segunda-feira, 12 de março de 2012

Expedição ao Pantanal

Dessa vez estamos em Poconé - MT, no parque Nacional do Pantanal Matogrossense (PARNA). O PARNA do Pantanal é uma área de constante inundação no período das cheias, onde as águas do Rio Cuiabá e do Rio Paraguai se misturam formando diversas lagoas, baias, canais; um verdadeiro labirinto para quem não conhece a região. O PARNA do Pantanal Matogrossense fica entre os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bolívia, sendo a divisão entre esses dois países, a Serra do Amolar. Possui um total de 136.028 hectares, tendo como objetivo proteger e preservar todo o ecossistema pantaneiro. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. Essa planície inundável, concentra uma rica fauna, tanto dentro da água como fora da água, sendo muito fácil observar vários animais silvestres.

  Entrada da Rodovia Transpantaneira

Para chegar a esse Parque Nacional rodamos cerca de 1500 km de rodovias cortando três estado, mais 150 km da rodovia Transpantaneira e ainda mais seis horas de barco com motor de popa pelo Rio Cuiabá. 
 Uma verdadeira aventura que começa a valer a pena assim que iniciamos a rodovia Transpantaneira, avistando vários animais selvagens e atravessando mais de 100 pontes de madeira, onde abaixo das mesmas existe uma infinidade de jacarés. Ainda na rodovia, encontramos cervos, tamanduás e muitas aves, como gaviões, araras, tucanos entre outras.

Primeira aparição da Rodovia, mas é apenas o começo...

 Uma das mais de 100 pontes de madeira na Transpantaneira

 
 Abaixo da ponte um verdadeiro jacarezário


 Rodovia Transpantaneira

 Cervo do Pantanal jovem


 Jaburu ou Tuiuu


 Ja no Rio Cuiabá os cardeais queriam uma carona até o Parque Nacional

Essa é pra provar que o rio estava pra peixe...

Navegando nas águas do Rio Cuiabá, podemos avistar principalmente aves aquáticas na beira do rio, além de jacarés e capivaras que também são muito comuns.


  E foram seis horas de muita água e paisagens...

 



 Serra do Amolar - Atrás da serra a Bolívia

 Depois de longas e emocionantes seis horas navegando pelo Rio Cuiabá, chegamos a sede do Paque Nacional. E encontramos muitas aves, mas muitas mesmo...

 





 E pra completar a expedição, fomos fazer o levantamento da ictiofauna local. Os conhecidos camalotes eram um dos principais habitat dos peixes pequenos, principalmente ornamentais.

Camalotes e aquapés


 Tetra Black Phanton - Hyphessobrycon megalopterus

 
 Mato Grosso - Hyphessobrycon eques

 Tetra green fire - Aphyocharax rathbuni

Apistogramma trifasciata

 
 Apistogramma borelli - fêmea

 Apistogramma commbrae

Cascudo - Hypostomus sp.

 
Ituí cavalo - Apteronotus albifrons


 Cichlassoma dimerus

 Pyrrhrulina australis 


Tuvira - Brachyhypoppomus sp. 

 Tetra Olho de Fogo - Moenkhausia forestii

 Tetragonopterus argenteus

Ancistrus sp.

E na calha do rio prevalecia os grande peixes, que por sinal foram várias espécies,

 Bico de pato - Sorubim lima

Raia motoro - Potamotrygon motoro

 
Piranha caju - Pygocentrus nattereri

 
Joaninha - Crenicichla lepidota

 Bagre 

Traira
Depois de uma semana em pleno Pantanal, percebemos como a natureza é bela e completa, sempre mostrando suas jóias a todos nós, sejam elas no ar, na terra ou na água.


 
Como vimos nas fotos, a preservação do Pantanal é algo muito importante para o equilíbrio da vida. Sem preservação, não existiria essa grande biodiversidade. Além dos vários animais aqui mostrados, o Pantanal ainda esconde grandes animais como a onça pintada e mais de 650 espécies de aves, centenas de peixes e centenas de insetos, sendo essa fauna inferior apenas à da Amazônia.

