Curiosidades
Hoje a espécie não pertence mais a subfamília Tetragonopterinae, ele permanece em Incertae sedis na família Characidae.
Fotos
Minoru Nagayama
Agradecimentos
A Thiago Nilton Pereira por ceder o artigo original
Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©
Deixo aqui o meu muito obrigado a todos leitores e amigos, por fazerem parte disso tudo, pois hoje o NATURE PLANET é o que é graças a todos vocês!!!
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A subfamília apresenta distribuição predominante em toda região cis-Andina, com somente uma espécie trans-Andina, Corydoras melanotaenia Regan, da bacia de Rio Magdalena. Os representantes de Corydoradinae são encontrados em diversos ambientes de água doce, desde córregos rápidos com parte inferior arenosa ou rochosa às associações de planícies com lama.
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Aspidoras Ihering, 1907
Este é um gênero de pequenos peixes gatos, com cerca de 20 espécies descritas e algumas ainda não descritas alocacadas dentro do C-numbers.
O gênero foi estabelecido por R. Von Ihering em 1907 com a espécie Aspidoras rochai. A segunda espécie, Aspidoras lakoi foi descrita por P. Miranda de Ribeiro em 1949. Na revisão de 1976, Nijessen & Isbrücker descreveram nove novas espécies e transferiram duas espécies de Corydoras para o gênero Aspidoras.
Aspidoras virgulatus é descrita em 1980 por Nijessen & Isbrücker e recentemente Britto (1998, 2000), Lima & Britto (2001) e Britto (2002) descrevem novas espécies para o gênero. Britto (2003) demonstra que o gênero Aspidoras é estreitamente relacionado com o gênero Scleromystax e ambos gêneros formam a tribo Aspidoradini dentro da subfamília Corydoradinae, família Callichthydae.
A principal diferença do gênero quando comparada com os outros gêneros da subfamília Corydoradinae é a presença da fontanela supraocipital, uma autapomorfia do gênero (Nijessen & Isbrücker, 1976; Reis, 1998; Britto, 2003). Todas as espécies são pequenas, raramente ultrapassando os 50 mm de comprimento padrão.
A maioria das espécies são diurnas e sempre ativas procurando alimentos a todo momento. Particularmente, as espécies dos rios do Brasil central e da bacia costeira da região nordeste brasileira apresentam coloração similar, o que torna difícil determinar o peixe em particular sem conhecer a origem dele. As espécies de Aspidoras são endêmicas de áreas não habitadas e restritas na maioria dos rios (Britto, 2000).
Etimologia do gênero: Aspido = protetor; doras = corpo
Espécies:
Aspidoras albater Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras belenos Britto, 1998
Aspidoras brunneus Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras carvalhoi Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras depinnai Britto, 2000
Aspidoras eurycephalus Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras fuscoguttatus Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras lakoi Miranda Ribeiro, 1949
Aspidoras maculosus Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras menezesi Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras microgalaeus Britto, 1998
Aspidoras pauciradiatus (Weitzman & Nijssen, 1970)
Aspidoras poecilus Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras psammatides Britto, Lima & Santos, 2005
Aspidoras raimundi (Steindachner, 1907)
Aspidoras rochai Ihering, 1907
Aspidoras spilotus Nijssen & Isbrücker, 1976
Aspidoras taurus Lima & Britto, 2001
Aspidoras velites Britto, Lima & Moreira, 2002
Aspidoras virgulatus Nijssen & Isbrücker, 1980
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Corydoras La Cépède, 1803
Um dos maiores gêneros da subfamília Corydoradinae. Foi estabelecido por La Cépède em 1803, baseado na descrição da espécie tipo Corydoras geoffroy, descrita de uma maneira muito confusa e inexata. O holótipo de C. geoffroy foi considerado perdido por Nijessen & Isbrücker (1980). Valenciennes (1840) foi o último autor que viu o holótipo e descreveu conspecificamente com Corydoras puctatus (Bloch, 1794). Somente recentemente Isbrücker consertou o problema declarando que Corydoras octocirrus (Ninjssen, 1970) poderia ser identificada como Corydoras geoffroy, designando um neótipo de C. geoffroy. Isto é importante, porque C. geffroy é a espécie tipo do gênero Corydoras.
Muitos estudos no gênero Corydoras tentaram organizar o polimorfismo encontrado nos membros do gênero. Existiram diversas descrições de novos gêneros, que foram mais tarde declarados sinônimos de Corydoras.
