras”; h = “brilho”; i-j = Fêmea em cuidado parental. Fotos (b), (d), e (h) J. Zuanon; (f) modificada de Römer (2001); e (j) de F. Mendonça.

As mudanças de coloração ocorreram rapidamente (em alguns segundos). Por exemplo, quando macho grande atacava um intruso, ele mudava do padrão “cara-pintada” para o padrão “liso” em menos de 20 segundos. Quando uma exibição de competição ocorria, o peixe envolvido mudava do padrão “liso” para o padrão “barrado”, e após executar o comportamento retornava ao padrão “liso” em menos de 30 segundos. Para as fêmeas com cuidado parental, o tempo para mudar de coloração era bem mais longo. As mudanças rápidas no padrão de coloração é uma característica comum dos ciclídeos, devido à posição superficial dos cromatóforos, produzindo as marcas características de cada padrão de coloração. O padrão de coloração “liso” constitui provavelmente uma coloração enigmática, permitindo que os peixes sejam confundidos com o fundo da lagoa que é composto por restos orgânicos. Era o padrão de coloração mais observado, ocorrendo principalmente quando os peixes estavam se alimentando sem serem pertubados. Römer (2001) relaciona tal padrão de coloração com um modo neutro, calmo. De fato, distúrbios no ambiente foram seguidos geralmente pela mudança para o padrão de coloração “listra-ponto”. A presença de barras verticais como padrão de coloração também foram descritos para outros ciclídeos, associando um comportamento de fuga e submissão. A combinação de pontos, listras e barras, foram associadas com a redução da intensidade de coloração, parecendo constituir um padrão de coloração disruptivo (tenso), permitindo que os peixes permaneçam despercebidos para predadores potenciais. Não obstante, mais de 65% dos peixes observados em fuga após algum distúrbio, mostraram o padrão de coloração “liso” (Fig. 3). 

Fig. 3 - Frequência da ocorrencia dos cinco padrões de coloração em Apistogramma hippolytae

 Isto pode ser explicado pelo fato que a maioria vasta dos ataques observados (e das repsotas de fugas) resultaram das interações agressivas feitas por indivíduos maiores de A. hippolytae durante a alimentação, e não nas tentativas de predação. Nesses casos, o indivíduo atacado se afastava poucos centímetros e não era molestado. Entretanto, perseguições feitas pelo Jacundá (gênero Crenicichla), causavam distúrbios repentinos no ambiente, seguidos imediatamente pela mudança no padrão de coloração para o padrão “listra-ponto”. Este padrão de coloração era igualmente indicado por fêmeas durante a corte e pode indicar uma forma de submissão, evitando ataques contínuos de machos agressivos. A listra suborbital muito conspícua no padrão de coloração “cara-pintada” parece representar o sinal principal da agressão, e foi indicado igualmente pelas fêmeas que se encontravam em cuidado parental. O padrão de coloração descrito por Römer (2001) para indivíduos ligeiramente agressivos, não concorda com nossas observações, pois o autor menciona que o padrão de coloração “cara-pintada” é predominante entre os peixes prisioneiros. Nossas observações indicam que tal padrão de coloração é comum no ataque de peixes maiores e imediatamente antes do ataque por co-específicos. Isto representaria uma coloração de advertência, indicando uma iminente interação agonística. “O padrão de coloração “brilho” e “barrado” mostraram um aumento considerável na intensidade da coloração de fundo no corpo, que poderia estar relacionada à prontidão reprodutiva e ser empregada durante a corte ou nas disputas para fêmeas. A cor amarela das fêmeas em cuidado parental é uma característica das espécies do gênero Apistogramma, aumentando a intensidade das manchas e dos pontos. A combinação de marcas amarelas e negras é reconhecida como um dos padrões de coloração de advertência nos animais e pode ser relacionado à agressividade de fêmeas nesse período. As marcas negras conspícuas nas nadadeiras especialmente nas pélvicas, acredita-se que estejam relacionadas à comunicação da mãe com sua prole. Nas águas rasas e desobstruídas habitadas pelo ciclídeo anão Apistogramma hippolytae, as mudanças no padrão de coloração foram sugeridos para ser um sistema de comunicação muito eficiente, evitando a perda de energia em interações desnecessárias. 

Os estudos que examinam os mecanismos fisiologicos ou o contexto evolucionário envolvidos na mudança da cor e da expressão dentro das espécies de Apistogramma pode ajudar a explicar o aspecto geral da história natural dos ciclídeos anão.