Desse lugar, fica na memória todas suas belezas e esperamos que ela sempre possa existir.

 

Ricardo Britzke © Copyright 2012 © 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nova espécie de Apistogramma

Uma nova espécie de Apistogramma é descrita pelos ictiólogos Lina Mesa Salazar e Carlos Lasso na bacia do alto Rio Orinoco (Rios Inirida, Atabapo e Mavaca) da Colombia e Venezuela. Apistogramma megaptera caracteriza-se por apresentar um corpo alto e dimorfismo sexual bem evidente, expresso tanto na coloração, quanto no formato da nadadeira anal. Outros caracteres diagnósticos que diferenciam esta espécie das demais espécies da bacia do rio Orinoco que apresentam barras transversais na nadadeira caudal (Apistogramma iniridae, A. velifera e A. inornata), são: nadadeira anal com uma franja negra na extremidade inferior; nadadeira dorsal com uma fina linha negra em sua margem superior e uma linha negra grossa na região infraorbital, cuja largura é igual o comprimento da pupila. Estes caracteres estão ausentes nas outras espécies descritas. Os machos alcançam um tamanho maior (58.7 mm) que as fêmeas (39 mm).

Apistogramma megaptera - exemplar macho

Comparando com as espécies restantes da bacia do Orinoco que apresentam nadadeira caudal com mácula (Apistogramma alacrina, A. hoignei, A. hongsloi, A. guttata, A. macmasteri e A. viejita), a pigmentacão em forma de barras transversais na nadadeira caudal, é um caráter que diferencia A. megaptera.
 

Nome popular.
Apistogramma megaptera sp. nov. é conhecida na literatura aquarista como Apistogramma Breitbinden
  
Apistogramma megaptera - exemplar fêmea


Hábitat. 
Na natureza é capturada simpatricamente com Apistogramma iniridae. Vive em águas negras de baixa condutividade (5 μS/cm) e pH ácido (valores menores de 4.6)

Etimologia.
Megaptera do grego Mégas que significa grande e Pterón que significa nadadeira, em referência as nadadeiras dorsal e caudal bem desenvolvidas nos machos da espécie.

Apistogramma megaptera - exemplar macho


Sistemática.
Comparando a morfologia de A. megaptera com o grupo artificial agassizii Meinken 1962 (seguindo Kullander 1980), composto pelas especies como A. agassizii, A. elizabethae e A. bitaeniata, no qual acredita-se que A. megaptera inclui-se nesse grupo, e também baseado em sua área de distribuição que recria os processos paleogeograficos anteriores ao levantamentos do arco estrutural do Vaupés.

Mapa de distribuiçao de A. megaptera

Para saber mais:
 Mesa Salazar, L. M. & Lasso, C. A. Apistogramma megaptera (Perciformes:Cichlidae), una nueva especie para la cuenca del Orinoco. Biota Colombiana, V. 12 N. 1, Pag. 19-29. 2011.

Adaptado e traduzido por Ricardo Britzke
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Catálogo de Peixes Ornamentais do Peru

Visitando o site do IIAP (Instituto de Investigaciones de la Amazonia Peruana) encontrei diversos livros interessantes para download, sendo um deles o qual compartilho aqui.

 Rio Nanay

Peru, um país megadiverso que está entre os 10 países com maior biodiversidade no mundo. Seus climas diferentes, estratos ecológicos e ecossistemas produtivos garantem uma importante variedade de espécies de fauna e flora, muitas das quais permanecem desconhecidas para a ciência até hoje. A Amazônia cobre 66% do território peruano e compreende um grande ambiente aquático, onde os lagos e rios são o lar de uma fauna diversa, incluindo os peixes ornamentais.

Lagoa de águas negras

O catálago Peru's Ornamental Fish mostra um pouco da ictiofauna ornamental, muito comum nos aquários do mundo.


Amostra de uma página do Catálogo


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