Gosline (1940) foi o primeiro aquarista a sugerir que diferentes espécies formavam grupos, que foi finalmente aceito por Ninjssen e Isbrücker (1980). Os grupos são: punctatus, barbatus, aeneus, elegans e acutus.
Com exceção do homogênio grupo acutus, todos os outros grupos provavelmente não são monofiléticos e compartilham poucas sinapomorfias. Os últimos trabalhos científicos (Reis, 1998; Britto, 2003) também comprovam que o gênero Corydoras é um agrupamento parafilético.
Corydoras geoffroy, a espécie tipo do gênero, é um peixe que possui a forma da cabeça pontiaguda, um relativo espaço interorbital e uma placa óssea triangular na região frontal da cabeça. Essa forma é chamada de grupo acutus, encontrado nas diversas espécies de Corydoras stricto-sensu, podendo ser organizadas e distinguidas de todas as outras Corydoras.
Etimologia do gênero: Cory = capacete, doras = corpo
Especies:
Corydoras acrensis Nijssen, 1972
Corydoras acutus Cope, 1872
Corydoras adolfoi Burgess, 1982
Corydoras aeheus (Gill, 1858)
Corydoras agassizi Steindachner, 1876
Corydoras albolineatus Knaack, 2004
Corydoras amandajanea Sands, 1995
Corydoras amapaensis Nijssen, 1972
Corydoras ambiacus Cope, 1872
Corydoras amphibelus Cope, 1872
Corydoras approuaguensis Nijssen & Isbrücker, 1983
Corydoras araguaiaensis Sands, 1990
Corydoras arcuatus Elwin, 1938
Corydoras areio Knaack, 2000
Corydoras armatus (Günther, 1868)
Corydoras atropersonatus Weitzman & Nijssen, 1970
Corydoras aurofrenatus Eigenmann & Kennedy, 1903
Corydoras axelrodi Rössel, 1962
Corydoras baderi Geisler, 1969
Corydoras bicolor Nijssen & Isbrücker, 1967
Corydoras bifasciatus Nijssen, 1972
Corydoras bilineatus Knaack, 2002
Corydoras blochi Nijssen, 1971
Corydoras boehlkei Nijssen & Isbrücker, 1982
Corydoras boesemani Nijssen & Isbrücker, 1967
Corydoras bondi Gosline, 1940
Corydoras breei Isbrücker & Nijssen, 1992
Corydoras brevirostris Fraser-Brunner, 1947
Corydoras burgessi Axelrod, 1987
Corydoras carlae Nijssen & Isbrücker, 1983
Corydoras caudimaculatus Rössel, 1961
Corydoras cervinus Rössel, 1962
Corydoras cochui Myers & Weitzman, 1954
Corydoras concolor Weitzman, 1961
Corydoras condiscipulus Nijssen & Isbrücker, 1980
Corydoras copei Nijssen & Isbrücker, 1986
Corydoras coppenamensis Nijssen, 1970
Corydoras coriatae Burgess, 1997
Corydoras crimmeni Grant, 1997
Corydoras cruziensis Knaack, 2002
Corydoras crypticus Sands, 1995
Corydoras davidsandsi Black, 1987
Corydoras delphax Nijssen & Isbrücker, 1983
Corydoras difluviatilis Britto & Castro, 2002
Corydoras diphyes Axenrot & Kullander, 2003
Corydoras duplicareus Sands, 1995
Corydoras ehrhardti Steindachner, 1910
Corydoras elegans Steindachner, 1876
Corydoras ellisae Gosline, 1940
Corydoras ephippifer Nijssen, 1972
Corydoras eques Steindachner, 1876
Corydoras esperanzae Castro, 1987
Corydoras evelynae Rössel, 1963
Corydoras filamentosus Nijssen & Isbrücker, 1983
Corydoras flaveolus Ihering, 1911
Corydoras fowleri Böhlke, 1950
Corydoras garbei Ihering, 1911
Corydoras geoffroy Lacepède, 1803
Corydoras geryi Nijssen Isbrücker, 1983
Corydoras gomezi Castro, 1986
Corydoras gossei Nijssen, 1972
Corydoras gracilis Nijssen & Isbrücker, 1976
Corydoras griseus Holly, 1940
Corydoras guapore Knaack, 1961
Corydoras guianensis Nijssen, 1970
Corydoras habrosus Weitzman, 1960
Corydoras haraldschultzi Knaack, 1962
Corydoras hastatus Eigenmann & Eigenmann, 1888
Corydoras heteromorphus Nijssen, 1970
Corydoras imitator Nijssen & Isbrücker, 1983
Corydoras incolicana Burgess, 1993