Para saber mais:

RODRIGUES, R. R.; CARVALHO, L. N.; ZUANON, J.; DEL-CLARO, K. Color changing and behavioral context in the Amazonian Dwarf Cichlid Apistogramma hippolytae (Perciformes) Neotropical Ichthyology, v. 7, ed. 4, pag. 641-646


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2010 © 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Nova espécie de Nannostomus

Uma nova espécie de Nannostomus é descrita do Peru. A mesma foi descrita pelo ictiólogo Axel Zarske como Nannostomus rubrocaudatus. 
A nova espécie é relacionada com N. mortenthaleri e N. marginatus. Sua coloração em vida é extremamente diferente dessas espécies. A nova espécie possui dimorfismo sexual claramente desenvovidos em sua nadadeira anal, igualmente encontrado em N. mortenthaleri e em apenas um população de N. marginatus com coloração diferente do Rio Negro


Nannostomus rubrocaudatus sp. n.

Distribuição: Encontrado em  Saramirisa, departamento de Loreto, Peru. Uma pequena vila no rio Maranõn, entre os deltas dos rios Morona e rio Santiago.


Nannostomus mortenthaleri

Etimologia: Designado de acordo com a coloração dos machos. Do latim Rubro = vermelho e cauda = cauda

Nannostomus marginatus - Pop. Rio Negro


Para saber mais:
Zarske, A. Nannostomus rubrocaudatus sp. n. – ein neuer Ziersalmler aus Peru (Teleostei: Characiformes: Lebiasinidae) Vertebrate Zoology 59, pp. 11–23, 2009.


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

sábado, 26 de dezembro de 2009

Notícias

Aquário de São Paulo tem o primeiro peixe-boi exibido em aquário no mundo.


Tapajós, um peixe-boi amazônico, veio de Manaus (AM) para ser uma das atrações do Aquário de São Paulo. Será o primeiro exemplar da espécie a ser exibido ao público no mundo.
Apesar das medidas generosas, 113 kg e 2,05 m, o macho de nove anos é dócil e extremamente curioso. Ele deverá ficar em Sampa por pelo menos cinco anos. Tapajós vai viver em um tanque especialmente projetado para ele --com capacidade para 1 milhão de litros-do aquário gigante, localizado no Ipiranga, zona sul.

Lá, dividirá o lar com peixes amazônicos, como pirarucu, bagre, jaú e tambaqui. "Tapajós está em processo de adaptação", diz a bióloga-chefe, Laura Ippolito Moura, 35. "Tudo está indo bem. Ele se alimentou já no primeiro dia após a viagem." O peixe-boi está recebendo muitos mimos. Como não é fã de carne, ganha 10 kg de verdura por dia, entre elas escarola, alface e couve. Quando alguém entra no aquário, o animal se aproxima para tocar na mão da pessoa. É o sinal para ganhar uma coçadinha nas costas. 



Laura explica que essa interatividade com o animal é importante para saber se ele está com algum problema. "Assim que for condicionado, virá sempre ao nosso encontro quando entrarmos no tanque. Caso não venha, saberemos que alguma coisa está errada."
Juntar o bicho ao grupo de 2.500 peixes do aquário foi uma verdadeira façanha. Contou com o apoio do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Ampa (Associação Amigos do Peixe-Boi). Foram cerca de seis horas de viagem da capital do Amazonas até o Ipiranga, feitas em um avião climatizado e com o suporte da polícia ambiental, com direito a escolta pelas ruas paulistanas.
Durante o trajeto, Tapajós ficou em uma caixa de 2,30 m de comprimento, 1,30 m de largura e 0,80 m de altura com toalhas molhadas sobre seu corpo. "Trouxemos ele para mostrar à população do Sudeste o quanto é importante a preservação da floresta amazônica", explica Laura. "Quando as pessoas veem o bicho, entendem mais essa questão."
Tapajós foi encontrado no rio que deu origem ao seu nome, no Pará, em fevereiro de 2001.
Recém-nascido, fatalmente morreria caso não fosse alimentado. Pescadores alertaram os pesquisadores do Inpa, que imediatamente o levaram para o Laboratório de Mamíferos Aquáticos do instituto. Por sorte, foi adotado por uma fêmea - chamada Boo - que estava lactante.
Se sua adaptação à cidade der certo, ele deverá ganhar um companheiro até o final deste ano. Matupá, outro macho, é o mais cotado para embarcar rumo a São Paulo e dividir o tanque com Tapajós.


 Peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis)

O Trichechus inunguis é o maior mamífero aquático de água doce do mundo, é exclusivamente herbívoro - se alimenta de plantas aquáticas e semi-aquáticas. Possuem coloração cinza-escuro, ausência de unhas nas nadadeiras peitorais, e podem apresentar manchas brancas na região ventral, essas manchas inclusive servem como uma espécie de “impressão digital” de cada animal. Para a exploração de sua carne, couro e gordura, a mais de 300 anos estes animais são caçados impiedosamente!!!! Apesar da proibição legal esses animais ainda são muito explorados para consumo e comercialização das populações ribeirinhas. A morte desses animais se dá de forma cruel, através de arpões, pauladas e até da introdução de “rolhas” de madeira, levando-o à morte por asfixia. Isso torna essa espécie UMA DAS MAIS AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO NO BRASIL.



Diversos institutos e organizações, como o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e a AMPA (Associação Amigos do Peixe-boi da Amazônia) trabalham pesado acerca da conservação desses animais, utilizando como ferramenta à educação ambiental, principalmente através da conscientização das comunidades ribeirinhas para que não haja mais exploração do peixe-boi.

Fonte:

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nova espécie de Laetacara

Uma nova espécie de Laetacara é descrita do rio Verde, bacia do rio Araguaia, São Miguel do Araguaia, Goiás, Brasil; e Laetacara dorsigera é re-descrita. A mesma foi descrita pelos ictiólogos Felipe Ottoni e Wilson Costa como Laetacara araguaiae. A nova espécie do rio Araguaia se distingue de todas as espécies do gênero devido seu baixo número de raios da nadadeira dorsal.

 Laetacara araguaiae sp. new

Também difere de L. thayeri por possuir mácula no pedúnculo da nadadeira caudal e possuir escamas ciclóides no lado da cabeça. A nova espécie difere de L. fulvipinnis e L. flavilabris devido a alguns caracteres merísticos. Difere de L. dorsigera por possuir um ectopterigóide fino e por alguns caracteres merísticos, e de L. curviceps e L. dorsigera por não possuir uma mácula na nadadeira dorsal. Laetacara dorsigera difere de L. curviceps e da nova espécie do Araguaia por possuir um ectopterigóide mais largo e por alguns caracteres merísticos e morfométricos.
Laetacara dorsigera difere das demais espécies do gênero devido alguns caracteres morfométricos e merísticos.

Laetacara araguaiae OTTONI & COSTA, 2009

Coloração em vida: Marrom com azul iridescente na parcela inferior do tronco. Duas listras horizontais amarelas do opérculo ate a base da nadadeira caudal. Sete barras transversais interruptas de coloração marrom escura, iniciando-se do opérculo até a base da nadadeira caudal. A maioria das barras posteriores com amarelo iridescente. Pedunculo caudal com pontos azuis e amarelos iridescente. Duas máculas marrom escuras, a primeira de forma elíptica na base da nadadeira caudal e a segunda no meio do corpo, na quinta barra. Cabeça de coloração marrom, com azul irisdescente na porção inferior, abaixo dos olhos; e opérculo com coloração amarela com ponto azuis irisdescentes. Duas listras abaixo dos olhos, com ponto azuis no focinho e acima da órbita dos olhos. Nadadeira dorsal e anal amarelas com pontos azuis irisdescentes em suas margens. Nadadeira caudal amarela com pontos azuis nela toda, sendo azul iridescente em sua margem. Nadadeiras peitorais hialinas e pelvica amarela com barras azuis.


Distribuição: Rio Verde, Bacia do rio Araguaia basin, Brasil central.

Etimologia: Do Araguaia, referindo-se a bacia do rio onde a espécie é encontrada.




Laetacara dorsigera (HECKEL, 1840)

Laetacara fulvipinnis STAECK & SCHINDLER, 2007


Laetacara curviceps (AHL,1924)

Laetacara thayeri (STEINDACHNER, 1875)


Laetacara flavilabris (COPE,1870)


Para saber mais:
Ottoni, F.P. & Costa, W.J.E.M. Description of a new species of Laetacara Kullander, 1986 from central Brazil and re-description of Laetacara dorsigera (Heckel, 1840) (Labroidei: Cichlidae: Cichlasomatinae). Vertebrate Zoology 59, pp. 41–48, 2009.


Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©