Corydoras isbrueckeri Knaack, 2004
Corydoras julii Steindachner, 1906
Corydoras kanei Grant, 1998
Corydoras lacerdai Hieronimus, 1995
Corydoras lamberti Nijssen & Isbrücker, 1986
Corydoras latus Pearson, 1924
Corydoras leopardus Myers, 1933
Corydoras leucomelas Eigenmann & Allen, 1942
Corydoras longipinnis Knaack, 2007
Corydoras loretoensis Nijssen & Isbrücker, 1986
Corydoras loxozonus Nijssen & Isbrücker, 1983
Corydoras maculifer Nijssen & Isbrücker, 1971
Corydoras mamore Knaak, 2002
Corydoras melanistius Regan, 1912
Corydoras melanotaenia Regan, 1912
Corydoras melini Lönnberg & Rendahl, 1930
Corydoras metae Eigenmann, 1914
Corydoras micracanthus Regan, 1912
Corydoras multimaculatus Steindachner, 1907
Corydoras nanus Nijssen & Isbrücker, 1967
Corydoras napoensis Nijssen & Isbrücker, 1986
Corydoras narcissus Nijssen & Isbrücker, 1980
Corydoras nattereri Steindachner, 1876
Corydoras negro Knaack, 2004
Corydoras nijsseni Sands, 1989
Corydoras noelkempffi Knaack, 2004
Corydoras oiapoquensis Nijssen, 1972
Corydoras ornatus Nijssen & Isbrücker, 1976
Corydoras orphnopterus Weitzman & Nijssen, 1970
Corydoras ortegai Britto, Lima & Hidalgo, 2007
Corydoras osteocarus Böhlke, 1951
Corydoras ourastigma Nijssen, 1972
Corydoras oxyrhynchus Nijssen & Isbrücker, 1967
Corydoras paleatus (Jenyns, 1842)
Corydoras panda Nijssen & Isbrücker, 1971
Corydoras pantanalensis Knaack, 2001
Corydoras paragua Knaack, 2004
Corydoras parallelus Burgess, 1993
Corydoras pastazensis Weitzman, 1963
Corydoras paucerna Knaack, 2004
Corydoras pinheiroi Dinkelmeyer, 1995
Corydoras polystictus Regan, 1912
Corydoras potaroensis Myers, 1927
Corydoras pulcher Isbrücker & Nijssen, 1973
Corydoras punctatus (Bloch, 1794)
Corydoras pygmaeus Knaack, 1966
Corydoras rabauti La Monte, 1941
Corydoras reticulatus Fraser-Brunner, 1938
Corydoras reynoldsi Myers & Weitzman, 1960
Corydoras robinae Burgess, 1983
Corydoras robustus Nijssen Isbrücker, 1980
Corydoras sanchesi Nijssen & Isbrücker, 1967
Corydoras saraareensis Dinkelmeyer, 1995
Corydoras saramaccensis Nijssen, 1970
Corydoras schwartzi Rössel, 1963
Corydoras semiaquilus Weitzman, 1964
Corydoras septentrionalis Gosline, 1940
Corydoras serratus Sands, 1995
Corydoras seussi Dinkelmeyer, 1996
Corydoras similis Hieronimus, 1991
Corydoras simulatus Weitzman Nijssen, 1970
Corydoras sipaliwini Hoedeman, 1965
Corydoras sodalis Nijssen & Isbrücker, 1986
Corydoras solox Nijssen & Isbrücker, 1983
Corydoras spectabilis Knaack, 1999
Corydoras spilurus Norman, 1926
Corydoras steindachneri Isbrücker & Nijssen, 1973
Corydoras stenocephalus Eigenmann & Allen, 1942
Corydoras sterbai Knaack, 1962
Corydoras surinamensis Nijssen, 1970
Corydoras sychri Weitzman, 1960
Corydoras treitlii Steindachner, 1906
Corydoras trilineatus Cope, 1872
Corydoras tukano Britto & Lima, 2003
Corydoras undulatus Regan, 1912
Corydoras virginiae Burgess, 1993
Corydoras vittatus Nijssen, 1971
Corydoras weitzmani Nijssen, 1971
Corydoras xinguensis Nijssen, 1972
Corydoras zygatus Eigenmann & Allen, 1942
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Scleromystax Günther, 1864
Originalmente foi estabelecido um subgênero de Callichthys por Günther (1864), e Eigenmann & Eigenmann (1888) transformaram Scleromystax em gênero. Na revisão de Callichthydae, Gosline (1940) sinonimizou Scleromystax em Corydoras. Recentemente Britto (2003) revalidou o gênero Scleromystax e o relacionou com o gênero Aspidoras dentro da tribo Aspidoradini na subfamília Corydoradinae.
O gênero Scleromystax é reorganizado por Britto através de cinco sinapomorfias. Facilmentes reconhecidos pelo dimorfismo sexual, os machos adultos apresentam as nadadeiras peitorais alongadas quando comparado com as fêmeas. Os machos sexualmente ativos de algumas espécies (S. barbatus,S. macropterus, C112, C113), apresentam o rosto acima dos barbilhões cobertos com uma estrutura com inúmeros odontodes. Esses odontodes podem desaparecer fora da estação de acasalamento.
A espécie tipo do gênero é Scleromystax barbatus (Quoy & Gaimard, 1824). Britto (2003) lista 4 espécies membros do gênero (S. barbatus, S. macropterus, S. prionotos e uma espécie não descrita no estado de São Paulo identificada como C-number C112). Em 2005, é descrita uma espécie do estado da Bahia, Scleromystax salmacis (Britto & Reis, 2005), anteriormente conhecida como C-numbers C113.
As espécies desse gênero são restritas a região de Mata Atlântica, do leste ao sudeste da costa brasileira (estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina), sendo consideradas endêmicas desse local.
Na atualidade, o desmatamento e a poluição desse biótopos, causam grande problemas a fauna endêmica dessas regiões. Um exemplo é Scleromystax macropterus que se encontra vulnerável a extinção.
Etimologia do gênero: Do grego Sclero que significa duro e do latin mystax que significa bigode.
Espécies:
Scleromystax barbatus (Quoy & Gaimard, 1824)
Scleromystax macropterus (Regan, 1913)
Scleromystax prionotos (Nijssen & Isbrücker, 1980)
Scleromystax salmacis Britto & Reis, 2005
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C-Numbers
Criado pela revista Die Aquarien- und Terrarienzeitschrift – Datz, o C-numbers é um sistema de classificação usado por aquaristas e biólogos, para referir-se a espécies de Corydoradinae que não estão descritas taxonômicamente. Após serem classificados cientificamente, perdem o C-numbers e ganham o nome binomial.
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Referências:
- Britto, M. R. 1998. Two new species of the genus Aspi- doras from Central Brazil. Ichthyological Exploration of Freshwaters, 8:359-368.
- Britto, M. R. . Aspidoras depinnai (Siluriformes: Callichthyidae): a new species from Northeastern Brazil. Copeia, v. 2000, n. 4, p. 1048-1055, 2000.
- Britto, M. R. and R.M.C. Castro. 2002. A new cory- doradine catfish (Siluriformes: Callichthyidae) from the upper Parana and Sao Francisco: the sister-group of Bro- chis and most of Corydoras species. Copeia. 1006- 1015
- Britto, M. R. . Phylogeny of the subfamily Corydoradinae Hoedeman, 1952 (Siluriformes: Callichthyidae), with a definition of its genera.. Proceedings of the Academy of Natural Sciences of Philadelphia, Philadelphia, v. 153, n. 1, p. 119-154, 2003.
- Britto, M. R. and F. C. T. Lima 2003 Corydoras tukano, a new species of corydoradine catfish from the rio Tiquié, upper rio Negro basin, Brazil (Ostariophysi: Siluriformes: Callichthyidae). Neotropical Ichthyology v. 1 (no. 2): 83-91.
- Fuller, I.A.M. and Evers H.G., 2005. Identifying Corydoradinae Catfish. Verlag A.C.S. GmbH. Hardcover, 384 pages.
- Nijssen, H. and I. J. H. Isbrucker. 1976. The South Amer- ican plated catfish genus Aspidoras R. von Ihering, 1907, with descriptions of nine new species from Brazil (Pisces, Siluriformes, Callichthyidae). Bijdragen tot de Dierkunde. 46:107-131.
- Nijssen, H. and I. J. H. Isbriicker. 1980. A review of the genus Corydoras Lacepede, 1803 (Pisces, Siluriformes, Callichthyidae). Bijdrague Dierkunde, 50:190-220.
- Reis, R. E. 1998a. Anatomy and phylogenetic analysis of the neotropical callichthyid catfishes (Ostariophysi, Si- luriformes). Zoological Journal of the Linnaean Society, 124:105-168.
- C-numbers
- Fishbase
Fotos:
Cschoy
Frank Faloone
Rafael Akama
Ricardo Britzke
Sal.Paradise
Adaptado por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©
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Uma discussão sobre a presença e arranjo de ganchos na nadadeira anal no gênero Hemigrammus e nos gêneros Parapristella e Petitella é apresentada, baseado num extenso exame de espécimes pertencentes a esses gêneros. É hipotetizado que a associação entre ganchos na nadadeira anal e tecido denso presumivelmente secretório, encontrado em todas as espécies examinadas de Hemigrammus, Parapristella,Petitella e Hyphessobrycon, é um mecanismo para facilitar a ruptura das paredes celulares e provocar, em conseqüência, a liberação das secreções celulares.
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Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©
Ordem Siluriformes
Família Loricariidae - Rafinesque, 1815
Subfamília Loricariinae - Bonaparte, 1831
Tribo Harttiini - Isbrücker, 1979
Farlowella Eigenmann & Eigenmann, 1889.
Espécie tipo: Acestra acus Kner,1853. Holótipo: NMW 47795, Venezuela, Caracas.
Gênero: feminino.
O gênero Farlowella é amplamente distribuído nas bacias dos rios Amazonas, Orinoco, Paraná, e rios litorâneos da Guiana, existindo atualmente 26 espécies válidas descritas.
Apresentam corpo delgado e com um focinho pronunciado, cor acastanhada com duas listras escuras laterais que começam na ponta do focinho, passando sobre olhos e terminam na cauda, sendo interrompidos frequentemente no pedúnculo caudal. Seu corpo possui forma semelhante a um galho fino de madeira.
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As espécies habitam áreas de água de fluxo lento, ficando imóveis em galhos submersos, onde se camuflam nesse meio. Alguns espécimes também podem ser encontrados em correntezas de riachos, sobre rochas e galhos submersos. Em seu hábitat natural, alimentam-se principalmente de algas.
O dimorfismo sexual inclui odontodes hipertrofiados nos machos ao longo das laterais do focinho, ou na cabeça de espécies com o focinho curto. Os ovos são colocados em superfícies verticais abertas, como vegetação ou rochas submersas, em uma única camada que são guardados pelo macho.
Análises filogenéticos morfológico e moleculares colocam o gênero Farlowella como gênero irmão de Sturisoma. Este relacionamento é suportado pelo dimorfismo sexual e estratégias de reprodução, que são idênticas em ambos gêneros.
Etimologia: Uma homenagem a William Gilson Farlow, um botânico americano famoso da Universidade de Harvard, cujo o trabalho principal foi estudar as algas, o alimento favorito desses peixes.
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Farlowella altocorpus Retzer, 2006
Farlowella amazonum (Günther, 1864)
Farlowella colombiensis Retzer & Page, 1997
Farlowella curtirostra Myers, 1942
Farlowella gracilis Regan, 1904
Farlowella hahni Meinken, 1937
Farlowella hasemani Eigenmann & Vance, 1917
Farlowella henriquei Miranda Ribeiro, 1918
Farlowella isbruckeri Retzer & Page, 1997
Farlowella jauruensis Eigenmann & Vance, 1917
Farlowella kneri (Steindachner, 1882)
Farlowella mariaelenae Martín Salazar, 1964
Farlowella martini Fernández-Yépez, 1972
Farlowella nattereri Steindachner, 1910
Farlowella odontotumulus Retzer & Page, 1997
Farlowella oxyrryncha (Kner, 1853)
Farlowella paraguayensis Retzer & Page, 1997
Farlowella platorynchus Retzer & Page, 1997
Farlowella reticulata Boeseman, 1971
Farlowella rugosa Boeseman, 1971
Farlowella schreitmuelleri Ahl, 1937
Farlowella smithi Fowler, 1913
Farlowella taphorni Retzer & Page, 1997
Farlowella venezuelensis Martín Salazar, 1964
Farlowella vittata Myers, 1942
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Sturisoma Swainson, 1838.
Espécie tipo: Loricaria rostrata Spix & Agassiz, 1829. Rios brasileiros. Holótipo perdido.
Gênero: neutro.
As espécies do gênero Sturisoma são distribuídas extensamente nas bacias Trans-andina, do Panamá até a Colômbia; e nas bacias Cis-andinas, Amazonas, Orinoco e Paraguaí. No momento, quinze espécies válidas são reconhecidas.
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Habitam águas de fluxo rápido, onde exista galhos e troncos submersos abundantes. O dimorfismo sexual inclui odontodes hipertrofiados nas laterais da cabeça dos machos. Como o gênero Farlowella, as espécies de Sturisoma colocam seus ovos em superfícies verticais abertas, como vegetação ou rochas submersas, que são guardados pelo macho. Em seu hábitat natural se alimenta de algas que crescem em pedras e troncos.
Um neótipo tem ser designado ainda para a espécie tipo Sturisoma rostratum, pois o holótipo foi destruído durante a segunda guerra mundial. A designação do Neótipo é necessária para se conhecer a localidade tipo, que não é especificada e pode pertence a qualquer uma das diversas espécies atualmente reconhecidas. Sturisoma e Farlowella são grupos irmãos, onde o dimorfismo sexual e a estratégia reprodutiva são comparáveis em ambos os gêneros e tendem a corroborar os dados morfológicos e moleculares.
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Etimologia: Do alemão sturio, que significa esturjão + do grego soma, que significa corpo.
Espécies:
Sturisoma aureum (Steindachner, 1900)
Sturisoma barbatum (Kner, 1853)
Sturisoma brevirostre (Eigenmann and Eigenmann, 1889)
Sturisoma dariense (Meek and Hildebrand, 1913)
Sturisoma festivum Myers, 1942
Sturisoma frenatum (Boulenger, 1902)
Sturisoma guentheri (Regan, 1904)
Sturisoma kneri (De Filippi in Tortonese, 1940)
Sturisoma lyra (Regan, 1904)
Sturisoma monopelte Fowler, 1914
Sturisoma nigrirostrum Fowler, 1940
Sturisoma panamense (Eigenmann and Eigenmann, 1889)
Sturisoma robustum (Regan, 1904)
Sturisoma rostratum (Spix and Agassiz, 1829)
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Moenkhausia - Em homenagem ao professor William J. Moenkhaus da Universidade de Indiana, e colaborador do Museu Paulista em São Paulo..
Referências
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Em um estudo envolvendo análises genéticas (microsatélites), mostraram que a espécie Kryptolebias ocellatus, encontradas na regiões de mangues com água doce (do Rio de Janeiro a Santa Catarina) também é uma espécie de fertilização externa. Foi provado que 97% dos indivíduos da espécie são geradas de maneira solitária, ou seja, um único indivíduo se auto-fecunda. Analisando K. caudomarginatus e K. brasiliensis, não foram encontradas nenhuma evidência de auto-fecundação entre elas, apenas em K. ocellatus.
Esses resultados indicam que a origem da auto-fecundação provavelmente surgiu no ancestral comum das duas espécies, o clado marmoratus-ocellatus, sendo estimado em cerca de 2 milhões de anos atrás, através das sequências de DNA e microsatélites mitocondrial.
Para saber mais:
A maioria das espécies de Callichthyidae são bentônicos, e comem principalmente invertebrados aquáticos como microcrustáceos e insetos, inclusive detritos vegetais. Esta família possui mais de 160 espécies agrupada em oito gêneros.
Os representantes dessa família habitam uma variedade de hábitats diferentes, desde pequenos riachos de águas rápidas e oxigenadas, até rios de grande porte, incluindo também poças e locais pantanosos, onde o oxigênio pode ser praticamente ausente. Para sobreviver nestes hábitats, estes usam o intestino como um órgão respiratório acessório, onde o ar é coletado na superfície da água e engolido, e eventualmente é expelido através do ânus.
Scleromystax barbatus
Ao contrário dos peixes-gatos das famílias Loricariidae e Trichomycteridae que praticam a respiração aérea somente em caso do hipóxia, a família Callichthyidae respira o ar continuamente sob todas as condições da água. Entretanto, o ar engolido tem um papel mais importante na manutenção do contrapeso hidrostático do que na respiração, contribuindo com o aproximadamente 75% do ar necessário para a flutuabilidade.
Os hábitos reprodutivos da família são muito variados e interessantes. Os gêneros Aspidoras, Corydoras e Scleromystax, como a maioria dos siluriformes, colocam seus ovos em rochas, folhas ou outras superfícies. Megalechis, Lepthoplosternum, Hoplosternum e Dianema, possuem um comportamento interessante, construindo ninhos de flutuação a base de espuma e restos vegetais.
A família Callichthyidae apresenta muitas características derivadas, sendo as mais interessantes o canal sensorial da linha lateral reduzido com 1 a 6 placas; canal sensorial do pré-opérculo não conectado ao ramo pré-opercular; ossos infra orbitais expandidos como placas; segundo infra orbital com uma expansão laminar interna, dando forma à parede posterior da órbita; pré-maxilar sem dentes; dentário com um processo mediano para a inserção do músculo inter mandibulares; abertura lateral da bexiga de gás parcialmente fechado por uma expansão oca (para uma lista completa de sinapomorfias e caracteres veja Brito, 2003; Reis, 1993, 1997). Esta família é reconhecidamente monofilética, sustentada por diversas características derivadas, apresentando duas subfamílias, Callichthyinae Hoedeman, 1952 e Corydoradinae Hoedeman, 1952, cada uma suportada por diversas sinapomorfias.
Distribuição geográfica
Esta família é endêmica da América Neotropical, sendo encontrada em diversas drenagens como Paraná-Paraguai, São Francisco, Amazonas, Orinoco, Maracaibo, Magdalena e bacias costeiras atlânticas no Brasil. Apresentam uma grande diversidade principalmente na drenagem Amazônica.
Callichthys callichthys
Referências
Britto, M. R. 2003. Phylogeny of the subfamily Corydoradinae Hoedeman, 1952 (Siluriformes: Callichthyidae), with a definition of its genera. Proceedings of the Academy of Natural Sciences of Philadelphia 153: 119-154.
Burgess, W.E. 1987. Corydoras and related catfishes - a completeintroduction. T.F.H. Publications, Neptune City, 128p.
Burgess, W.E. 1989. An atlas of freshwater and marine catfishes. A preliminary survey of the Siluriformes. T.F.H. Publications,Neptune City, 784p.
Pinna, M.C.C. 1992. A new subfamily of Trichomycteridae (Teleostei, Siluriformes), lower Loricarioid relationships, and a discussion on the impact of additional taxa for phylogenetic analysis. ZoologicalJournal of the Linnean Society, 106:
Reis, R.E. 1997. Revision of the Neotropical catfish genus Hoplosternum(Ostariophysi, Siluriformes, Callichthyidae), with the description of two new genera. Ichthyol. Explor. Freshwaters, 7(4):299-326
Fotos
Cinthia Emerich
Ricardo Britzke
Ricardo Kobe
Teq
Wesley Danes
Agradecimentos
Leandro Villa Verde

Coloração em vida: Corpo com coloração marrom da cor de terra. Área opercular, ossos faciais e área abdominal dourada esverdeada brilhante até a base da nadadeira peitoral. Área ventral abaixo da base da nadadeira peitoral prateada. Nadadeiras dorsais, adiposas, caudais, e anais de coloração alaranjado-avermelhadas intenso. Nadadeiras pélvicas amareladas e nadadeiras peitorais translúcidas.

Dimorfismo sexual: Não detectado. Ganchos ósseos na nadadeira anal e pélvicas nos machos maduros não foram encontrados, uma das características mais comuns entre os caracídeos.
Distribuição geográfica: Encontrado no alto rio Arapiuns (rio Branco e rio Aruã), bacia do rio Tapajós

Notas ecológicas: Os espécimes de Hemigrammus arua foram coletados em áreas marginais rasas, com abundantes macrófitas aquáticas, emergentes e não emergentes. Foram encontrados no intestino dos mesmos, larvas de inseto (formas aquáticas e terrestres), insetos e vegetal.
Etimologia. Arua faz alusão a localidade tipo do espécime, um substantivo na justaposição.

Para saber mais: LIMA, F. C. T. ; WOSIACKI, W. B. ; RAMOS, C. Hemigrammus arua, a new species of characid (Characiformes: Characidae) from the lower Amazon basin, Brazil. Neotropical Ichthyology, v. 7, p. 153-160, 2009.
Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©

Coloração: Prata escuro a amarelado (dependendo do grau de retenção da guanina). Cromatóforos escuros concentram-se na margem das escamas, tendo como resultado o padrão reticulado conspícuo. Região dorsal mais escura do que flancos. Região umeral com a mancha triângular. Poucos cromatóforos escuros dispersos nos infraorbitais e opérculo. Listra fina e escura que estende ao longo da metade posterior do corpo. Nadadeira caudal com uma mancha escura. Pedúnculo caudal com muitos pigmentos escuros dispersos, tendo como resultado uma mancha conspícua e uma área mais clara antes. Nadadeira dorsal com a pigmentação escura dispersa, concentrada mais na metade anterior. Nadadeira anal com pigmentação escura dispersa.

Distribuição geográfica: Moenkhausia forestii é encontrada no rio Sepotuba. Este é um tributário do alto Paraguaí.

Etimologia: Forestii, epíteto específico, em honra a Fausto Foresti, por suas contribuições para o conhecimento da genética de peixes.
Dimorfismo sexual: Ganchos ósseos nas nadadeira anal nos machos.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©
Weitzman & Cruz (1981) não concoradam com a hipótese de que o material utilizado por Myers na descrição seja proveniente do Rio de Janeiro, pois esta espécie nunca mais foi encontrada nos riachos costeiros deste Estado. A hipótese mais aceita é de que a localidade-tipo seja o sul da cidade de Paranaguá, no estado do Paraná, pois os autores utilizaram novos exemplares capturados nessa região para a redefinição da localidade tipo de R. crassiceps.
Os mesmos autores descrevem ainda uma segunda espécie para o gênero, R. graciliceps, na região costeira da Bahia, a aproximadamente 1 km ao norte da cidade de Prado - BA, a qual é facilmente distinguida de R. crassiceps. Os primeiros registros de R. graciliceps na natureza datam de 1977, segundo os autores.
Segundo Abilhoa, Bastos & Wegbecher (2007), a principal dieta de R. crassiceps inclui microcrustáceos, insetos aquáticos e terrestres, algas, matéria orgânica e aracnídeos, sendo que os indivíduos maiores se alimentam principalmente de insetos terrestres, insetos imaturos aquáticos (larvas e pupas) e algas filamentosas; enquanto que os indivíduos menores alimentaam-se basicamente de insetos imaturos aquáticos e microcrustáceos. Embora não se tenha estudos alimentares de R. graciliceps, com certeza esta espécie também possui os mesmos hábitos alimentares.
Ambas espécies vivem riachos de água escura com cor de chá, sendo encontrados somente em ambientes preservados. Se destacam pelo belo colorido com tons de vermelho no corpo e de amarelo sobre as nadadeiras, despertando os interesses de aquaristas de todo o mundo, mas mesmo em cativeiro são considerados raros.
Desde 2005 se encontram na lista vermelha de fauna ameaçada do IBAMA, por serem bem vulneráveis às alterações ambientais, como a destruição de seus habitats em decorrência dos processos de ocupação humana.
Referência Bibliográficas
Abilhoa, V. ; Bastos, L. P. ; Wegbecher, F. X. Feeding habits of Rachoviscus crassiceps (Teleostei: Characidae) in a coastal Atlantic rainforest stream, southern Brazil. Ichthyological Exploration of Freshwaters, v. 18, p. 227-232, 2007.
Machado, A. B. M. 2005. Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção: incluindo s espécies quase ameaçadas e deficientes em dados/ A. B. M. Machado, C. S. Martins & G. M. Drummond. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas. 160p.
Myers, G. S. Eine neue Characinidengattung der Unterfamilie Cheirodontinae aus Rio de Janeiro, Brasilien. Blätter für Aquarien- und Terrarien-Kunde. Stuttgart. v. 37 (no. 24): 1-2, 1926.
- Sarmento-Soares, L. M., MARTINS-PINHEIRO, R. F. Rachoviscus graciliceps (Characidae: Incertae Sedis) sobrevivente nos pequenos riachos do extremo sul da Bahia, Brasil. Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia, v. 85, p. 4-5, 2006.
- Weitzman, S. H.; Cruz, C. A. G. The South American fish genus Rachoviscus, with a description of a new species (Teleostei: Characidae). Proceedings of the Biological Society of Washington v. 93 (no. 4): 997-1015, 1981.
Frank Teigler
Peter and Martin Hoffmann
Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke © Copyright 2009 ©












































